11. Aprender A Aprender

Aprendizado e Ferramentas

  1. Como é o processo educacional e quais são as etapas para aprender?

  2. O que é “aprendizado construtivista” e seus principais fatores de mudança?

  3. Como “aprender a aprender” com autonomia ?

  4. Como usar os modos de pensar focado x difuso e melhorar a sua capacidade criativa e de resolução de problemas?

  5. Como ganhar e usar o seu expertise para aprender novos conhecimentos mais rápido?

  6. Como repetir, reter o conhecimento na memória de longo prazo e realmente aprender?

  7. Como usar Mapas Mentais para aumentar a eficiência do seu aprendizado?

  8. Como gerenciar o seu processo e tempo de aprendizado?

  9. Como fazer o sono um grande aliado para o seu aprendizado?

  10. Check List para Aprender a Aprender
  11. Como aumentar a sua Inteligência?

  12. Como usar Ferramentas Cognitivas?

  13. Como usar Conceitos, Definições e Palavras Chaves para aumentar o seu conhecimento?

  14. Como fazer Perguntas?

  15. Como estruturar o conhecimento com Mapas Conceituais para facilitar a sua vida?


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.

Processo Educacional

Quais são os estágios do processo educacional e suas diferenças ?

A educação é um processo de vários estágios – entender, compreender, aprender, comunicar, ensinar.

Educar. A educação é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento humano e a sociedade; ajuda a aumentar a capacidade mental e física e a produtividade. Educar é uma combinação de entender, compreender, aprender, comunicar e ensinar.

EDUCAR = ENTENDER + COMPREENDER + APRENDER + COMUNICAR + ENSINAR

Entender. Ocorre no nível intelectual, racional ou no nível das ideias – você “entende” o mecanismo, a lógica, as razões, etc.

Compreender.  É mais profundo que entender; envolve emoções, permite fazer conexão com experiências próprias ou se colocar no lugar do outro ( empatia).

Aprender. É mais profundo que compreender; causa mudanças em suas atitudes e comportamentos; incorpora entendimento e compreensão e a capacidade de repetir resultados após práticas repetidas; se não houver mudança de comportamento, não houve aprendizado. Quem aprende, faz diferente.

Comunicar. É a troca de informações, compartilhamento de ideias, sentimentos; influi no que somos e no que pensamos; depende do emissor, receptor, meio e linguagem; a comunicação e educação são processos inseparávei –  a educação faz-se através da comunicação falada, escrita, gesticulada ou multimídia; a boa comunicação afeta positivamente o entendimento, a compreensão, o aprendizado, o ensino e a educação como um todo.

Ensinar. É usar métodos para educar; a educação é um processo, enquanto o ensino é o método de implementação desse processo; por exemplo: o professor, através do ensino, educa os alunos; educar e ensinar são dois conceitos interdependentes, mas diferentes, por exemplo, uma pessoa bem educada pode não ser um bom professor.

 

Um bom exemplo é o que aconteceu com Wilhelm Conrad Röntgen, descobridor dos raios-X. Ele estava fazendo experiencias com eletricidade no vácuo quando reparou em uma sombra próximo de um objeto que estava na mesa.

Ele ENTENDEU que aquela sombra não era algo normal, mas precisou repetir o experimento muitas vezes para APRENDER que a causa da sombra era a eletricidade no vácuo que transmitia ondas de alta frequência que podiam atravessar objetos e deixar marcas em papeis fotossensíveis.

Mesmo assim ele demorou meses para se SENTIR SEGURO sobre sua descoberta e COMUNICAR  e ENSINAR para os outros físicos como reproduzir um raio-X.

 

 

Aprendizado Construtivista

Como construímos o conhecimento?

A construção e novos conhecimentos depende do que já sabemos, experiências prévias, como essas experiências foram registradas, quais os modelos mentais empregados, quais as crenças que suportam as nossas interpretações dos  eventos e experiências.

“As pessoas aprendem e constroem o seu próprio entendimento e conhecimento do mundo experimentando coisas e refletindo sobre essas experiências”. 

A filosofia construtivista usa métodos e ferramentas para ajudar a pessoa a “aprender a aprender“, desenvolver conhecimentos e habilidades para resolver problemas; está centrado no estudante e não no professor; vai muito além do método tradicional de transferência de conhecimento.

 

Fazer Perguntas

Quando encontramos algo novo, conciliamos com nossas ideias e experiências anteriores. Isso pode gerar mudanças no que acreditamos, ou talvez descarte de uma nova informação como irrelevante.
  • Em qualquer caso, somos “criadores ativos” do nosso próprio conhecimento.
  • Para fazer isso, devemos fazer perguntas, explorar e avaliar o que sabemos.
  • Na abordagem construtivista, o foco é nos tornarmos “aprendizes peritos”. Usar ferramentas cada vez mais efetivas para continuar aprendendo. Ou seja, aprender como aprender!

Facilitador ao invés de Professor

Na visão construtivista, o professor dá lugar ao facilitador para:
  • Incentivar o processo de aprendizagem e reflexão.
  • Examinar o conhecimento atual.
  • Identificar novos conceitos e aplicações.
  • Divulgar projetos e experimentos relevantes.
  • Discutir o aprendizado e experiências.

Foco em Ferramentas e Habilidades

No construtivismo, em vez de reproduzir informações e fatos, o foco é direcionado para:

Desencadear a curiosidade

  • O objetivo não é  “reinventar a roda” e sim desencadear a curiosidade e entender como as coisas se transformam e funcionam.
  • Facilitar o engajamento e aplicação do conhecimento.
  • Testar teorias e tirar conclusões das descobertas.
  • Discutir exemplos dos fundamentos das atividades.
  • ter em mente perguntas ou ideias para compartilhar.

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Aprender a Aprender

O que é Aprender ?

Aprender é o processo de adquirir novos conhecimentos ou modificar conhecimentos, comportamentos , habilidades , valores ou preferências.

 

O que é Aprender a Aprender?

Aprender a Aprender está ligado à linha construtivista de que o aprendizado se dá quando o indivíduo interage com o conteúdo.

É a mudança de “entregar conhecimento”  para ” desenvolver conhecimentos e habilidades”.

  • Se conscientizar sobre o aprendizado – direcionar atenção, obter informações e conhecimento sobre o processo,  necessidades e ferramentas de aprendizagem.
  • Separar o processo do produto do aprendizado.
  • Adquirir novos conhecimentos e habilidades.
  • Organizar o próprio aprendizado.
  • Gerenciar o tempo do aprendizado.
  • Criar ferramentas mentais, instrumentalizar e refinar.
  • Identificar oportunidades de aprendizado disponíveis.
  • Aplicar conhecimentos e habilidades em vários contextos: em casa, no trabalho, na educação e no treinamento.
  • Desenvolver a autonomia para aprender; construir o conhecimento por si mesmo; aprender de forma mais significativa e ativa, quando comparado com o que ocorre via mera transmissão do conteúdo.

Por que Aprender a Aprender?

Aprender a Aprender, usar ferramentas cognitivas e desenvolver a autonomia, emerge da compreensão do mercado de trabalho atual e futuro como aquele em que os trabalhadores precisam cada vez mais ser capazes de se adaptar a novos papéis.

As regras antigas não se aplicam mais.

Encarar o desafio de preparar as pessoas para “oportunidades que não temos nenhuma concepção no momento”.

Desenvolver habilidades sociais mais gerais, como pensamento crítico, habilidades de pesquisa, gerenciamento de tempo e habilidades de comunicação.

Qual a razão principal dos problemas de aprendizado?

:

De uma forma geral quando você tem dificuldades para aprender é sinal que existe um problema na sua estratégia de aprendizado e não com você:

  • Não existe problema no seu cérebro, a ação é que deve ser corrigida!
  • Foque na estratégia de estudo.
  • Não atribua o fracasso do aprendizado a você e não crie crenças limitadoras.
  • Todas as pessoas têm um grande potencial que ainda não foi aproveitado.
  • As pessoas que se destacam usam estratégias eficientes de aprendizado!

Aprender leva tempo e paciência; é um processo auto-dirigido e poderoso para facilitar e inspirar o desenvolvimento individual, em grupo e organizacional.

Como funciona os 2 modos de pensar  do nosso cérebro: focado x difuso?

O cérebro tem habilidades incríveis !

Podemos resolver um problema difícil que estamos tratando há semanas num primeiro dia de férias, andando distraidamente à beira de uma praia, ou cantando em baixo de um chuveiro – ele pode trabalhar continuamente, mesmo você dormindo ou desligado de tudo!

Nos últimos anos tiveram muitos avanços na compreensão do funcionamento do cérebro, dentre as quais a alternância de dois diferentes modos de funcionamento do cérebro – o modo focado e o difuso.

 

Como o Modo Focado de pensar funciona?

O modo focado de pensar é aquele que você normalmente está acostumado a fazer para aprender ou compreender; ocorre quando você se concentra atentamente em algo; é o modo de pensar eficiente para usar padrões de pensamentos ou resolução de problemas familiares. No entanto, paradoxalmente, pode dificultar acessar novos modelos mentais e pensamentos –  o cérebro ou não conhece o padrão ou não sabe o caminho para acessá-los.

Como o Modo Difuso de pensar funciona?

O modo difuso de pensar você não está normalmente tão familiarizado; é um modo mais relaxado, relacionado com um conjunto de estados de repouso neural; permite fazer conexões inconscientes em seu cérebro e abordar conceitos novos e abstratos em diferentes ângulos.

É o modo de pensar relaxado e amplo; permite perceber o todo de formas diferentes; identificar novos padrões de pensamento, resolver novos problemas, criar novos caminhos e conexões neurais. No entanto, não é apropriado para resolver problemas ou compreender aspectos mais sofisticados de um conceito.

O primeiro passo é você entender como o seu cérebro funciona e usar esse conhecimento para mudar hábitos de aprendizado, ser mais criativo, aprender mais rápido e reter o seu conhecimento. Isso pode gerar grandes mudanças na sua vida!

Como podemos acessar o modo difuso e realizar grandes coisas?

Para a sua mente entrar no modo difuso, identificar novos padrões e resolver novos problemas, você precisa relaxar e deixar  a mente ficar livre para descobrir novos caminhos mentais e depois redirecionar a sua mente para o modo focado; isso irá ajudar a aprender de forma eficaz; para exercitar essa musculatura, precisamos exercitar todos os dias a nossa estrutura neural, criar novos caminhos e novas formas de pensar.

