11. Aprender A Aprender

Aprendizado e Ferramentas

  1. Como é o processo educacional e quais são as etapas para aprender?

  2. O que é “aprendizado construtivista” e seus principais fatores de mudança?

  3. Como “aprender a aprender” com autonomia ?

  4. Como usar os modos de pensar focado x difuso e melhorar a sua capacidade criativa e de resolução de problemas?

  5. Como ganhar e usar o seu expertise para aprender novos conhecimentos mais rápido?

  6. Como repetir, reter o conhecimento na memória de longo prazo e realmente aprender?

  7. Como usar Mapas Mentais para aumentar a eficiência do seu aprendizado?

  8. Como gerenciar o seu processo e tempo de aprendizado?

  9. Como fazer o sono um grande aliado para o seu aprendizado?

  10. Check List para Aprender a Aprender
  11. Como aumentar a sua Inteligência?

  12. Como usar Ferramentas Cognitivas?

  13. Como usar Conceitos, Definições e Palavras Chaves para aumentar o seu conhecimento?

  14. Como fazer Perguntas?

  15. Como estruturar o conhecimento com Mapas Conceituais para facilitar a sua vida?


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.

Processo Educacional

Quais são os estágios do processo educacional e suas diferenças ?

Educar é um processo de vários estágios – entender, compreender, aprender, comunicar, ensinar.

Educar. É um dos processos mais importantes para o desenvolvimento humano e a sociedade; ajuda a aumentar a capacidade mental e física e a produtividade; é um processo com vários estágios: entender, compreender, aprender, comunicar e ensinar.

  • É ganho de conhecimento.
  • A informação não pode ser convertida em conhecimento sem educação.
  • A educação nos torna capazes de interpretar coisas, entre outras coisas.

EDUCAR = ENTENDER + COMPREENDER + APRENDER + COMUNICAR + ENSINAR
EDUCAR = GANHAR CONHECIMENTO + INTELIGÊNCIA

Entender. Ocorre no nível intelectual, racional ou no nível das ideias – você “entende” o mecanismo, a lógica, as razões, etc; o entendimento pode vir apenas de escutar o que é dito, sem ter que pensar muito.

Compreender.  É mais profundo que entender; envolve emoções, permite fazer conexão com experiências próprias ou se colocar no lugar do outro (empatia); quando você compreende algo, também o entende.

As pessoas podem entender algo e não compreendê-lo.

Compreender requer questionamento, perguntas e a busca pelas respostas.

Ter compreensão sobre os assuntos tem alta correlação com o  sucesso de uma pessoa.

Para compreender não se pode ser apático, conformado, estagnado.

Compreensão requer atenção concentrada, questionamento e principalmente tempo para pensar, analisar e conquistar o verdadeiro entendimento.

 

Aprender. É mais profundo que compreender; causa mudanças em suas atitudes e comportamentos.

Incorpora o entendimento e compreensão.

Advém de um processo repetitivo e a capacidade de repetir resultados.

Gera mudança de comportamento,; sem mudanças não haverá aprendizado.

Quem aprende, faz diferente.

Comunicar. É a troca de informações, compartilhamento de ideias, sentimentos; influi no que somos e no que pensamos.

Depende do emissor, receptor, meio e linguagem.

A comunicação e educação são processos inseparáveis.

A educação faz-se através da comunicação falada, escrita, gesticulada ou multimídia.

A boa comunicação afeta positivamente o entendimento, a compreensão, o aprendizado, o ensino e a educação como um todo.

Ensinar. É usar métodos para educar; a educação é um processo, enquanto o ensino é o método de implementação desse processo.

  • Por exemplo: o professor, através do ensino, educa os alunos.
  • Educar e ensinar são dois conceitos interdependentes, mas diferentes, por exemplo, uma pessoa bem educada pode não ser um bom professor.

Histórias do aprendizado que ajudam a entender …

Um bom exemplo é o que aconteceu com Wilhelm Conrad Röntgen, descobridor dos raios-X. Ele estava fazendo experiencias com eletricidade no vácuo quando reparou em uma sombra próximo de um objeto que estava na mesa.

Ele ENTENDEU que aquela sombra não era algo normal, mas precisou repetir o experimento muitas vezes para APRENDER que a causa da sombra era a eletricidade no vácuo que transmitia ondas de alta frequência que podiam atravessar objetos e deixar marcas em papeis fotossensíveis.

Mesmo assim ele demorou meses para se SENTIR SEGURO sobre sua descoberta e COMUNICAR  e ENSINAR para os outros físicos como reproduzir um raio-X.

É frequente as pessoas terem dúvidas sobre o processo educacional e suas etapas.
O objetivo deste bloco de conhecimento é conscientizar você sobre o processo de aprendizado como um primeiro passo para aprender a aprender.
Educar é um dos processos mais importantes para o desenvolvimento humano – ajuda a aumentar a capacidade mental, física e a produtividade.
É um processo de vários estágios.
EDUCAR = ENTENDER + COMPREENDER + APRENDER + COMUNICAR + ENSINAR.
Entender. Ocorre no nível intelectual, racional ou no nível das ideias; não exige muito dos seus processos mentais.
Compreender. É mais profundo que entender; envolve emoções, conexão com experiências próprias,  atenção concentrada, questionamento e principalmente tempo para pensar, analisar e conquistar o verdadeiro entendimento.
Aprender. É mais profundo que compreender; causa mudanças em suas atitudes e comportamentos.; advém de um processo repetitivo e a capacidade de repetir resultados e criar coisas novas.
Comunicar. É a troca de informações, compartilhamento de ideias, sentimentos;  a educação faz-se através da comunicação.-
Ensinar. É usar métodos para educar; a educação é um processo, enquanto o ensino é o método de implementação desse processo;

 

Compreender o processo educacional ajuda você diagnosticar o seu nível de aprendizado, inteligência emocional e inteligência técnica corrente em áreas que você precisa investir mais energia para se tornar um especialista.

