Processo De Análise

Processo de Análise

O que é análise e qual a sua utilidade?

A análise é um processo de resolução de problemas e de tomada de decisões. Separa um todo em suas partes componentes (elementos constituintes) e examina, investiga, inspeciona, pesquisa , estuda, o todo, suas partes e relações.

Vide figura

O insumo do processo de análise são as  informações e métricas (indicadores de controle).

Um processo de análise deve ir além de traçar o histórico de eventos.

O analista deve descobrir as causas e efeitos dos desvios (realizado x planejado) – quem, o que, onde e quando causa os motivadores do efeito. Ou seja, criar um processo de pesquisa para aumentar a base de conhecimento sobre o alvo da análise.

Considerando que um evento não é provocado por apenas um item, a análise deve constantemente pesquisar, para identificar mais causas e quantos efeitos estarão associados a essas causas (os tradeoffs envolvidos).

A atividade de análise é um esforço permanente, para aumentar a base de conhecimento.


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No processo de resolução de problemas, a etapa de análise é aquela em que serão determinadas as principais causas do problema. Se não identificamos claramente as causas provavelmente serão perdidos tempo e dinheiro em várias tentativas infrutíferas de solução. A análise se compõe de duas grandes partes que é a identificação de hipóteses e o teste dessas hipóteses para confirmação das causas.


 

Análise de Tradeoffs

Qual a importância do conceito e prática da análise de tradeoffs?

Um trade-off (ou tradeoff ) significa uma decisão situacional, que envolve diminuir ou perder valor num aspecto em troca de ganho de valor em outro aspecto. Usamos naturalmente o conceito de trade off no seu processo de decisão de compra.  Exemplo: a seriedade desse problema vale o custo dessa solução?

Em termos simples, trade off significa uma compensação: quando uma variável  aumenta a outra deve diminuir. As compensações derivam de limitações de muitas origens, incluindo a limitação física. O conceito de compensação implica escolher com compreensão das vantagens e desvantagens de cada configuração.

Exemplos de tradeoffs

  • Quando ganhamos em força, perdemos em velocidade.
  • Se dermos mais atenção a um aspecto teremos menos tempo para os outros. Podemos melhorar um aspecto, mas podemos reduzir o valor do todo.
  • A fórmula de valor : valor = benefício / custos/ riscos é um exemplo de tradeoff. Para um mesmo valor, se aumentarmos os benefícios teremos que contrabalancear com custos e riscos. Ou, para uma mesmo resultado podemos ter uma infinidade de combinações benefícios, custos e riscos.
  •  “Não coloque todos os seus ovos em uma única cesta “. Deixar cair a cesta vai quebrar todos os ovos. Colocar cada ovo em uma cesta diferente é mais diversificado e seguro. Existe mais risco de perder um ovo, mas menos risco de perder todos eles. Por outro lado, ter muitas cestas aumenta os custos.
  • Ao comprimir uma imagem, podemos reduzir o tempo / custos de transmissão. Em compensação o tempo de CPU para executar a compressão e a descompressão aumenta e pode gerar perda de qualidade de imagem.
  • Numa solução, podemos investir mais em segurança para reduzir riscos de fraude, mas em compensação, os custos mensais podem aumentar, o desempenho pode piorar.
  • Quando investimos em gestão podemos ter mais visibilidade e controle, mas poderemos estar reduzindo a capacidade do sistema se os recursos de operação forem afetados e reduzidos.

Observações sobre  tradeoffs

 

Até logo!

Análise e boas práticas

Quais as boas práticas para o processo de análise?

Veja abaixo exemplos de boas práticas para melhorar a capacidade de análise:

  1. A minha atuação é pró-ativa ou reativa? Antecipo-me à ocorrência do problema ou só atuo após o problema acontecer? O processo de Análise é contínuo. Quando atuamos pró – ativamente significa que estamos analisando o processo antes do resultado final.  Quando atuamos reativamente, significa que “não” estamos acompanhando o processo. Estamos avaliando o resultado dele: o produto. Isso gera dois problemas:  1)excesso de atividades secundárias, que reduzem o tempo para o foco principal  e 2) necessidade de melhorar conhecimento, habilidades e atitudes de planejamento e análise.
  1. Estou baseado em fatos e dados? Minhas fontes e indicadores (métricas) são confiáveis? Fatos e dados constroem o caminho para encontrar a solução e são os pilares para fundamentá-la. Eles legitimam a ação. No início do processo de análise pesquisamos  para reunir fatos suficientes para lançar uma luz sobre o problema. É esboçada uma hipótese inicial para o problema e o passa para a compilação dos fatos (métricas, ações e resultados) necessários para confirmá-la ou não. A análise deve ser cuidadosa, de alta qualidade, contínua, dos componentes do problema, aliada a uma atitude agressiva na coleta de dados.
  1. Consegui formular uma hipótese inicial para a resolução do problema? Gerar uma hipótese inicial é uma tentativa de solucionar o problema numa primeira abordagem. A essência da hipótese inicial é: descubra a solução do problema antes de iniciar. Importante: é uma teoria que deverá ser provada ou desmentida, ao longo da análise. A hipótese inicial dá visibilidade ao seu processo de análise. Permite compartilhar perspectivas e gera integração.
  1. Estou aplicando um método de análise estruturado? Estou dividindo o problema em problemas menores para facilitar a solução?  Desdobro a hipótese inicial em seus componentes (principais causas)? elaboro recomendações factíveis para cada causa? monte a árvore lógica?
  1. Estou com foco em resultado? Os requisitos da solução irão gerar o desempenho esperado a um custo compatível? Estou direcionado para atender as necessidades e requisitos técnicos?

Essas perguntas estão longe de serem exaustivas, mas ajudam a entender e executar o proceso de análise com maior corretismo para gerar análises mais consistentes.

 

Até logo!