  • Você não pode estar nos dois modos cerebrais ao mesmo tempo
  • É necessário alternar de um modo para outro várias vezes de forma consciente  e controlada.
  • Você pode aumentar significantemente a sua capacidade de resolver problemas via conexão com informações e conceitos tanto existentes, quanto novos.
  • Transitar para o modo difuso e vice versa, ajuda a desvencilhar de um problema  “focado” e  permitir que o cérebro volte ao problema em diferentes perspectivas através do modo difuso de pensar.
  • Independentemente do que você está praticando, quando você trabalha no modo focado,  há um ponto em que você chega ao final da sua base de conhecimento e compreensão corrente e fica “preso” (não evolui); quando você perceber que ficou preso, mude conscientemente para o modo difuso.

Como provocar “deliberadamente” o estado de Pensar Difuso?

  • Dar um passeio. Estudos sobre os hábitos de inventores e inovadores mais conhecidos descobriram que todos eles tinham uma coisa em comum: faziam caminhadas. Se você quiser ajudar a ativar seu modo de pensamento difuso / inovador, comece a fazer mais caminhadas.
  • Dar um tempo. Se você está envolvido em um projeto que requer pensamento criativo ou solução inovadora de problemas, faça pausas e pare de pensar no que quer que esteja pensando; isso parece estranho, mas o que já se aprendeu sobre o nosso modo de pensar difuso, isso faz todo o sentido;  quando chegar a um ponto em que você não está mais progredindo no que você está trabalhando, faça uma pausa e mova-se para outra coisa, ou melhor ainda, ajuste seu temporizador por dez minutos, incline-se para trás e deixe sua mente sonhar acordada!
  • Meditação. Comece encontrando uma posição confortável, relaxe o seu corpo e configure um temporizador por um curto período de tempo. O objetivo aqui, é estar ciente dos pensamentos ou experiências que surgem e permanecer em um estado de atenção para eles. Sem selecionar, julgar ou concentrar-se em qualquer pensamento, você se permite estar ciente das coisas em que sua mente está pulando; é uma prática de ser um observador e não um controlador de seus pensamentos; a ideia neste tipo de exercícios não é você encontrar uma ideia inovadora, mas fortalecer a sua capacidade  de permitir saltos de ideias e criar mais associações.

Aprender assuntos mais difíceis requer tempo e trocar várias vezes entre os dois modos de pensar para estabelecer conexões duradouras; esses dois modos de pensamento fundamentalmente diferentes são complementares em nosso esforço para aprender e entender novos conhecimentos:

Como usar o seu conhecimento para aprender novos conhecimentos?

Especialista é um indivíduo que possui habilidades ou conhecimentos especiais ou excepcionais em determinada prática, atividade ou profissão.

Para sermos um especialista, precisamos saber resolver problemas de forma rápida e criativa; isso é possível devido à grande quantidade de informações e conexões entre essas informações; pessoas normais, ou não especialistas, têm menos informações e principalmente menos conexões neurais.

Pesquisas mostram que a principal característica de um especialista não é inteligência nem talento natural e sim muitas horas de trabalho e “prática deliberada”; Estima-se 10 mil horas de trabalho para habilidades complexas como tocar um violino magnificamente, ser um mestre de xadrez e assim por diante; mas, nem todas habilidades precisam de tantas horas e podem ser adquiridas bem mais rapidamente com métodos e ferramentas.

Quando você é uma especialista, o exercício da prática continuada, gera muitas informações interconectadas na sua  memória de longo prazo.

  • Transferir conhecimentos de um contexto para outro contexto.
  • Separar o essencial do marginal para resolver entender e resolver problemas de forma mais rápida.
  • Capacidade de abstração – processo de pensamento que usa a estratégia de simplificação.

Como ilustrado na figura, um especialista tem muito mais informações e conexões, e principalmente as conexões permitem identificar vários caminhos e aprender de forma mais eficiente e diferente de um amador (ou novato) devido a estrutura mental mais robusta; um novato ou amador não tem a mesma habilidade de um especialista devido a estrutura cerebral.

Como se tornar um especialista?

A resposta é adquirir horas de prática de forma deliberada; ou seja praticar com consciência, planejar, executar, avaliar e ajustar  continuamente o que fazemos e aprendemos, para melhorar aquilo que está se praticando; definir um objetivo de aprendizado, não se satisfazer com o atingimento de um nível mediano de conhecimento das coisas e ampliar os seus limites de forma deliberada.

Como o reter o conhecimento na memória de longo prazo e aprender?

A memória humana é capaz de realizar grande variedade de operações, identificar e classificar sons, sinais, cheiros, gostos e sensações. Também permite reter e manipular informações que adquirimos durante nossa vida.

Como as memórias de curto  e longo prazos funcionam e se articulam?

Podemos “simplificadamente” explicar o funcionamento do sistema de memória do ser humano como sendo composto de memória de trabalho (ou curto prazo) e memória de longo prazo.

  • A memória de trabalho é sempre utilizada quando precisamos compreender alguma coisa, conectar conceitos, resolver um problema; uma analogia pode ser feita com a memória principal do computador.
  • A memória de longo prazo possui uma enorme capacidade de armazenamento para registro de tudo que nos acontece, experiências, equações, aprendizado, tudo; uma analogia pode ser feita com a memória secundária do computador.
  • Essas duas memórias são conectadas e trabalham de forma articulada; no nosso processo de aprendizado é necessário transferir informações da memória de longo prazo para a memória de trabalho e vice versa.

Pesquisas demonstram que precisamos revisitar várias vezes as informações transferidas da memória de trabalho para a memória de longo prazo para que possamos recuperá-las depois.

  • Por exemplo, nas primeiras 48 horas (2 dias), uma pessoa normal esquece cerca de 70% do conteúdo estudado e armazenado na memória de longo prazo; depois, o esquecimento ocorre de forma mais lenta e gradativa, chegando a 80% ou mais em um período de 30 dias.
  • No entanto, se revisitarmos o conteúdo estudado, por exemplo na forma de teste ou via anotações não lineares (por exemplo, mapas mentais e mapas conceituais) em períodos específicos e cada vez mais espaçados de tempo, é possível interromper a curva de esquecimento.
  • Para transferirmos informações da memória de curto prazo para a memória de longo prazo e recuperá-las quando necessário, é necessário tempo e prática; uma forma de fazer isso é usar a técnica de “repetição espaçada” – repetir o que você deseja reter (palavra, problemaconceito, etc) de forma espaçada, por alguns dias.

Porque a repetição é uma boa prática para gravar o aprendizado na memória de longo prazo?

A “Repetição Espaçada” constrói estruturas neurais mais fortes ao repeti-las ao longo de vários dias. Prolongar a prática de repetir o que você deseja reter por alguns dias faz a diferença.

Experiências demonstram que a prática de repetição espaçada por alguns dias é muito mais efetiva do que se você repetir várias vezes durante um único dia – você pode constatar isso quando deixamos para estudar apenas na véspera das provas e poucos dias depois já esquecemos tudo.

Como expandir o conhecimento e aprender mais rápido com “Mapas Mentais”?

Por que os mapas Mentais  geram mais eficiência no processo de aprendizado?

  • Exige que entendamos o assunto para poder fazê-lo.
  • Suportam anotações gráficas eficientes; anotações típicas textuais e lineares, que estamos acostumados a fazer, são menos eficientes que as anotações em mapas mentais.
  • O padrão linear da linguagem escrita expressa cada ideia em linhas e regras gramaticais (sujeito, verbo, predicado, …); as “palavras chave” ficam escondidas no meio de outras informações de menor significado e isso atrapalha o cérebro fazer associações de conceitos;
  • O mapa mental segue uma forma mais natural do cérebro organizar e processar ideias; provê uma noção espacial melhor, com imagens, cores, visão do todo, componente e hieraquias; é mais prazeroso para o nosso cérebro e isso aumenta o seu desempenho.
  • As anotações padrão que normalmente usamos são lineares e cansam, nos fazem entrar no modo zumbi (sonhar acordado), nos distraem e pensamos em outras coisas; exigem muito esforço para pouco resultado, usam muitas palavras;
  • Métodos baseados em transcrição e sintetização são mais fáceis, não necessitam de compreensão. No entanto,  são ineficientes para o entendimento, compreensão, aprendizado, comunicação e ensino.
  • Os mapas mentais exigem concentração para conversão de uma mídia totalmente diferente do mapas mental; exige concentração e atenção e cria um maior potencial criativo do nosso cérebro;
  • O mapa mental exige que ensinemos primeiro para nós mesmos, aprender, repassar o conhecimento, mesmo que seja para nós mesmos; as anotações são produzidas com outro tipo de mentalidade; outra vantagem do mapas mental é o uso de palavras chaves, que necessitam de concentração e compreensão.

Técnica de Relembrar o que foi lido

A técnica de ler e logo depois relembrar o que foi lido, seja escrevendo um parágrafo ou criando um mapa mental, absorve melhor a informação do que só estudar o texto sem apelar para técnicas mais ativas.

Escrever sobre o que você quer aprender dá sentido ao aprendizado, motiva, gera autoconsciência e alavanca o aprendizado.

Como gerenciar o seu tempo de aprendizado?

A “Técnica Pomodoro” ensina você a trabalhar com o tempo, em vez de lutar contra ele – é um sistema de gerenciamento de tempo:

  • Usa um “timer” para dividir o trabalho em intervalos, tradicionalmente de 25 minutos de duração, separados por intervalos curtos (por exemplo de 5 minutos).
  • Cada intervalo é conhecido como um pomodoro  (tomate em italiano). Ver figura.

 

A técnica Pomodoro pode ser dividida em 6 etapas:

  1. Decida a tarefa a ser executada – algo que merece toda a sua atenção.
  2. Defina o temporizador pomodoro por  25 minutos sem interrupção.
  3. Trabalhe na tarefa. Se perceber wqque precisa fazer outra coisa, anote numa numa folha de papel.
  4. Interrompa o trabalho quando o temporizador tocar e anote a realização da tarefa.
  5. Faça um intervalo de 3 a 5 minutos nos 3 primeiros blocos de tarefas – respire, medite, pegue uma xícara de café, faça uma curta caminhada ou faça outra coisa relaxante (ou seja, não relacionada ao trabalho). Seu cérebro vai agradecer mais tarde.
  6. Depois de quatro pomodoros, faça uma pausa mais longa (15 a 30 minutos) – Depois de completar quatro pomodoros, você pode fazer uma pausa mais longa. 20 minutos é bom. Ou 30. Seu cérebro usará esse tempo para assimilar novas informações e descansar antes da próxima rodada de Pomodoros.