Palavras chaves – educar, processo, entender, compreender, aprender, comunicar e ensinar.

Teste seu Conhecimento sobre Processo Educacional

  1. O que é educar?
  2. Qual a importância da educação?
  3. Explique as fases do processo educacional.
  4. Qual a diferenças entre entender e compreender?
  5. Qual a diferença entre compreender e aprender?
  6. Qual o principal fator para você aprender?
  7. Qual a importância da comunicação no aprendizado?
  8. Qual a diferença entre ensinar e educar?

Saiba mais. Aprender a AprenderCheck List para Aprender a AprenderPensamento Focado x DifusoConstrução de Blocos de InformaçãoFerramentas CognitivasMemórias de Trabalho e de Longo PrazoGerenciamento do Tempo de AprendizadoSono – o grande aliado do aprendizadoComo se tornar um especialistaAprendizado ConstrutivistaComo se tornar mais inteligenteConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasCheck list (CL)Check list – 5W2HMapa MentalMapa ConceitualMapas Conceituais e Ferramentas

 

 

 

 

Aprendizado Construtivista

Como construímos o Conhecimento?

A construção e novos conhecimentos depende do que já sabemos, experiências prévias, como essas experiências foram registradas na nossa memória de longo prazo, quais os modelos mentais empregados, quais as crenças que suportam as nossas interpretações dos  eventos e experiências.

“As pessoas aprendem e constroem o seu próprio entendimento e conhecimento do mundo experimentando coisas e refletindo sobre essas experiências”. 

A filosofia construtivista usa métodos e ferramentas para ajudar a pessoa a “aprender a aprender“, desenvolver conhecimento e habilidades para solucionar problemas; está centrado no estudante e não no professor; vai muito além do método tradicional de transferência de conhecimento.

 

Por que é importante saber  Perguntar?

Figura. Imagine que o grafo acima represente a sua memória de longo prazo, com seus conceitos armazenados ao longo da vida.
Quando você faz perguntas a sua mente automaticamente conecta conceitos e estados mentais formando  blocos de informações e emoções, para responder a pergunta.
Saber perguntar significa criar e percorrer com eficácia e eficiência o seu “grafo mental” e o “grafo mental” das pessoas que estão à sua volta.
Levar você e outras pessoa à  estados mentais diferentes, de forma controlada.
Investigar e criar atalhos para entender as causas e resolver problemas.

Saber perguntar permite você aumentar o seu desempenho mental para: criar, perceber, conectar, organizar, categorizar, memorizar, entender,  compreender, simular, repetir, aprender, comunicar e ensinar  … conceitos e processos . ..

 

  • Pergunta é uma frase (ou proposição) cujo objetivo é convidar um ouvinte ou leitor a dar uma explicação, uma informação ou uma resposta., de uma forma geral.
  • A pergunta é o que gera toda a discussão (argumentar, trocar informações com outros indivíduos) sobre qualquer coisa.
  • É uma ferramenta cognitiva estudada e aplica desde a Grécia antiga e no pensamento oriental (500 anos AC).
  • Aumenta a sua fluência para tratar com o novo, focar a sua atenção e relacionar com seus conceitos, procedimentos e  experiências anteriores.
  • Gera mudanças no que você acredita, ou talvez descarte de uma nova informação.
  • Torna você um  “criador ativo” do seu próprio conhecimento.
  • Ajuda a explorar e avaliar o que você sabe.
  • No construtivismo o foco é você ser um”aprendiz perito” e usar várias ferramentas mentais, cada vez mais efetivas para aprender como aprender!

 Método Socrático Perguntas, Perguntas SPIS, Perguntas Socráticas, Perguntas de Situação, Perguntas de Problema, Perguntas de Implicação, Perguntas de Solução.

 

Qual o papel do Facilitador para o aprendizado construtivista?

 

Na visão construtivista, o professor dá lugar ao facilitador para:
  • Incentivar o processo de aprendizagem e reflexão.
  • Examinar o conhecimento atual.
  • Identificar novos conceitos e aplicações.
  • Divulgar projetos e experimentos relevantes.
  • Discutir o aprendizado e experiências.

O que muda quando direcionamos o foco para Ferramentas e Habilidades?

No construtivismo, em vez de reproduzir informações e fatos, o foco é direcionado para:
  • Explorar a capacidade cerebral via  ferramentas mentais  para rodar com maior eficiência os processos cognitivos (atenção, observar,  perceber, organizar, categorizar, memorizar e generalizar).
  • Criar ferramentas para buscar, apresentar, organizar e integrar informações de uma forma mais efetiva (eficaz e eficiente).
  • Desenvolver “kits de ferramentas” para desenvolver a criatividade, tomar decisões, resolver problemas, planejar contatos, formular objetivos, analisar, fazer contatos, investigar necessidades, desenvolver imagens de solução, comprar; planejar e executar uma variada gama de atividades do dia a dia.conexões emocionais, investigar
  • Criar um ambiente de aprendizagem colaborativa.
  • Transformar a pessoa de um receptor passivo de informação para um participante ativo no processo de aprendizagem.

Como desencadear a curiosidade para o aprendizado?

  • O objetivo não é  “reinventar a roda” e sim desencadear a curiosidade e entender como as coisas se transformam e funcionam.
  • Facilitar o engajamento e aplicação do conhecimento.
  • Testar teorias e tirar conclusões das descobertas.
  • Discutir exemplos dos fundamentos das atividades.
  • Ter em mente perguntas ou ideias para compartilhar.

 

A construção de novos conhecimentos depende do que já sabemos.
Você aprende e constrói o seu próprio conhecimento do mundo experimentando coisas e refletindo sobre essas experiências. 
O aprendizado, mais profundo que o entendimento e compreensão, exige autonomia e repetição para aprender, é fundamentalmente dependente de você e das ferramentas que você tem na sua mão, ou melhor, na sua mente.
As ferramentas mentais ajudam a desenvolver as etapas do “processo mental” na sequência e forma corretas, para atingir o objetivo que você deseja; funcionam como as várias “ferramentas  físicas” que usamos, como alicates, chaves de fenda, pregos, martelos, e assim por diante.
Saber controlar a atenção e perguntar são processos cognitivos fundamentais para o aprendizado, já que estão no núcleo dos demais processos cognitivos, como criar, perceber, conectar, organizar, categorizar, memorizar, entender, compreender, repetir, aprender, comunicar, solucionar problemas, tomar decisões, e assim por diante.
Tal como as perguntas, existem muitas outras ferramentas cognitivas que são usadas de forma combinada para ajudar os processos cognitivos, tais como como palavras chaves, blocos de conceitos, blocos de procedimentos, definições, check lists, solução de problemas, contação de histórias, mapas conceituais, mapas mentais; cada qual com seus propósitos e métodos.
Tendo as o processo de aprendizado como foco,  na filosofia construtivista, o professor dá lugar ao facilitador para  incentivar, examinar o processo de aprendizagem, examinar o conhecimento atual, identificar novos conceitos e aplicaçõe;s, divulgar projetos e experimentos relevantes, discutir o aprendizado e experiências.

Palavras chaves. Aprendizado construtivista, conhecimento, perguntar, aprendiz, ferramentas mentais, aprender a aprender, facilitador, processo de aprendizagem.

Teste seu conhecimento sobre Aprendizagem Construtivista

 

  1. Como construímos o conhecimento?
  2. Qual a relação entre construtivismo e aprender a aprender?
  3. O que é uma pergunta e quais as relações de causa e efeito associadas?
  4. Qual a importância de saber perguntar?
  5. Qual o papel do facilitador?
  6. Como o construtivismo desencadea a curiosidade para o aprendizado?

Saiba mais. Aprender a AprenderCheck List para Aprender a AprenderPensamento Focado x DifusoConstrução de Blocos de InformaçãoFerramentas CognitivasMemórias de Trabalho e de Longo PrazoGerenciamento do Tempo de AprendizadoSono – o grande aliado do aprendizadoComo se tornar um especialistaAprendizado ConstrutivistaComo se tornar mais inteligenteConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasCheck list (CL)Check list – 5W2HMapa MentalMapa ConceitualMapas Conceituais e Ferramentas

 

Ferramentas Cognitivas

Como aprender mais rápido e aumentar a autonomia do aprendizado?

O que é Cognição?

Cognição se refere ao processo de pensar, para aquisição e compreensão do conhecimento; envolve fatores diversos como o pensamento, a linguagem, a percepção, a memória, o raciocínio, que fazem parte do desenvolvimento intelectual.

Qual a relação entre cognição e aprendizado?

O aprendizado envolve vários processos cognitivos (ou mentais) que são influenciados por fatores internos e externos ao indivíduo  para produzir aprendizado.

Quais são os principais processos cognitivos?

  • Atenção – O primeiro passo no processo de aprendizagem cognitiva é atenção ou capacidade de concentração mental, para determinar quais eventos em nosso ambiente precisam ser atendidos; pesquisas mostram que conseguimos dar atenção no máximo a 3 coisas ao mesmo tempo, e apenas 1 tarefa complexa por vez;
  • Pensar – tomar consciência, refletir ou meditar; o pensamento é fundamental para todos os processos cognitivos; permite integrar todas as informações que recebemos e estabelecer relacionamentos entre eventos e conhecimentos; para isso, utiliza raciocínio, síntese e solução de problemas (funções executivas).
  • Observar – ter a atenção direcionada para algo específico, com o intuito de posteriormente julgar, analisar ou investigar.
  • Perceber – organizar e interpretação estímulos que foram recebidos pelos sentidos e identificar objetos e acontecimentos.
  • Interpretar – determinar o sentido de um texto ou evento; explicar o que é obscuro; atribuir valor, sentido, significação.
  • Organizar – pôr em ordem; estruturar,  facilitar a visualização e acesso rápido a informação armazenada na memória de longo prazo
  • Categorizar – é o processo de  reconhecer, diferenciar, classificar e compreender as coisas; significa separar por afinidade, utilização, semelhanças; é fundamental para a linguagem, previsão, inferência, tomada de decisão e todos os tipos de interação ambiental.
  • Memorizar –  reter e lembrar de informações, imagens, ideias, sensações, impressões, adquiridas anteriormente, na memória de longo prazo;
  • Generalizar – é o processo cognitivo reunir numa classe geral um conjunto de coisas similares; aumentar a extensão de alguma coisa; propagar; suportar as inferências dedutivas –  raciocinar a partir de uma ou mais afirmações (premissas) para chegar a uma conclusão logicamente certa.
  • Aprender – é o processo cognitivo para adquirir novos conhecimentos e enraizar conhecimentos correntes.