Quais os benefícios da técnica Pomodoro?

  • Descobrir quanto esforço uma atividade requer – sua folha de tarefas do Pomodoro é uma visão geral do tempo que você gastou em várias tarefas.
  • Reduza as interrupções – você aprenderá a lidar com a inevitável interrupção enquanto permanece concentrado na tarefa.
  • Estimar o esforço para atividades – uma vez que você tenha aprendido a técnica, você poderá prever com precisão quantos Pomodoros serão necessários para realizar as próximas tarefas.
  • Torne o Pomodoro mais eficaz – uma vez que os contornos do Pomodoro são definidos, o que você faz dentro deles pode ser ajustado para maximizar a eficiência; uma maneira de tornar um Pomodoro mais eficaz é usar os primeiros minutos para revisar o que você fez antes. 
  • Configurar um horário estabelece um limite, motivando você a concluir uma tarefa dentro do período de tempo definido. Ele também delineia seu tempo de trabalho a partir do seu tempo livre;
  • Definir seus próprios objetivos – a ferramenta pode ser usada para você avaliar o tempo gasto nas suas várias atividades e ajustá-los para alcançar seus objetivos.

 Por que o sono é um grande aliado do aprendizado?

  • Quando estamos acordados criamos produtos tóxicos no nosso cérebro, que funcionam como veneno.
  • O cérebro se livra desse tipo de veneno através do sono, que lava as toxinas.
  • O sono que muitas vezes parece uma perda de tempo, é na realidade uma forma do cérebro se manter limpo e saudável.
  • A falta de um bom sono pode desencadear uma série de problemas e doenças, como dores de cabeça, depressão e assim por diante.

Dormir faz mais do que limpar toxinas no cérebro, é uma parte importante da nossa memória

  • Estudos apontam que durante o sono o cérebro arruma as ideias e conceitos do seu pensamento, descarta coisas não importantes e fortalece as áreas que você necessita ou quer lembrar.
  • Ajuda a resolver problemas difíceis e compreender o que você está tentando aprender.
  • Ativa o seu “eu consciente” e facilita o intercâmbio entre áreas cerebrais para encontrar soluções neurais para a tarefa de aprendizagem, enquanto você dorme.

Se você revisar o que quer aprender antes de uma sesta ou  dormir à noite, aumentará a probabilidade de você sonhar sobre o assunto.

  • Focar no problema antes de dormir. Provavelmente, a melhor maneira de utilizar o modo difuso é trabalhar um pouco sobre o material ou problema antes de ir dormir.
  • Programar o subconsciente para resolver  problema. Se programarmos o nosso subconsciente antes de dormir,  o cérebro irá processar a informação durante o sono e você poderá acordar com compreensão recém-descoberta sobre o assunto; para usar esse tempo de forma eficaz, faça uma pergunta específica para o seu cérebro se preparar enquanto você vai dormir a cada noite; ao fazer isso, você estará deliberadamente guiando seu cérebro para encontrar associações e conexões na direção desejada
  • Aproveitar o modo difuso ao acordar. Os períodos  de tempo quando estamos meio adormecidos e meio acordados são onde o pensamento focalizado está em pausa e o pensamento difuso domina; quando você acordar, passe os primeiros cinco minutos anotando; capture todos os primeiros pensamentos, ideias que chegam até você; foi assim que inventores ou pessoas de feitos famosos conseguiram seus objetivos.

 


Check list – Técnicas para Aprender a Aprender

  1. Aprender a aprender exige que você  entenda como o seu cérebro funciona, qual o papel da memória de curto e longo prazos, como reter o conhecimento na memória de longo prazo e acessar as informações lá contidas; como usar os modos de pensar focado e difuso para aumentar a nossa criatividade e capacidade de resolver problemas; como explorar o conhecimento já adquirido (o seu expertise), para aprender coisas novas.
  2. Trabalhar com os dois modos de pensar: focado e difuso. Usar modo focado para acessar padrões de pensamentos ou resolução de problemas familiares e o modo difuso para acessar novos modelos mentais e pensamentos que não conhecemos.
  3. Combinar várias técnicas para acessar o modo de pensar difuso. Relaxar e deixar a mente ficar livre para descobrir novos caminhos mentais e  redirecioná-la depois para o modo focado; usar a técnica pomodoro para gerenciar o seu tempo de aprendizado, fazer pausas programadas, programar o seu subconsciente para atuar durante o sono, fazer caminhadas,  meditar, praticar o aprendizado, usar seu expertise para aprender coisas novas, fazer anotações  e reflexões via mapas mentais (e mapas conceituais), dentre outras técnicas.
  4. Usar o seu expertise e a capacidade de resolver problemas em áreas do seu domínio e transferir para outros contextos, separar o essencial do marginal  e usar melhor a sua capacidade de abstração para resolver problemas de forma mais rápida e efetiva.
  5. Distribuir os estudos ao longo de vários dias e recuperar a informação cada retorno do estudo e tenha em mente que quanto maior for o seu esforço para lembrar, melhor será a fixação do aprendizado na memória de longo prazo.
  6. Adquirir horas de prática de aprendizado de forma deliberada. Praticar com consciência, planejar o seu aprendizado para executar, avaliar e ajustar  continuamente o que você faz e aprende; sempre defina objetivos de aprendizado; não se satisfazer com o atingimento de um nível mediano de conhecimento das coisas e ampliar os seus limites.
  7. Usar mapas mentais  e mapas conceituais para anotar, expandir o conhecimento e aprender mais rápido; eles exigem mais concentração e entendimento do assunto para poder fazê-los e facilitam o repasse do conhecimento.
  8. Usar a “técnica pomodoro” para gerenciar o seu tempo. Usar um “timer” para dividir o trabalho em intervalos, tradicionalmente de 25 minutos de duração, separados por intervalos curtos de 5 minutos.
  9. Dormir bem para se livrar das toxinas que se acumular no seu cérebro quando você está acordado; não encare o sono como uma perda de tempo.
  10. Revisar o que quer aprender antes de uma sesta ou  antes de dormir à noite  para  aumentar a probabilidade de você sonhar sobre o assunto; use o sono para ser mais criativo e aprender mais rápido; você pode decidir sonhar sobre o assunto, fazer o seu sub-consciente trabalhar por você.e aumentar substancialmente sua capacidade para aprender.

 

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Teste seu Conhecimento sobre Respiração

  1. O que é Aprender?
  2. O que é Aprender a Aprender?
  3. Por que Aprender a Aprender?
  4. Qual a principal razão dos problemas de aprendizado?
  5. Como funciona os modos de pensar focado e difuso?
  6. Como acessar o modo difuso e realizar grandes coisas?
  7. Como usar o seu conhecimento e expertise para aprender coisas novas?
  8. Como se tornar um especialista e usar esse conhecimento para aprender a aprender e aumentar a eficiência do aprendizado?
  9. Como as memórias de curto e longo prazo se articulam?
  10. Como usar a técnica de “Repetição Espaçada” para reter o aprendizado na memória de longo prazo e aprender?
  11. Porque a repetição é uma boa prática para gravar o aprendizado na memória de longo prazo?
  12. Como expandir o conhecimento e aprender mais rápido com “Mapas Mentais”?
  13. Por que os mapas mentais  geram mais eficiência no processo de aprendizado?
  14. Qual a importância de ler e relembrar o que foi lido?
  15. Como gerenciar o seu tempo de aprendizado e evitar a procrastinação?
  16. Quais são as etapas da técnica Pomodoro para administrar o aprendizado?
  17. Quais os benefícios de aplicar a técnica Pomodoro?
  18. Por que o sono é um grande aliado do aprendizado?
  19. Como sonhar com um assunto e resolver problemas durante o sono?
  20. Resuma as boas práticas para aprender a aprender descritas.

Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


 

 

 

 

 

 

 

Como se tornar mais inteligente?

Para ser mais inteligente; ter mais cultura e criatividade, você precisa saber o porque, quando, como, quanto estudar; não estudar como muitos para passar nas provas; direcionar a sua energia na direção certa; estudar melhor e não em maior quantidade; se diferenciar.

Quando estudar?

A aula do dia deve ser estudada no mesmo dia; o melhor momento é imediatamente após a aula; em pequenas doses.

As pessoas mais inteligentes são as que têm mais sucesso?
Resposta: Não necessariamente; a principal causa está no melhor uso do cérebro.
É eficiente estudar antes de dormir?
Resposta: Sim! Dessa forma “avisamos” ao cérebro que aquele assunto foi alvo de atenção, é importante e não deve ser apagado pelo cérebro durante o sono.
Se você assistir uma aula pela manhã, qual o momento de estudá-la?
Resposta: À tarde (e não no outro dia); se assistir a aula à tarde deverá estudá-la à noite e se assistir à noite, deverá estudá-la antes de dormir. De uma forma geral sempre estudar a aula no mesmo dia de que a assistiu.
Qual o benefício de estudar no mesmo dia em que assistiu uma aula?
Resposta: Ela ficará gravada na sua mente de longo prazo! No entanto, é necessário relembrar o aprendizado ao longo do tempo.
O que deve ser feito em termos de frequência de estudo?
Resposta: Estudar pouco, mas todo dia!
Existe um dia no qual nunca você deve estudar?
Resposta: Sim! Na véspera de uma prova.

Quanto estudar?

Devemos estudar pouco e sempre!