Uma interrupção ou mal funcionamento nesses processos cognitivos naturais pode causar problemas comportamentais nos indivíduos e a chave para tratar esses problemas está na alteração do processo interrompido.

O que é Aprendizagem Cognitiva?

  • É usar ferramentas mentais, que pode envolver artefatos e tecnologia para aumentar o desempenho do processo de cognição.
  • Ajudar a pessoa a pensar mais significativamente, ou seja conectar uma nova informação (ou conceito) adquirida com o conhecimento (conjunto de conceitos) prévio que a pessoa possui.
  • Assumir a propriedade do seu conhecimento, ao invés de simplesmente reproduzir o que foi transmitido.
  • Estimular o pensamento crítico e a construção dos seus próprios conhecimentos

 –

O que são Ferramentas Cognitivas?

São artefatos e ferramentas mentais para aumentar a eficiência dos processos cognitivos e de aprendizagem.
São ferramentas não inteligentes, ou seja, dependem de você para fornecer a inteligência, mas ajudam “muito” a resolver problemas e aprender.
Ajudam a pensar de maneira mais significativa, expressar bem o que se quer dizer ou transmitir de forma interessante.
São controladas por você e ajudam você assumir a propriedade dos seus conhecimentos.
Facilitam a execução de atividades mais complexas e construir o conhecimento ao invés de memorizá-lo.
A tecnologia e o computador são  “parceiros” para estimular e aproveitar ao máximo o potencial cognitivo da pessoa, construir e representar o conhecimento e transcender as limitações da mente, como a memória, por exemplo.

Quais os benefícios das Ferramentas Cognitivas?

  • Focar o processo de aprendizado no exercício e reflexão, ao invés da transferência de conhecimento.
  • Capacitar as pessoas a projetar as suas próprias representações de conhecimento, ao invés de representações preconcebidas.
  • Apoiar o pensamento reflexivo profundo.
  • Servir para registrar conhecimento.
  • Permitir um “aprendizado ativo”.
  • Prover cenários guiados e suportados por facilitadores.
  • Prover ambientes de aprendizagem presencial, em time e ambientes virtuais colaborativos.

Quais as 4 principais funções das ferramentas cognitivas?

Buscar Informações

Recuperar e identificar informações em situações de aprendizado, planejamento e execução de atividades (banco de dados e motores de busca).

Apresentar Informações 

Num formato significativo e apropriado (ferramentas de apresentação, gráficos e mapas conceituais).

Organizar o Conhecimento 

  • Organizar é a maneira mais fácil de melhorar a vida, a reflexão, as habilidades técnicas e emocionais.
  • Consiste em você classificar, ordenar e agrupar o conhecimento em categorias.
  • Coisas que estão em seu lugar são mais facilmente encontradas e exigem um mínimo de atenção.
  • Para classificar coisas, precisamos de pelo menos um ponto de referência conhecido.
  • Pontos de referência, então, são muito importantes e são a base para avaliação, indexação ou comparação.
  • Estabelecer pontos de referência exige decisões refletidas, mas uma vez que as decisões são tomadas, a estrutura e o processo, podem ser utilizadas e aprimoradas, indefinidamente.
  • A classificação em uma estrutura estabelecida é muito mais rápida do que ter de refletir e decidir sobre cada item, evento ou contato que encontrarmos.
  • Quando encontramos algo novo, um atributo de valor novo, podemos classificá-lo em separado (novidade), depois integrá-lo em um  grupo já existente, ou criar um novo grupo.
  • Podemos criar subcategorias, e assim por diante.

Integrar Conhecimento

Conectar a informação nova ao conhecimento prévio e avaliar o aumento do conhecimento (ferramentas de mapeamento, simuladores, discussões, conferências, videostreaming, podcasting …

O que é instrumentação cognitiva?

INSTRUMENTAÇÃO = FERRAMENTA + AMBIENTE DE TAREFA

Instrumentar é o processo de transformar uma ferramenta  ou artefato em um instrumento da atividade do dia a dia; tem 2 passos fundamentais:

  • PRIMEIRO PASSO:  moldar ou adaptar o artefato de acordo com as necessidades e exigências locais da atividade. Neste particular, o ambiente de aprendizado tecnológico, os participantes e facilitadores, projetos de construção de conhecimento a serem perseguidos, tem um papel crítico neste processo de instrumentação.
  • SEGUNDO PASSO: focar no desenvolvimento e cultivo de práticas pessoais e coletivas necessárias para usar produtivamente a ferramenta como um instrumento na atividade de construção do conhecimento.

O processo de instrumentalização é gradual, leva tempo e depende do nível de inteligência competitiva do ambiente.

– 

Conclusão:

Você pode aumentar substancialmente o desempenho dos seus processos cognitivos, que suportam o seus processos de aprendizado.
O primeiro passo é se conscientizar (estudar e entender) dos principais processos cognitivos que são: atenção, observação, percepção, interpretação, organização, categorização, memorização, e generalização; essa lista não é exaustiva.
O segundo passo é usar ferramentas mentais  para aumentar o desempenho desses processos cognitivos;  ajudar a pensar de forma mais “significativa”, ou seja, construir o novo conhecimento conectado com o conhecimento corrente; perceber essas novas conexões e assumir a propriedade do seu conhecimento.
Existem muitos tipos de ferramentas mentais, tais como check list, palavras chave, conceitos, formulação de problemas com solução, perguntas,  contar histórias, fórmulas, siglas, mapas, gráficos, imagens, e assim por diante; cada qual mais apropriada para determinadas situações.
O uso dessas ferramentas apresenta vários benefícios: ajuda você a focar no processo de aprendizado (separar o processo do produto), capacitar as pessoas representarem o seu conhecimento ao invés de copiar representações, suportar reflexões profundas, registrar conhecimento, aprender ativamente (com a sua participação direta), prover cenários guiados, facilitar o desenvolvimento de ambientes de aprendizagem.
Funcionalmente falando, as ferramentas cognitivas ajudarão você em 4 funções do aprendizado: buscar informações, apresentar informações, organizar as informações e conhecimento, integrar conhecimento; além disso, fixará o seu aprendizado, conhecimento e habilidades na sua memória de longo prazo e permitirá você perceber e usar esses conhecimentos e habilidades em tempo real, nas suas situações do dia a dia.
Qualquer ferramenta precisa ser instrumentaliza para se adaptar à pessoa e ao ambiente; a instrumentalização é segmentada em 2 passos: 1) adaptação de ferramenta ao ambiente de tarefa que irá ser utilizada e 2) cultivo de práticas pessoais para usar a ferramenta de forma produtiva.

Ganhe o hábito de desenvolver e usar  “ferramentas mentais”, empregar tecnologias e transcender as limitações da mente, como a memória, por exemplo …

Palavras chaves sobre ferramentas cognitivas – cognição, aprendizado, processos cognitivos, atenção, observação, percepção, interpretação, organização, categorização, memorização; aprendizagem cognitiva, ferramentas cognitiva, ferramenta mental, buscar, apresentar, organizar, integrar informações e conhecimento.

Teste seu Conhecimento sobre Ferramentas Cognitivas

  1. Use as palavras chave acima e relembre o que você leu nesse bloco de aprendizado.
  2. O que é Cognição?
  3. Qual a relação entre cognição e aprendizado?
  4. Quais são os principais processos cognitivos?
  5. O que significa atenção?
  6. O que significa observação?
  7. O que é percepção?
  8. O que é interpretação?
  9. O que significa organização?
  10. Qual a diferença entre organizar e categorizar?
  11. O que é memorizar?
  12. O que é aprendizagem cognitiva?
  13. Qual o objetivo da aprendizagem cognitiva?
  14. O que são ferramentas cognitivas?
  15. Quais os benefícios das ferramentas cognitivas?
  16. Quais as 4 principais funções das ferramentas cognitivas?
  17. O que é instrumentação cognitiva? Quais são as suas etapas?

Saiba mais. Processo EducacionalAprender a AprenderCheck List para Aprender a AprenderPensamento Focado x DifusoConstrução de Blocos de InformaçãoFerramentas CognitivasMemórias de Trabalho e de Longo PrazoGerenciamento do Tempo de AprendizadoSono – o grande aliado do aprendizadoComo se tornar um especialistaAprendizado ConstrutivistaComo se tornar mais inteligenteConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasCheck list (CL)Check list – 5W2HMapa MentalMapa ConceitualMapas Conceituais e Ferramentas

 

Aprender a Aprender

O que é Aprender ?

Aprender é o processo de adquirir novos conhecimentos ou modificar conhecimentos, comportamentos , habilidades , valores ou preferências.

 

O que é Aprender a Aprender?

Aprender a Aprender está ligado à linha construtivista de que o aprendizado se dá quando o indivíduo interage com o conteúdo.

É a mudança de “transferir conhecimento”  para ” desenvolver conhecimento e habilidades“.

Por que Aprender a Aprender?

Aprender a Aprender, usar ferramentas cognitivas e desenvolver a autonomia, emerge da compreensão do mercado de trabalho atual e futuro como aquele em que os trabalhadores precisam cada vez mais ser capazes de se adaptar a novos papéis.
As regras antigas não se aplicam mais.
Encarar o desafio de preparar as pessoas para “oportunidades que não temos nenhuma concepção no momento”.
Desenvolver habilidades centrais mais gerais, como pensamento crítico, habilidades de pesquisa, gerenciamento de tempo e habilidades de comunicação.

Qual a razão principal dos problemas de aprendizado?

:

De uma forma geral quando você tem dificuldades para aprender é sinal que existe um problema na sua estratégia de aprendizado e não com você:

  • Não existe problema no seu cérebro, a ação é que deve ser corrigida!
  • Foque na estratégia de estudo.
  • Não atribua o fracasso do aprendizado a você e não crie crenças limitadoras.
  • Todas as pessoas têm um grande potencial que ainda não foi aproveitado.
  • As pessoas que se destacam usam estratégias eficientes de aprendizado!