Quanto é esse pouco?
Resposta: você é que deve descobrir, ao longo do tempo, avaliando os resultados.
Como escolher o que estudar?
Resposta: ter cuidado com as armadilhas criadas por você mesmo, já que nós temos a tendência de deixar de lado justamente aquilo que temos mais dificuldades; tomar cuidado para não focar sempre no que já sabemos e procrastinar aquilo que temos deficiência.
Quais as células no cérebro responsáveis por reter o conhecimento?
Resposta: os neurônios via conexões com outros neurônios chamadas de sinapses; quando os neurônios são utilizados intensamente, podem se esgotar em 30 a 40 minutos; para que possam continuar desempenhando o seu papel e necessário tempo para recompor.
Quando podemos saber quando os nossos neurônios estão esgotados?
Resposta: por exemplo quando lemos um texto e não conseguimos concentrar a atenção e desviamos para um pensamento em paralelo e continuamos lendo e esquecemos o que acabamos de ler.
Quanto tempo devemos descansar para recompor os neurônios?
Resposta: Estudar por um período de 30 minutos e dar um intervalo de 10 minutos (ver técnica pomodoro); mas não utilize durante esse intervalo nenhum equipamento com tela, tipo TV, videogame, computador ou smartphone.
Podemos estudar e descansar em períodos de tempo diferentes?
Resposta: sim! mas não mais que 50 minutos e 20 minutos, respectivamente; não passe disso.
Na aula você aprende?
Resposta: Na aula você não aprende … na aula você entende; na verdade você aprende quando está sozinho! lembre do ditado chinês: “Quando você vir um homem com fome, não lhe dê um peixe … ensine-o a pescar.
Qual o período de tempo mais importante para o aprendizado?
Resposta: o que você passa estudando sozinho.

Como estudar?

Aprendendo a ser um autodidata; além de saber quando e quanto estudar, saber como estudar; o estudo deve ocorrer entre a aula e o sono noturno.

Como deve ser o local de estudo?
Resposta: você deve estar num lugar sossegado, confortável e que permita concentração.
Você pode estudar escutando música?
Resposta: pode, mas com ressalvas; o nosso cérebro usa “processamento paralelo”; várias partes do cérebro conseguem realizar tarefas diferentes ao mesmo tempo (por exemplo, dirigir, mascar chiclete, escutar um som e conversar ao mesmo tempo); cada uma das metades do cérebro do ser humano (hemisférios cerebrais) são especializadas para fazer atividades específicas; do lado direito temos os módulos cognitivos ; 1) linguístico e 2) lógico matemático, no lado esquerdo os módulos 3) musical e 4) espacial; nós para estudarmos as matérias escolares usamos mais os módulos 1, 2 e 4; se você estudar escutando música instrumental (num idioma que você não entenda), não apenas o módulo 3 não interferirá, como ajudará a abafar outros ruídos do meio ambiente que podem atrapalhar a sua concentração; mas se for num idioma que você entenda, haverá uma interferência da letra da música no seu módulo 1 e distrairá a sua atenção.
Como usar os sentidos para aprender?
Resposta: utilize todos os sentidos; se você ouve você esquece; se você vê, você entende, se você faz você aprende! Não adianta ler um livro de forma passiva e fazer marcações em alguns trechos mais interessantes; tente descobrir as questões mais importantes e escreva-os numa folha de papel; o ato de escrever ajuda na fixação; o papel pode ser jogado no lixo na sequência, já que o mais importante não é o que está gravado nele e sim na sua mente; o que importa é o ato de escrever e não o que está escrito.
Qual a matéria mais fácil de aprender?
Resposta: matemática; isso ilustra a diferença entre entender e aprender; matemática é mais difícil de se entender, mas é mais fácil de prender; uma vez entendida, se torna fácil de ser aprendida! Estudar matemática é fazer, fazer e fazer.
Qual a diferença entre entender e aprender?
Resposta: durante as aulas normalmente você ouve e vê e pouco faz; isso significa que durante as aulas, se muito, você entende; depois no estudo, você tem a chance de fazer (resolver problemas, elaborar um resumo de um texto, escrever e desenhar); é no momento do estudo que você aprende.
Qual o papel do bom professor?
Resposta: o bom professor dá aula para fazer o aluno a entender e gostar do que está sendo apresentado.
Qual o único professor capaz de fazer um aluno aprender?
Resposta: o próprio aluno.
O que significa ser um autodidata?
Resposta: ser professor de si mesmo; assistir as aulas para entender e estudar para aprender de verdade;  desenvolver a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas; direcionar o seu esforço particular para desenvolver caminhos, métodos, ferramentas cognitivas para a sua aprendizagem continuada; o autodidatismo é alvo de estudos acadêmicos, devido especialmente a expansão de sistemas educacionais on-line.

Como se tornar mais inteligente?

O que é inteligência?
Resposta: é a qualidade do nosso cérebro de descobrir regras (uma das definições); que não são necessariamente sequências numéricas; a inteligência são de vários tipos ou módulos cognitivos.
Quais são os módulos cognitivos que compõem a inteligência humana?
Resposta: Linguística para permitir a transmissão e recepção da palavra; Lógico-matemática – para permitir relações de causa e efeito; Musical – capacidade de produzir boa música, tocando, cantando ou escutando (talento se aprende, incluindo  musical); Espacial – capacidade de se orientar no espaço, ler uma planta, um mapa; Psicocinética – dominar o próprio corpo e seus movimentos; Interpessoal – capacidade de se relacionar com outras pessoas; Intrapessoal – conhecer a si próprio, para cada vez mais se desenvolver;
Quais os módulos cognitivos que você deve desenvolver?
Resposta: todas as facetas da sua inteligência, sem deixar nada de lado; por isso a capacidade de auto análise seja, talvez, a mais importante, pois desencadeia a melhoria das outras inteligências.
Qual o benefício da autoanálise?
Resposta: tomar consciência dos seus pontos fortes e fracos (autoconsciência); planejar ações para fortalecer os pontos fortes e reduzir ou eliminar os pontos fracos.
Qual a diferença entre conhecimento e inteligência?
Resposta: conhecimento é informação ou noção adquiridos pelo estudo ou pela experiência e inteligência é a capacidade de criar produtos ou serviços significativos em uma ou várias áreas do conhecimento; ou seja inteligência vale mais que conhecimento; o que vale não é a quantidade de conhecimento que temos, mas o que somos capazes de fazer com o pouco de conhecimento; não basta conquistar a sabedoria, mas é preciso saber usá-la; não adianta você ter conhecimento sem ter inteligência.
Qual a vantagem de você acreditar em você e na sua capacidade de ganhar inteligência?
Resposta: Acreditar que existem falhas mentais e que é possível eliminá-las; qualquer pessoa neurologicamente saudável é capaz de desenvolver qualquer tipo de habilidade;
Quais as principal limitações para ganhar mais inteligência?
Resposta: as limitações autoimpostas (exemplo: jamais conseguirei fazer isso … um burro sempre será um burro … os seus esforços não levarão a nada …); o seu cérebro é capaz de qualquer coisa, é só você querer; o seu raciocínio sempre poderá ser mais rápido, ágil e criativo.
Como evitar a burrice e ganhar mais inteligência?
Resposta: evitar coisas que além de não estimular a inteligência, a enfraquecem, tais como: 1) drogas, que além de de reduzirem a rapidez e lucidez de raciocínio, produzem danos permanentes e deficiências neurológicas irreversíveis; 2) televisão, que substitui a leitura, já que muito mais fácil ligar a TV do que abrir um livro e desenvolve analfabetos funcionais (aquele que consegue transformar letras em som, mas não em ideias); 3) internet, que embora abra um fenomenal leque de oportunidades  de pesquisa, cruzamento de informações e troca de conhecimento, permite que pessoas com o mínimo de inteligência e curiosidade a usem para fofocar, copiar trabalhos elaborados por outros, sem se dar ao trabalho de lê-los completamente ou agregar valor, além disso, a internet, em particular, as redes sociais podem viciar como drogas químicas;
Qual o papel da escola para a sua inteligência?
Resposta: para se tornar mais inteligente e não para obter um diploma; estudar para aprender; Como criar o hábito de estudar pouco, mas todo o dia; aprender a se organizar e aplicar métodos; lembrar que durante a aula você deve entender e que depois sozinho aprender;
Porque os desafios são muito importantes para ganhar inteligência?
Resposta: Porque o cérebro tal como o corpo, precisa praticar esporte; precisa fazer ginástica mental; palavras cruzadas, quebra cabeças, charadas, problemas de matemática, são exemplos de ferramentas para desenvolver “musculação mental”;
Porque a leitura é outro instrumento importante para ganhar inteligência?
Resposta: na realidade a leitura está inserida na classe de desafios; escolha uma boa leitura para você, aquela que lhe dê prazer; a leitura é uma boa forma de lazer; quando lemos um livro, criamos o nosso próprio filme e de forma muito mais criativa do que qualquer filme criado para obter bilheteria; ouvir rádio e ler livros exercita a imaginação;ao passo que a TV reduz a imaginação já que a imagem já vem pronta.
Porque a fala é também um excelente instrumento para ganhar a inteligência?
Resposta: Na realidade o homem pensa porque fala; é o ato de falar, ou a capacidade de concatenar símbolos para se comunicar que faz o ser humano concatenar o raciocínio.

Por que estudar?

  • Para ser mais inteligente.

Quando estudar?

  1. A aula do dia deve ser estudada no mesmo dia; o melhor momento é imediatamente após a aula em pequenas doses; o estudo deve ocorrer entre a aula e o sono noturno.
  2. É eficiente estudar antes de dormir para o subconsciente trabalhar por você..
  3. Sempre procurar estudar a aula no mesmo dia em que a assistiu, para facilitar gravar na sua mente de longo prazo.
  4. Em termos de frequência de estudo, você deve estudar pouco, em intervalo e todo dia.
  5. Nunca postergar o estudo para a véspera da prova.

Quanto estudar?

  1. Pouco e sempre; calibrar o quão pouco ao longo do tempo.
  2. Não focar sempre no que já sabe e procrastinar aquilo que não sabe ou tem dificuldade de estudar.
  3. Não sobrecarregar os neurônios com longos períodos de estudo sem intervalo (30 a 40 minutos).
  4. Parar o estudo quando perceber dificuldade de atenção e pensamentos paralelos.
  5. Atentar que na aula você entende e sozinho você aprende.

Como estudar?

  1. Aprender a ser autodidata, um professor de si mesmo; o único professor capaz de fazer um aluno aprender é o próprio aluno.
  2. Procurar lugares sossegados, confortáveis e que permitam a concentração.
  3. Utilizar todos os sentidos; se você ouve você esquece; se você vê, você entende, se você faz você aprende.
  4. Tentar descobrir as questões mais importantes que resumem o aprendizado.
  5. Escrever para gravar o aprendizado na sua mente.
  6. Durante as aulas se concentrar em entender.
  7. Durante os seus estudos, se concentrar em fazer (resolver problemas, resumir, escrever e desenhar) para aprender.
  8. O bom professor dá aula para fazer o aluno  entender e gostar do que está sendo apresentado.

Como aumentar a sua inteligência?