Como aprender a Aprender?

Aprender leva tempo e paciência; é um processo auto-dirigido e poderoso para facilitar e inspirar o desenvolvimento individual, em grupo e organizacional.
Para aprender a aprender e se transformar num autodidata é necessário usar novas abordagens e ferramentas para mudar o seu modo de pensar.
Quais as técnicas eficazes de aprendizagem que você pode utilizar imediatamente e mudar o seu modo de pensar e viver?
A resposta está em descobrir mais ferramentas mentais que possam ser adicionadas ao seu kit de ferramentas.
Se você é um especialista, use as ferramentas para lhe dar novas ideias de aprendizado e se você enfrenta dificuldades nos estudos busque melhores técnicas para suplantar as dificuldades e encontrar um caminho para o sucesso.

Conclusão

Aprender é o processo de adquirir ou modificar conhecimentos, comportamentos , habilidades, valores ou preferências.
Já aprender a aprender tem como objetivo melhorar o desempenho (abrangência e intensidade) do aprendizado.
Aprender a aprender exige  mudança no processo de aprendizado : do  “professor transferir conhecimento”  para  o “aprendiz desenvolver conhecimento e habilidades via ferramentas cognitivas”, para desenvolver “habilidades cognitivas centrais”, como controle da atenção e observação, percepção, interpretação, organização, memorização, pensamento crítico, habilidades de pesquisa, gerenciamento de tempo, habilidades de comunicação, etc.
Aprender a Aprender usa ferramentas cognitivas para aumentar o desempenho processo de cognição, aprender mais significativamente, conectar o novo conhecimento com o conhecimento corrente e assumir a propriedade e construção do seu conhecimento.

Palavras chaves – aprender, aprender a aprender, cognição, processo, conhecimento, comportamento, habilidades, atenção, informação, ferramentas, organizar, gerenciar tempo, educar, autonomia, cérebro.

Teste seu Conhecimento sobre Aprender a Aprender

  1. Relembre esse bloco de aprendizado utilizando as palavras chaves listadas.
  2. O que é Aprender?
  3. O que é “aprender a aprender”?
  4. O que significa “aprendizado construtivista”?
  5. Qual a razão principal dos problemas de aprendizado?
  6. Porque aprender a aprender, nos dias de hoje?
  7. Como aprender a aprender?
  8. Quais as mudanças no processo de aprendizado  para aprender a aprrender?
  9. Porque aprender a aprender desenvolve o “autodidatismo”?
  10. Aprender a aprender permite aprender de forma mais “significativa” – o que isso significa?

Saiba mais. Processo EducacionalAprender a AprenderAprendizado e FerramentasCheck List para Aprender a AprenderPensamento Focado x DifusoConstrução de Blocos de InformaçãoFerramentas CognitivasMemórias de Trabalho e de Longo PrazoGerenciamento do Tempo de AprendizadoSono – o grande aliado do aprendizadoComo se tornar um especialistaAprendizado ConstrutivistaComo se tornar mais inteligente?Conceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasCheck list (CL)Check list – 5W2HMapa MentalMapa ConceitualMapas Conceituais e Ferramentas


 

 

 

 

 

 

 

 

Check List para Aprender a Aprender

Check list – Técnicas para Aprender a Aprender

  1. Aprender a aprender exige que você  entenda como o seu cérebro funciona, qual o papel da memória de curto e longo prazos, como reter o conhecimento na memória de longo prazo e acessar as informações lá contidas; como usar os modos de pensar focado e difuso para aumentar a sua criatividade e capacidade de resolver problemas; como explorar o conhecimento já adquirido (o seu expertise), para aprender coisas novas.
  2. Trabalhar com os dois modos de pensar: focado e difuso. Usar modo focado para criar e acessar padrões de pensamentos ou resolução de problemas familiares e o modo difuso para acessar novos modelos mentais e pensamentos que não conhecemos.
  3. Trabalhar o modo focado com o uso de ferramentas mentais – perguntas, palavras chave, solução de problemas, contação de histórias, mapas mentais, mapas conceituais, fórmulas,  check lists, roteiros e scripts, gráficos, imagens, ambiente colaborativo, base de dados, testes de conhecimento,
  4. Combinar várias técnicas para acessar o modo de pensar difuso. Relaxar e deixar a mente ficar livre para descobrir novos caminhos mentais e  redirecioná-la depois para o modo focado; usar a técnica pomodoro para gerenciar o seu tempo de aprendizado e permutar o modos de pensar, fazer pausas programadas;  programar o seu subconsciente para atuar durante o sono; fazer caminhadas,  meditar, praticar o aprendizado, usar seu expertise para aprender coisas novas, fazer anotações  e reflexões via mapas mentais (e mapas conceituais), dentre outras técnicas.
  5. Usar o seu expertise e a capacidade de resolver problemas em áreas do seu domínio e transferir para outros contextos, separar o essencial do marginal  e usar melhor a sua capacidade de abstração para resolver problemas de forma mais rápida e efetiva.
  6. Distribuir os estudos ao longo de vários dias e recuperar a informação cada retorno do estudo e tenha em mente que quanto maior for o seu esforço para lembrar, melhor será a fixação do aprendizado na memória de longo prazo.
  7. Adquirir horas de prática de aprendizado de forma deliberada. Praticar com consciência, planejar o seu aprendizado para executar, avaliar e ajustar  continuamente o que você faz e aprende; sempre definir objetivos de aprendizado; não se satisfazer com o atingimento de um nível mediano de conhecimento das coisas e ampliar os seus limites.
  8. Usar a “técnica pomodoro” para gerenciar o seu tempo. Usar um “timer” para dividir o trabalho em intervalos, tradicionalmente de 25 minutos de duração, separados por intervalos curtos de 5 minutos.
  9. Dormir bem para se livrar das toxinas que se acumular no seu cérebro quando você está acordado; não encare o sono como uma perda de tempo.
  10. Revisar o que quer aprender antes de uma sesta ou  antes de dormir à noite  para  aumentar a probabilidade de você sonhar sobre o assunto; use o sono para ser mais criativo e aprender mais rápido; você pode decidir sonhar sobre o assunto, fazer o seu sub-consciente trabalhar por você.e aumentar substancialmente sua capacidade para aprender.

Pensamento Focado x Difuso

O cérebro tem habilidades incríveis, pode trabalhar continuamente, mesmo você dormindo ou desligado de tudo!

Podemos resolver um problema difícil que estamos tratando há semanas num primeiro dia de férias, andando distraidamente à beira de uma praia, ou cantando em baixo de um chuveiro.

O nosso cérebro faz operações complexas o tempo todo, como pegar uma caneta, dançar, cantar, dirigir e assim por diante; são cálculos complexos que fazemos inconscientemente, sem perceber!

É importante entender os princípios de funcionamento do cérebro para você saber usá-lo melhor e aumentar o desempenho do seu aprendizado.

“Como utilizar melhor a sua capacidade cerebral para resolver problemas e criar coisas de forma consciente e deliberada”? Quais os métodos  e ferramentas que podem ser utilizados?

 

Os neurocientistas tiveram bastantes avanços no entendimento do cérebro e uma das descobertas são os  modos de pensar “focado e difuso”

Como funcionam os modos de pensar focado e difuso?

Os dois modos de pensamento do cérebro – focado e difuso – trabalham em perceria.  Modo focado – concentração da atenção, padrão de pensar eficiente para usar padrões de pensamento ou resolução de problemas familiares. Modo difuso – modo relaxado de repouso neural; visão panorâmica; permite fazer conexões inconscientemente e abordar conceitos novos.

  • O modo focado e o modo difuso são dois modos de pensar muito importantes para o aprendizado; o modo focado é o estado de atenção concentrada; o modo difuso é o estado de repouso ou mais relaxado; os dois trabalham em modos não simultâneos conscientemente, mas articulados.
  • O modo focado é essencial para a aprendizagem por envolver uma abordagem direta para a resolução de problemas; usa métodos racionais, sequenciais e analíticos; é ativado pela atenção concentrada; é como um feixe de luz concentrado de uma lanterna; o controle da atenção é o pilar desse modo; em contrapartida, o modo focado pode dificultar a solução de problemas novos ou complexos, criando um bloqueio para uma visão ou conexão mais ampla entre outros conceitos; o modo focado precisa ser “arejado” pelo modo difuso; no entanto, um dos erros mais comuns no aprendizado é dar demasiada ênfase e tempo para o modo focado e não deixar o modo difuso trabalhar e agregar valor.
  • O modo difuso  é pouco explorada no aprendizado; trabalha silenciosamente em segundo plano, “o tempo todo”; é essencial para a resolução de novos problemas e está associado à visão global ou visão de contexto ou visão de helicóptero;  quando você relaxa a sua mente e a deixa vagar, sonhar, contemplar, é possível “voar alto” e chegar em “mares nunca navegados” e encontrar “tesouros mentais” registrados na sua memória de longo prazo.
  • O foco é direcionar a atenção para balancear os modos de pensar; entender que a aprendizagem e a resolução de problemas envolvem uma sucessão de processamento neural, entre diferentes áreas e hemisférios do cérebro e a comutação entre os modos de pensar focado e difuso, quanto maior for a complexidade, maior será a quantidade necessária de comutações.
  • Explorando esse conhecimento do funcionamento dos modos cerebrais, uma estratégia eficiente para a solução de problemas é concentrar a sua atenção (modo focado) no problema por um período pré-determinado e depois, se não solucionado, desviar a atenção do problema, focar em outra coisa e deixar o modo difuso avaliar o problema de uma “forma mais difusa” e ampla, buscar atalhos ou formas mais criativas de resolver o problema;  quando você voltar para o problema no modo focado, o modo difuso pode “entregar de  bandeja” novos conceitos e caminhos para a solução do problema; ao repetir esse processo sucessivamente, para qualquer problema, é esperado chegarmos a solução de forma mais inteligente e rápida.
  • Quanto melhor você controlar o processo de aprendizado, os períodos dos modos focado e difuso, maior será a sinergia entre esses modos e maior será o seu desempenho; evitará gastar muito tempo com atenção focada num problema, perder tempo e desempenho, isso parece um paradoxo mas é assim que o cérebro funciona; o excesso do modo focado gera bloqueio, esgotamento e stress.
  • Diante disso, a gerência do tempo entre modos focado e difuso é fundamental para balancear a “mistura focado difuso”; neste particular, o problema da procrastinação, é particularmente importante pela sua frequência e impacto no desempenho do aprendizado; ao adiar algo que você poderia ter iniciado há muito tempo, você reduz de forma impactante o tempo de trabalho do pensamento difuso; deixar as coisas para serem tratadas na última hora, como estudar na véspera da prova, ou adiar uma análise de um problema complexo ou desagradável, pode não dar brecha para comutar do pensamento focado para o difuso na frequência e tempo adequados para você entender, compreender ou aprender; Pomodoro é uma técnica simples e largamente conhecida que ajuda no planejamento, execução, controle e ajustes do tempo e qualidade do aprendizado.