  1. Se conscientizar que a inteligência é a qualidade do nosso cérebro de descobrir regras.
  2. Usar todos os módulos cognitivos da sua inteligência – linguística, lógica matemática, musicalidade, raciocínio espacial; psicocinética, interpessoal, intrapessoal.
  3. Fazer auto-análise para desenvolver a autoconsciência das suas forças e fraquezas; planejar ações para aumentar as forças e eliminar as fraquezas.
  4. Entender que inteligência vale mais que conhecimento, já que significa “o que” podemos fazer com o conhecimento.
  5. Observar que qualquer pessoa tem falhas mentais passíveis de serem eliminadas e pode desenvolver qualquer tipo de habilidade.
  6. Se conscientizar de que o seu cérebro é capaz de qualquer coisa, é só você querer; o seu raciocínio sempre poderá ser mais rápido, ágil e criativo.
  7. Observar que as limitações auto impostas são os maiores inimigas do seu desenvolvimento.
  8. Evitar coisas que não estimulam a inteligência ou a enfraqueçam, como drogas, muita televisão, má alimentação, má respiração, etc.
  9. Estudar principalmente para aprender e não para obter certificados ou diplomas.
  10. Criar o hábito de estudar pouco, mas todo o dia.
  11. Aprender a se organizar e aplicar métodos para entender e depois aprender.
  12. Buscar desafios para exercitar o cérebro, fazer ginástica mental e resolver problemas.
  13. Praticar a leitura para desenvolver a imaginação e criatividade.
  14. Treinar a sua fala e ler em voz alta para aumentar a capacidade de se comunicar, raciocinar e escutar você mesmo.

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Ferramentas Cognitivas

O que é Cognição?

É o processo de aquisição de conhecimento e envolve fatores diversos como o pensamento, a linguagem, a percepção, a memória, o raciocínio, que fazem parte do desenvolvimento intelectual.

O que é Aprendizagem Cognitiva?

É o uso da tecnologia, artefatos e ferramentas cognitivas, para ajudar a aumentar o desempenho do processo de cognição. Isto é, ajudar a pessoa a pensar mais significativamente e assumir a propriedade do seu conhecimento, ao invés de simplesmente reproduzir o que foi transmitido; estimular o pensamento crítico e a construção dos seus próprios conhecimentos. Ganhar o hábito de desenvolver e usar  “ferramentas mentais”, empregar tecnologias e transcender as limitações da mente, como a memória, por exemplo, em atividades de pensamento.

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O que são Ferramentas Cognitivas?

São artefatos ou instrumentos que se destinam a facilitar o processamento de aquisição de conhecimento (cognitivo).

São feitas para melhorar as habilidades cognitivas: listas de tarefas, lembretes, fórmulas, bases de dados, planilhas, ambientes de construção colaborativa on-line de conhecimentos, …,  ou até uma linha amarrada no dedo.

São ferramentas não inteligentes, ou seja, dependem da pessoa para fornecer a inteligência.

Ajudam a pensar de maneira mais significativa, expressar bem o que se quer dizer ou transmitir de forma interessante.

São controladas pela pessoa e ajudam você assumir a propriedade dos seus conhecimentos.

Facilitam a execução de atividades mais complexas e construir o conhecimento ao invés de memorizá-lo.

A tecnologia e o computador são  “parceiros” ou ferramentas mentais” para estimular e aproveitar ao máximo potencial cognitivo da pessoa, construir e representar o conhecimento e transcender as limitações da mente, como a memória, por exemplo.

Quais os benefícios das Ferramentas Cognitivas?

  • Focar o processo de aprendizado no exercício e reflexão, ao invés da transferência de conhecimento.
  • Capacitar as pessoas a projetar as suas próprias representações de conhecimento, ao invés de representações preconcebidas.
  • Apoiar o pensamento reflexivo profundo.
  • Servir para registrar conhecimento.
  • Permitir um “aprendizado ativo”.
  • Prover cenários guiados e suportados por facilitadores.
  • Prover ambientes de aprendizagem presencial, em time e ambientes virtuais colaborativos.

Quais as 4 principais funções das ferramentas cognitivas?

Buscar Informações. Recuperar e identificar informações em situações de aprendizado, planejamento e execução de atividades (banco de dados e motores de busca).
Apresentar Informações. Num formato significativo e apropriado (ferramentas de apresentação, gráficos e mapas conceituais).
Organizar o Conhecimento. Organizar é a maneira mais fácil de melhorar a vida, a reflexão, as habilidades técnicas e emocionais. Consiste em classificar, ordenar e agrupar em categorias. Coisas que estão em seu lugar são mais facilmente encontradas e exigem um mínimo de atenção. Para classificar coisas, precisamos de pelo menos um ponto de referência conhecido. Pontos de referência, então, são muito importantes e são a base para avaliação, indexação ou comparação.Estabelecer pontos de referência exige decisões refletidas, mas uma vez que as decisões são tomadas, a estrutura e o processo, podem ser utilizadas e aprimoradas, indefinidamente. A classificação em uma estrutura estabelecida é muito mais rápida do que ter de refletir e decidir sobre cada item, evento ou contato que encontrarmos. Quando encontramos algo novo, um atributo de valor novo, podemos classificá-lo em separado (novidade), depois integrá-lo em um  grupo já existente, ou criar um novo grupo. Podemos criar subcategorias, e assim por diante.
Integrar Conhecimento. Conectar a informação nova ao conhecimento prévio e avaliar o aumento do conhecimento (ferramentas de mapeamento, simuladores, discussões, conferências, videostreaming, podcasting, …)

O que é instrumentação cognitiva?

INSTRUMENTAÇÃO = FERRAMENTA + AMBIENTE DE TAREFA

Instrumentar é o processo de transformar um artefato em um instrumento da atividade do dia a dia. Tem 2 passos fundamentais:

  • Primeiro passo:  moldar ou adaptar o artefato de acordo com as necessidades e exigências locais da atividade. Neste particular, o ambiente de aprendizado tecnológico, os participantes e facilitadores, projetos de construção de conhecimento a serem perseguidos, tem um papel crítico neste processo de instrumentação.
  • Segundo passo: foca no desenvolvimento e cultivo de práticas pessoais e coletivas necessárias para usar produtivamente a ferramenta como um instrumento na atividade de construção do conhecimento.
O processo de instrumentalização é gradual, leva tempo e depende do nível de inteligência competitiva do ambiente.

Cognição ou processo de aprendizado pode ser significativamente melhorado pelo uso de ferramentas mentais (ou cognitivas).
As ferramentas cognitivas nos ajudam buscar, apresentar, organizar e integrar informações e ampliar o nosso conhecimento e inteligência.
Qualquer ferramenta precisa ser instrumentaliza : 1) adaptação ao ambiente de tarefa que irá ser utilizada e 2) cultivo de práticas pessoais para usar a ferramenta de forma produtiva.

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Conceitos, Definições e Palavras Chaves

O que é um Conceito?

Por exemplo, o conceito árvore pode ser representado (ou definido) de várias formas e linguagens.

Um Conceito descreve o que entendemos sobre uma realidade
  • É aquilo que a mente concebe ou entende.
  • É uma representação ou símbolo mental de alguma coisa e seu funcionamento, de forma universal.
  • É uma formulação de uma ideia por meio de definições, palavras chaves ou recursos visuais, como mapas mentais e mapas conceituais.
  • É uma unidade de conhecimento ou algo com significado
  • É um componente importante do processo de aprendizado

Qual a utilidade dos Conceitos?

De uma forma geral, conceitos constroem ideias na nossa mente,  que constroem atitudes, como acreditar, duvidar, querer saber, aceitar, etc., que constroem a compreensão dos pensamentos cotidianos e crenças, tal como explicitado na expressão:

CONCEITO > IDEIAS > ATITUDES > COMPREENSÃO > PENSAMENTO > CRENÇAS > SENTIMENTOS > COMUNICAÇÃO > DECISÃO > ...
  • Conceito é um pilar do processo de aquisição de conhecimento.
  • Os nossos pensamentos são distinguidos uns dos outros pelos conceitos.
  • As nossas proposições expressam conceitos.
  • A compreensão e interação com o mundo envolve conceitos e a compreensão deles.
  • Quando mudamos conceitos, mudamos ideias, atitudes, percepção, pensamento e crenças.
  • Usamos conceitos para para categorizar, memorizar , tomar decisão , aprender e inferir.
  • Os conceitos são armazenados na memória de longo prazo das pessoas e são fundamentais no marketing e vendas, funcionam como referências, unidades de sentimentos e emoções  para despertar atenção, curiosidade, interesse, desejo e ação – ACIDA.

Em marketing, “um conceito criativo é uma grande ideia”, está embutido numa marca ou proposta de valor de uma oferta, para captar o interesse do público, influenciar resposta emocional e os inspirar a agir (ACIDA). É um tema unificador que pode ser usado em todas as mensagens de um campanha de marketing, apelos à ação, canais de comunicação e públicos-alvo.

O que é uma Definição?

DEFINIÇÃO é um conjunto de PALAVRAS CHAVES que descrevem um CONCEITO.

As duas fórmulas abaixo, definem a relação entre conceito, definição e palavra chave:

CONCEITO = DEFINIÇÃO 1 + DEFINIÇÃO 2 + ... + DEFINIÇÃO N
DEFINIÇÃO = PALAVRA CHAVE 1 + PALAVRA CHAVE 2 + ... + PALAVRA CHAVE N.

Qual a utilidade das Definições?

  • Descrever o significado e limites de um conceito, ou alguma coisa.
  • Estabelecer precisão e perspectiva de um conceito.
  • Garantir que o leitor compreenda a essência dos conceitos.
  • Escolher conceitos ou palavras chaves de compreensão mais fácil daquilo (conceito ou palavra) que queremos definir.
  • Testar e garantir a consistência dos conceitos; por exemplo, se os conceitos usados numa definição carecerem eles mesmos de esclarecimento, a definição proposta não terá utilidade.

O que é uma palavra chave?

PALAVRAS CHAVES são palavras que resumem o conceito e servem de referência a pesquisas; um único conceito ou suas definições  pode conter várias palavras-chave.

Qual a utilidade do uso de palavras chaves?

  • São referências ou  “termos de indexação” para nomear ou grupar objetos dentro de uma mesma categoria.
  • Desempenham um papel importante no processo de otimização de mecanismo de pesquisa ( Search Engine Otimization) que afeta a visibilidade on-line de um site ou de uma página da Web nos resultados “não pagos” de pesquisas da Web.
  • São usadas por blogueiros, criadores de conteúdo on-line para classificar uma página da Web em um determinado tópico.
  • São usadas para publicidade de palavras-chave, uma forma de publicidade on-line, onde o comerciante paga (Google)
  • Clusterização de palavras-chave , uma prática de otimização de mecanismos de pesquisa.
  • Densidade de palavras-chave , com que frequência uma palavra-chave aparece na página da web

Exemplo de usos de Conceitos, Definições e Palavras Chaves

A seguir são apresentados alguns exemplos de como podemos facilitar o processo de conceituação e elaboração de estratégias (conjunto de ações) utilizando conceitos, definições e palavras chaves.


Exemplo: Conceituar CONFIANÇA.

Você está diante de uma situação que precisa  se sentir confiante e quer passar confiança no seu entorno. Qual a estratégia que você usaria?

Solução. Veja a seguir um exemplo de como definir conceitos via palavras chave:

  • Passo 1. Ver Lista de Habilidades Emocionais, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. À partir do passo 1, DEFINIR CONFIANÇA com 7 PALAVRAS CHAVES = ASSERTIVIDADE, AUTOESTIMA, CLAREZA, CRENÇA, DECISÃO, FIRMEZA, POSICIONAMENTO (por exemplo); como uma primeira aproximação.
  • Passo 3. À partir do passo 2, DEFINIR CONFIANÇA com 5 PALAVRAS CHAVES = ASSERTIVIDADE, AUTOESTIMA, CLAREZA, CRENÇA, DECISÃ;como uma segunda aproximação.
  • Passo 4. CONFIANÇA com 3 PALAVRAS CHAVES = CLAREZA, DECISÃO e AUTOESTIMA.
  • Passo 5. "Conceito de Confiança = "Confiança é um mixto de clareza, decisão e autoestima".

Observe que foi utilizada uma lista de definições de habilidades emocionais via palavras chaves (passo 1) especialmente elaborada para facilitar a conceituação dessas habilidades à partir de outras habilidade; após a  a aplicação de 3 filtros (7, 5 e 3) de seleção, chegamos a uma definição do conceito de confiança baseado em 3 palavras chave: clareza, decisão e autoestima (apoiada num contexto hipotico não definido aqui por questão de simplificação do exemplo).

Ou seja, num dado contexto você poderia aumentar a percepção de confiança com  atitudes e ações que demonstrem:

  • Clareza – entendimento, compreensão, percepção, perfeição, transparência.
  • Decisão – deliberação, resolução, parecer, juízo, definição, escolha, confiança, firmeza.
  • Auto estima – amor-próprio, brio, altivez, dignidade, honradez e orgulho.

Fica claro que não existe uma única definição de confiança e uma única estratégia de sentir e passar a percepção de confiança.

O objetivo aqui é demonstrar um método para “definir conceitos via palavras chaves”.


Outros exemplos …

Exemplo 2. Conceito GERÊNCIA.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. GERÊNCIA com 7 PALAVRAS CHAVES = ADMINISTRAÇÃO, AUTONOMIA, CONSOLIDAÇÃO, CONTROLE, EFICÁCIA, INTEGRAÇÃO, PLANEJAMENTO
  • Passo 3. GERÊNCIA com 5 PALAVRAS CHAVES = ADMINISTRAÇÃO, AUTONOMIA, CONSOLIDAÇÃO, CONTROLE, EFICÁCIA,
  • Passo 4. GERÊNCIA com 5 PALAVRAS CHAVES = ADMINISTRAÇÃO, CONTROLE, EFICÁCIA.
  • Passo 5. "Conceito de Gerência = "Gerência é um mixto de administração, controle e eficácia".

Conceito ECONOMIA.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves.
  • Passo 2. ECONOMIA com 7 PALAVRAS CHAVES = BENEFÍCIO, CUSTO, INVESTIMENTO, LUCRO, PREÇO, PRODUTIVIDADE, VALOR
  • Passo 3. ECONOMIA com 5 PALAVRAS CHAVES = VALOR, BENEFÍCIO, CUSTO, RISCO, PREÇO.
  • Passo 4. GERÊNCIA com 5 PALAVRAS CHAVES = VALOR, BENEFÍCIO, CUSTO.
  • Passo 5. "Conceito de Economia = "Economia é um mixto de valor, benefício e custo".

Conceito ATENDIMENTO.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. ATENDIMENTO com 7 PALAVRAS CHAVES = AUTOMAÇÃO, CANAIS, COMUNICAÇÃO, CONTRATAÇÃO, CONVENIÊNCIA, INTELIGÊNCIA, RAPIDEZ
  • Passo 3. ATENDIMENTO com 5 PALAVRAS CHAVES = AUTOMAÇÃO, CANAIS, COMUNICAÇÃO, CONTRATAÇÃO, CONVENIÊNCIA, INTELIGÊNCIA, RAPIDEZ
  • Passo 4. ATENDIMENTO com 5 PALAVRAS CHAVES = AUTOMAÇÃO, CANAIS, COMUNICAÇÃO.
  • Passo 5. "Conceito de Atendimento = "Atendimento é um mixto de automação, canais e comunicação".

Conceito DESEMPENHO.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. DESEMPENHO com 7 PALAVRAS CHAVES = QUALIDADE, CAPACIDADE, VELOCIDADE, USABILIDADE, DISPONIBILIDADE, RECUPERAÇÃO, RESILIÊNCIA
  • Passo 3. DESEMPENHO com 5 PALAVRAS CHAVES = QUALIDADE, CAPACIDADE, VELOCIDADE, USABILIDADE, DISPONIBILIDADE.
  • Passo 4. DESEMPENHO com 3 PALAVRAS CHAVES = QUALIDADE, USABILIDADE, DISPONIBILIDADE.
  • Passo 5. "Conceito de Desempenho = "Desempenho é um mixto de qualidade, usabilidade e didponibilidade".

Conceitos, Definições e Palavras chaves são ferramentas mentais, que  ajudam a aumentar o nosso conhecimento e inteligência; elaborar estratégias e propostas de valor.


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Saiba mais. Conceitos de MarketingProposta de ValorPercepção do Consumidor, Atributos de Valor, Habilidades Emocionais.


 

Perguntas

 Quais são os benefícios das perguntas?

A pergunta é componente principal de várias atividades humanas: aprendizado, análiseinvestigação, persuasão, controle da discussão, negociação, planejamento, definição de objetivos, dentre outras coisas.

Clique na figura. Perguntas e suas múltiplas utilidades

Benefício das perguntas

  • Desenvolver a auto consciência, auto controle, motivação, empatia e sociabilidade.
  • Desenvolver a inteligência: conhecer, compreender, aprender, resolver novos problemas, conflitos e novas situações.
  • Ajudar a planejar, desenvolver objetivos  e estratégias.
  • Investigar; coletar informações e pontos de vistas.
  • Ajudar a observar e influenciar comportamentos.
  • Ativar necessidades latentes.
  • Ajudar a diagnosticar.
  • Alinhar percepções e controlar um contato.
  • Gerar trabalho para quem as responde e tempo para quem as formula.
  • Chamar atenção de um problema.
  • Fazer uma pessoa pensar e chegar às suas próprias conclusões.
  • Tornar um problema e uma solução mais significativos, via perguntas de implicação.
  • Desenvolver imagens de solução, via perguntas de solução.
  • Tornar mais receptivas as soluções que apresentamos.
  • Persuadir (convencer) as pessoas. Perguntas são mais eficazes que argumentos.
  • Facilitar o autocontrole, quando feitas para refletir antes tomar uma ação.
  • Uma das coisas mais extraordinárias da pergunta é que ela NÃO envolve a transferência direta de informação.
  • Mostrar que a posição que um cliente está assumindo tem problemas ou desvantagens (perguntas de implicação)
  • Mudar percepções; enfraquecer o entusiasmo em relação a certas posições ou valores.
  • Evitar impasses, becos sem saída; usar perguntas para quebrar esse tipo de bloqueio é uma das estratégias mais antigas e mais úteis de negociação.
  • As perguntas são uma alternativa à discórdia. Como a negociação sempre contém uma possibilidade de conflito, o potencial de discórdia normalmente está presente. Um dos métodos mais eficazes é fazer perguntas como uma alternativa à discórdia direta. Por que? O negociador é forçado a defender a declaração, dando ao outro negociador tempo para pensar e formular estratégias e a oportunidade de expor pontos fracos nos motivos apresentados. “Como sua proposta funcionaria na prática?” Ao fazer perguntas em vez de discordar, será mais fácil a outra parte admitir as dificuldades sem ser desacreditada.

A “Pergunta” é uma ferramenta cognitiva simples, fundamental e poderosa para desenvolver a inteligência competitivaÉ uma das melhores formas de desafiar positivamente a si mesmo.


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


Saiba mais. Perguntas de Situação, Problema, Implicação e SoluçãoMaiêutica.


 

Check list (CL)

O que é um check list e qual a sua utilidade?

Check List ou Lista de Verificação

É uma ferramenta de controle, composta por um conjunto de condutas, nomes, itens ou tarefas que devem ser lembrados e/ou seguidos. É um resumo de questionário ou roteiro pedagógico, que contém várias atividades e comportamentos sujeitas à observação sistemática.

Existem vários formatos. Listas de verificação geralmente são utilizadas, com caixas de seleção no lado esquerdo da página. 


Objetivos do Chek list

  • Ser uma ferramenta simples. Poder ser elaborado por qualquer pessoa a um custo “quase que zero”.
  • Atestar que todas as etapas ou itens de uma lista (escopo) foram cumpridas, de acordo com o programado.
  • Evitar a falibilidade da memória e da atenção humana.
  • Auxiliar a execução das tarefas certas da maneira certa.
  • Evitar suprimir passos e ordem de execução de um procedimento.
  • Evitar erros e retrabalhos e aumentar a eficiência na execução de atividades.

Passos para fazer um Check list

  1. Definir  objetivo, escopo e importância da ferramenta.
  2. Definir os momentos e frequência de utilização.
  3. Definir quem irá utilizar e demonstrar como será utilizada, a sua importância e o conhecimento, habilidade e atitude para o uso.
  4. Definir os itens a serem verificados para constatar se um serviço, produto, processo ou atividade foi plenamente cumprido de acordo com as especificações.
  5. Testar a lista antes de utilizar com algumas pessoas que irão utilizar para validar e/ou fazer alguma melhoria. Normalmente, durante o teste sempre surgem dúvidas e sugestões de melhoria.

As listas de verificação não devem ser usadas como substitutas do bom senso. A memorização de listas de verificação ajuda nos contatos de negócio e na resolução de problemas. A dependência excessiva de listas de verificação pode prejudicar o desempenho ao lidar com uma situação de tempo crítico, por exemplo, uma emergência ou um contato de venda que exija alta velocidade. Listas de verificação são muitas vezes erroneamente menosprezadas, mas elas estão no núcleo dos fundamentos da gestão de processos.


Saiba mais sobre Check List.  Inteligência CompetitivaFazer contatos, Planejar contatos, Objetivos SMARTPlanejar CompromissosExecução do Contato, Abertura do Contato, Rapport, Investigação SPISEfeito sob medida, Fechamento da Venda.


Aprendizado e FerramentasAprendizado ConstrutivistaAprender a AprenderFerramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMétodo SocráticoCheck list Check list – 5W1HMapas MentaisMapas ConceituaisMapas Conceituais e FerramentasMapa Conceitual vs Mapa MentalFerramentas da Inteligência Competitiva.


 

Check list – 5W2H

O 5W2H é um check list para obter a história completa sobre um assunto.

São questões cujas respostas são consideradas básicas na coleta de informações, resolução de problemas, execução de uma atividade, ou o uso de uma ferramenta – identifica as ações e responsabilidades de execução de alguma coisa, através de uma série de perguntas para orientar as diferentes ações que devem ser aplicadas.

5W

  • Quem  faz? (Who) … os responsáveis por realizar as ações.
  • O que faz?  (What) … quais as ações serão realizadas no processo para que a meta seja atingida.
  • Onde faz? (Where) … em quais departamentos da empresa ou em quais áreas da vida profissional deve ser empregadas as ações para que as metas sejam alcançadas.
  • Quando  faz? (When) … qual o cronograma e prazos para cada atividade.
  • Porque faz? (Why) … quais as metas e razões para serem cumpridas uma a uma;

2H

  • Como faz? (How) … como cada ação do processo será colocada em prática por seus responsáveis;
  • Quanto custa? (How much)… quais são os custos de cada ação.

 

Cada pergunta do 5W2H deve ter uma resposta com fatos e dados; não é um achismo; são questões controladas (nem abertas, nem fechadas), que não podem ser respondida com um simples “sim” ou “não”.

 

O 5W2H é um mapeamento de atividades.

É um check list de perguntas de controle que segmenta uma ação em 7 perspectivas diferentes: o que é, quem, quando, onde, porque, como e custo.

É extremamente útil uma vez que elimina por completo qualquer dúvida que possa surgir sobre um processo ou sua atividade.-

Prove uma visão conceitual e procedural.

A ferramenta 5W2H formula perguntas para desenvolver blocos conceituais que permitem:

  • Ter visão de escopo e de helicóptero (top down).
  • Saber quando usar e não usar a ferramenta.
  • Saber onde o bloco de conhecimento (ação, ferramenta, resolução de problema, etc) se encaixa.
  • Identificar erros na execução.
  • Transferir conhecimentos sobre a ação, conceitos e processos.

As perguntas 5H2H formula perguntas para desenvolver blocos de procedimentos.

  • Repetir procedimento e resolver muitos problemas.
  • Visão de bloco – aprender como uma ação deve ser feita ou funciona.
  • Visão de baixo para cima (botom up).
  • Construir, fixar e fortalecer blocos (conceituais e procedurais) na memória de longo prazo.
  • Enraizar conceitos e construir trilhas para acessar os blocos quando necessário.

Em um meio ágil e competitivo como é o ambiente empresarial, a ausência de dúvidas agiliza e muito as atividades a serem desenvolvidas; contribui com a eficiência (rapidez) e desempenho (atingir as metas).

 

Palavras chaves: 5W2H, ferramenta, chek list, ações, perguntas de controle, fixar blocos, bloco conceitual, bloco procedural,  planejar, mapear, executar, checar, ajustar.

 

Teste seu conhecimento sobre a ferramenta 5W2H

  1. O que é a ferramenta 5W2H?
  2. Qual a relação entre a ferramenta 5W2H e a ferramenta check list?
  3. Onde a ferramenta 5w2h é usada?
  4. Por que a ferramenta 5W2H é usada?
  5. Quem usa a ferramenta 5w2H?
  6. Quando a ferramenta 5W2H é usada?
  7. Como a ferramenta 5W2H é utilizada?
  8. Quanto custa a ferramenta 5W2H?
  9. Como o 5W2H ajuda a planejar ações?
  10. Como o 5W2H ajuda a execução de ações?
  11. Como o  5W2H ajuda a monitorar desvios?
  12. Como o 5W2H ajuda a fazer ajustes?
  13. Qual a relação entre 5W2H  e PDCA?
  14. Qual a relação entre a ferramenta 5W2H e a formulação de objetivos SMART?
  15. Quais as perguntas 5W2H que contribuem para a formação de blocos de conhecimento?
  16. Quais as perguntas 5W2H que contribuem para a formação de blocos de procedimentos?
  17. Faça um mapa mental da ferramenta 5w2h.

Aprendizado ConstrutivistaAprender a AprenderFerramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMétodo SocráticoCheck list Check list – 5W1HMapas MentaisMapas ConceituaisMapas Conceituais e FerramentasMapa Conceitual vs Mapa MentalFerramentas da Inteligência Competitiva.


 

Mapa Mental

 O que é um mapa mental e para que serve?

Um mapa mental é um diagrama que simula a estrutura lógica do nosso modo de pensar; assemelha-se a um neurônio. É usado para organizar visualmente as informações; é um método eficiente para melhorar a memorização e aprendizagem; é voltado para a gestão de informações e conhecimento; pode ser desenhados à mão ou no computador.

A figura abaixo ilustra exemplos de aplicações de um mapa para planejar, organizar, criar, inovar, comunicar, resolver aprender, e assim por diante.

Figura. Aplicações de Mapas Mentais

O mapa mental é hierárquico e mostra relações entre peças do todo; mapeia informações usando ramificações e mapas radiais; representa a percepção do ponto de vista de uma pessoa ou uma empresa sobre alguma coisa; é informal;  São conjuntos de palavras estruturadas pelo contexto mental da pessoa com mnemônicos visuais e, através do uso de cores, ícones e links visuais; é criado em torno de um conceito, desenhado no centro, ao qual são adicionadas relações com imagens, palavras e partes de palavras; deve ser feito como uma rápida descrição de um tema, cobrindo todas as características principais.

Como o mapa mental deve ser feito?

A figura abaixo ilustra um mapa mental para descrever as principais diretrizes para desenvolver mapas mentais.

Figura. Diretrizes para criação de mapas mentais

Tony Buzan, um grande promotor da ferramenta, sugere as diretrizes listadas abaixo, que são representadas na figura:

  • Inicie no centro com uma imagem do assunto.
  • Use imagens ou símbolos em todo o mapa mental.
  • Selecione as palavras-chave e as escreva usando letras minúsculas ou maiúsculas.
  • Coloque cada palavra e/ou imagem e em sua própria linha.
  • Conecte as linhas a partir da imagem central.
  • Use linhas centrais mais grossas e afine-as à medida que irradiam para fora do centro.
  • Use várias cores em todo o mapa mental, para a estimulação visual e também para codificar ou agrupar.
  • Desenvolva seu próprio estilo pessoal de mapeamento da mente.
  • Use ênfases e mostre associações no seu mapa mental.
  • Mantenha o mapa mental claro, usando hierarquia radial, ordem numérica ou contornos para agrupar ramos.

Você não necessariamente precisa usar todas as recomendações; essa é uma lista não exaustiva; não existe um mapa mental certo ou errado; não necessariamente você precisa usar imagens, mas elas ajudam (imagens valem mais do que mil palavras); os exemplos apresentados aqui podem ser ampliados com a criação de novas ramificações, no primeiro, segundo, terceiro e demais níveis, de acordo com o grau de detalhamento que  você necessite; neste particular, tomar o cuidado para não tornar o mapa muito complexo e para que isso seja evitado, uma boa prática é desdobrar um ramo mais complexo num outro mapa.

Quais os benefícios dos Mapas Mentais para o aprendizado?

O mapa mental reduz, simplifica e seleciona as informações que serão mais relevantes no que está sendo estudado; cria anotações; ajuda o cérebro a fazer novas associações mais rapidamente; melhora as conexões entre os conceitos-chave e torna a criatividade mais fluente. Veja a figura abaixo.

Figura. Benefícios de Mapas Mentais

As razões que fazem o mapa mental uma ferramenta efetiva de aprendizado, são muitas. Veja alguns destaques:

  • Precisa que entendamos o assunto antes para poder fazê-lo; testa o entendimento no processo; identifica lacunas a serem preenchidas no aprendizado;
  • São muito mais eficientes que as anotações típicas e lineares que estamos acostumados a fazer; o padrão linear expressa cada idéia em linhas e regras gramaticais (sujeito, verbo, predicado, …); as palavras chave ficam escondidas no meio de outras informações de menor informações semânticas (que geram significado) e isso atrapalha o cérebro fazer associações de conceitos;
  • As anotações lineares cansam, nos fazem entrar no modo zumbi (sonhar acordado), nos distraem; exigem muito esforço para pouco resultado; usam muitas palavras; é um método  baseado em transcrição e sintetização, que é mais fácil, não necessita de compreensão, que o torna ineficiente em termos de armazenagem, retenção e recuperação do conhecimento;
  • Os mapa mentais seguem uma forma mais natural do cérebro organizar e processar ideias; proveem uma noção espacial melhor, imagens, cores e visão do todo e hierarquia; dão mais prazer; exigem concentração para conversão de uma mídia totalmente diferente do mapa mental;
  • Os mapas mentais exigem mais concentração e atenção; usam palavras chave; necessitam de maior potencial criativo do nosso cérebro – ensinar primeiro para nós mesmos; isso facilita repasse do conhecimento, mesmo que seja para nós mesmos; as anotações são produzidas com outro tipo de mentalidade;

Mapas Mentais e Mapa Conceituais: qual a diferença?

Os mapas mentais diferem dos mapas conceituais em que os mapas mentais se concentram em apenas uma palavra ou idéia, enquanto mapas conceituais conectam várias palavras ou idéias. Além disso, os mapas conceituais geralmente têm rótulos de texto em suas linhas / braços de conexão. Os mapas mentais baseiam-se em hierarquias radiais e estruturas de árvores que denotam relações com um conceito central de governo, enquanto mapas conceituais são baseados em conexões entre conceitos em padrões mais diversos. No entanto, qualquer um pode fazer parte de um sistema maior de base de conhecimento pessoal .

Palavras chave associadas aos mapas mentais: diagrama, estrutura, lógica, modo de pensar, organização visual, método, ferramenta, memorização, simplificação,  conceitos, idéias, palavras, imagens, descrição, características, informações, conhecimento, aprendizagem, planejamento, criatividade, inovação, comunicação, resolução de problemas,  relevância,  associações, velocidade, fluência.


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Mapa Conceitual

O que é um mapa conceitual e para que serve?

Um mapa conceitual  é um diagrama que ilustra relações sugeridas entre conceitos. É uma ferramenta gráfica usada para organizar e estruturar o conhecimento , ou uma maneira de desenvolver o pensamento lógico e habilidades, revelar conexões e ajudar a ver como as ideias e conceitos individuais formam um todo maior.

Conceitos e Proposições

Um mapa conceitual tem como objetivo representar relacionamentos significativos entre conceitos em forma de proposições; proposições são dois ou mais conceitos conectados por palavras numa unidade semântica (unidade com significado)

Na sua forma mais simples, um mapa conceitual tem dois conceitos conectados com uma palavra (normalmente um verbo) para formar uma proposição; por exemplo, “a flor é branca” pode representar um mapa conceitual simples formando uma proposição válida sobre os conceitos “flor ” e “branca”.

A grande maioria dos significados dos conceitos adquiridos pelo ser humano são via proposições nas quais os significados dos conceitos estão embutidos. A regularidade dos rótulos de conceitos fornece significado adicional, através das proposições. Por exemplo, “flor é cheirosa”, “flor é bela”, “flor é órgão de reprodução da planta”, “flor tem cor”, “flor tem nome”, “flor tem forma”, “a rosa é uma flor”, levam a aumentar o significado e precisão do que é uma flor.

Mapa conceitual é uma ferramenta parar identificar escopo, foco, road map e sumário de aprendizado

Os mapas conceituais trabalham para deixar claro para estudantes, professores, aprendizes e empresas, um pequeno número de ideias que eles devem focar para uma atividade específica de aprendizado; também fornece um tipo de “road map” dos caminhos que podemos tomar para conectar significados de conceitos  em proposições; após uma tarefa de aprendizado ter sido completada; mapas conceituais fornecem  um sumário esquemático do que foi aprendido.

Mapa conceitual e teoria do aprendizado significativo

O mapa conceitual, foi originalmente baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, quando uma nova informação adquire significado através de uma ancoragem em aspectos relevantes da estrutura cognitiva preexistente do indivíduo; há uma interação entre o novo conhecimento e o já existente e ambos se modificam. À medida que o conhecimento prévio serve de base para a atribuição de significados à nova informação, ele também se modifica. O processo é dinâmico; o conhecimento vai sendo construído.

Mapa conceitual e hierarquia entre conceitos

Devido ao fato do aprendizado significativo proceder mais facilmente quando novos conceitos ou significados de conceitos mais específicos são submetidos sob um conceito maior, o mapa conceitual deve ser hierárquico; isto é, os conceitos mais gerais ou mais inclusivos devem ser posicionados no topo do mapa e os conceitos mais específicos ou menos inclusivos devem ser posicionados abaixo deles; exemplos ou eventos podem ser incluídos de acordo com o contexto.

Figura. Mapa conceitual para a água. Mostra conceitos e proposições da água; alguns exemplos específicos (linhas pontilhadas, sem seta) podem ser incluídos para facilitar o aprendizado e contextualizar o mapeamento.

Mapa conceitual e configurações

Não necessariamente, mesmos conceitos terão mesmas proposições e configurações; diferentes segmentos e pessoas podem ter configurações de mapas conceituais diferentes, para diferentes perspectivas, mas os significados deverão ser consistentes entre si, ou seja não existir conflitos entre conceitos. Os dois mapas conceituais da água a seguir ilustram essa característica necessária.

Figura. Mapas conceituais para a água com configurações diferentes – ilustrar a flexibilidade dos mapas conceituais para retratar diferentes perspectivas.

Mapeamento de conceitos pode ser uma atividade de desenvolvimento da criatividade 

Mapeamento conceitual é uma técnica para externalizar conceitos e proposições. Indubitavelmente, nós podemos desenvolver novas relacionamentos de conceitos no processo de desenvolver mapas conceituais, especialmente se nós procurarmos ativamente relacionamentos proposicionais entre conceitos que não foram previamente reconhecidos como relacionados: estudantes e professores na construção de mapas conceituais frequentemente apontam que reconhecem novos relacionamentos e, portanto, novos significados (ou que conscientemente percebiam antes do mapeamento).

20 Benefícios e Aplicações dos Mapas Conceituais 

Veja na sequência as várias áreas e aplicações em que o mapa conceitual pode facilitar a nossa vida:

  1. Fornecer formas visuais eficientes para entender, produzir e representar o conhecimento.
  2. Resumir conceitos chave, seus relacionamentos e hierarquias.
  3. Preservar e reter o conhecimento institucional.
  4. Transformar conhecimento tácito (prático) em conhecimento organizacional.
  5. Mapear o conhecimento de equipes.
  6. Modelar o conhecimento de forma colaborativa.
  7. Facilitar a criação de visão e compreensão compartilhada.
  8. Transferir conhecimentos especializados.
  9. Comunicar ideias e argumentos complexos.
  10. Detalhar a estrutura inteira de uma ideia para a análise de outra pessoa.
  11. Desenhar cenários conceituais para a informação e aprendizagem subsequentes.
  12. Aumentar a metacognição (aprender a aprender e pensar sobre o conhecimento).
  13. Desenvolver habilidades de raciocínio de alto nível, incluindo habilidades analíticas.
  14. Recuperar e processar informações.
  15. Ajudar as pessoas a externar conhecimentos e mostrar sua compreensão.
  16. Explícitar o conhecimento e relacionamentos entre conceitos e aprimorar a compreensão.
  17. Atender a diferentes estilos de aprendizagem.
  18. Ajudar a organizar conhecimentos.
  19. Cooperar e aumentar a interação social, a comunicação e o trabalho em equipe colaborativo.
  20. Poder ser usado ​​em diferentes áreas de conteúdo e com pessoas com diferentes conhecimentos e habilidades.

Outras formas de representação de significados. Mapas conceituais (conceitos e proposições) são uma forma de representação de significados e existem muitas outras; por exemplo, fluxogramas geralmente são utilizados para representar sequência de atividades; organogramas são usados para representar hierarquias de unidades administrativas e/ou funções; diagramas circulares e árvores de decisão são outros exemplos. No entanto, nenhuma dessas formas de mapeamento mencionadas são baseadas na teoria do aprendizado e teoria do conhecimento, que buscam a melhoria do processo educacional. O uso sistemático de mapas conceituais, melhora o processo educacional e de pesquisa.

Mapa Conceitual vs Mapa Mental. O mapa conceitual difere do mapa mental que se concentra numa palavra ou ideia. Os mapas mentais são baseados em hierarquias radiais e estruturas de árvores que denotam relacionamentos com um conceito central, enquanto que os mapas conceituais são baseados em grafos, com conexões não hierárquicas. Entretanto, qualquer um pode compor uma base de conhecimento pessoal.


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


 

Mapas Conceituais e Ferramentas

Quais são os principais fundamentos, benefícios e ferramentas para fazer mapas conceituais?

Aqui está um infográfico que resume alguns conceitos chave dos mapas conceituais e ferramentas de software para fazê-los.

De uma forma geral as ferramentas são muito parecidas. Todas visam facilitar a criação, armazenamento, recuperação, compartilhamento, colaboração de mapas conceituais.

  • Bubbl.usNenhum download de software é necessário e os mapas criados podem ser salvos como uma imagem. Ele também suporta diferentes recursos de compartilhamento e colaboração.
  • Popplet. Oferece vários recursos, incluindo: notas de gravação em diferentes formatos com texto, imagens e desenhos; ligar notas umas às outras; exportar para PDF ou JPEG;
  • MindMupPermite criar mapas mentais ilimitados gratuitamente e armazená-los na nuvem;
  • CreatelyOferece modelos de mapas conceituais pré-concebidos, suporta trabalhos em grupo, integrados a ferramentas de terceiros, incluindo Chrome Store e Google Apps.
  • Coggle. É uma ferramenta online para criar e compartilhar mapas mentais; Funciona online no seu navegador: não há nada para baixar ou instalar.
  •  MindMeister. Ferramenta online de mapeamento mental que permite capturar, desenvolver e compartilhar idéias visualmente.
  • Lucidchart Você pode usar o Lucidchart para projetar mapas conceituais, fluxogramas e diferentes tipos de diagramas; suporta recursos colaborativos e funciona em vários dispositivos.
  • Mindomo. Você pode criar mapas mentais,  conceituais, contornos e muito mais; permite transformar os mapas em apresentações slide-a-slide; pode incorporar vídeos, clipes de áudio e links; permite pesquisar e adicionar imagens da Web diretamente.
  • Spiderscribe . Ferramenta online de mapeamento mental e brainstorming; permite conectar notas, arquivos, eventos de calendário,  colaborar e compartilhar mapas online.

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Mapa Conceitual vs Mapa Mental

Quais as diferenças entre mapa conceitual e mapa mental?

Veja uma comparação detalhada entre eles usando um mapa mental.

  • Os mapas mentais são mais adequados para traçar as próprias ideias ou um mapa “O que eu sei sobre …”, em vez de organizar o conhecimento com o objetivo de reter informações.
  • Os mapas mentais são mais flexíveis que os mapas mentais, já que não estão limitados na estrutura radial e hierarquia.
  • A idéia do mapa mental organizar conceitos de forma radial é muito útil para brainstorm e atividades similares.
  • Para resolver problemas, analisar fatores chave em um mercado ou sistema de decisão os mapas conceituais são mais efetivos.
  • Os mapas mentais são excelentes para traduzir idéias, por exemplo de documentos, artigos, apresentação, cursos de treinamento.

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