“Trabalhar no modo focado é como produzir tijolos e trabalhar no modo difuso é como juntar os tijolos com argamassa”.

-–

Como usar o modo focado de pensar?

O Modo Focado de Pensar é aquele que você normalmente está acostumado a usar para aprender ou compreender; ocorre quando você se concentra atentamente em algo; é o modo de pensar eficiente para usar padrões de pensamentos ou resolução de problemas familiares, mas pode dificultar acessar novos modelos mentais e pensamentos e até criar bloqueios –  o cérebro ou não conhece o padrão ou não sabe o caminho para acessá-los.

 

Como o Modo Difuso de pensar funciona?

Para muitos a alternância entre os modos focado e difuso é natural, quando se distraem por algum tempo – andar, tirar uma soneca, ir a academia … ou quando você permuta entre atividades que usam funções cerebrais diferentes.
O modo difuso de pensar você não está normalmente tão familiarizado em usá-lo para aprender.
É um modo mais relaxado, relacionado com um conjunto de estados de repouso neural.
Permite fazer conexões inconscientes em seu cérebro e abordar conceitos novos e abstratos em diferentes ângulos, perceber o todo de formas diferentes, identificar novos padrões de pensamento, resolver novos problemas, criar novos caminhos e conexões neurais.
Não é apropriado para resolver problemas ou compreender aspectos mais sofisticados de um conceito.

Como podemos acessar o modo difuso e realizar grandes coisas?

Para a sua mente entrar no modo difuso, identificar novos padrões e resolver novos problemas, você precisa relaxar e deixar  a mente ficar livre para descobrir novos caminhos mentais e depois redirecionar a sua mente para o modo focado.
A permuta entre os modos ajudará a aprender e resolver problemas de forma eficaz.
Para exercitar essa musculatura, você precisa:
  1. Exercitar continuamente a sua estrutura neural, criar novos caminhos e novas formas de pensar.
  2. Você não pode estar nos dois modos cerebrais ao mesmo tempo, de forma consciente.
  3. É necessário você alternar de um modo para outro várias vezes de forma consciente  e controlada.
  4. Transitar para o modo difuso e vice versa, ajuda a desvencilhar de bloqueios mentais e  permitir que o cérebro volte ao problema em diferentes perspectivas através do modo difuso de pensar.
  5. Independentemente do que você está praticando, quando você trabalha no modo focado,  há um ponto em que você chega ao final da sua base de conhecimento e compreensão corrente e fica “preso” (não evolui); quando você perceber que ficou preso, mude conscientemente para o modo difuso.
Você pode aumentar significantemente a sua capacidade de resolver problemas via conexão com informações e conceitos tanto existentes, quanto novos.

Como ativar “deliberadamente” o estado Difuso?

Existem muitas formas de ativar o modo difuso de forma deliberada, veja exemplos:

Caminhar. Estudos sobre os hábitos de inventores e inovadores mais conhecidos descobriram que todos eles tinham uma coisa em comum: faziam caminhadas. Se você quiser ajudar a ativar seu modo de pensamento difuso / inovador, comece a fazer mais caminhadas.

Fazer pausas. Se você está envolvido em um projeto que requer pensamento criativo ou solução inovadora de problemas, faça pausas e pare de pensar no que quer que esteja pensando; isso parece estranho, mas o que já se aprendeu sobre o nosso modo de pensar difuso, isso faz todo o sentido;  quando chegar a um ponto em que você não está mais progredindo no que você está trabalhando, faça uma pausa e mova-se para outra coisa, ou melhor ainda, ajuste seu temporizador por dez minutos, incline-se para trás e deixe sua mente sonhar acordada!

Meditar. Comece encontrando uma posição confortável, relaxe o seu corpo e configure um temporizador por um curto período de tempo. O objetivo aqui, é estar ciente dos pensamentos ou experiências que surgem e permanecer em um estado de atenção para eles; sem selecionar, julgar ou concentrar-se em qualquer pensamento, você se permite estar ciente das coisas em que sua mente está pulando; é uma prática de ser um observador e não um controlador de seus pensamentos; a ideia neste tipo de exercícios não é você encontrar uma ideia inovadora, mas fortalecer a sua capacidade  de permitir saltos de ideias e criar mais associações.

 

Outras formas de aceso ao modo difuso …

 

Academia

Esporte

Correr

Nadar

Dançar

Dirigir

Desenhar

Pintar

Tomar banho

Orar

Tocar uma música

Dormir

Jogar

Navegar na internet

Conversar

Ajudar

Ler

Enviar uma mensagem para um amigo

Assistir um filme

Como usar os modos de pensamento focado e difuso?

 

Aprender assuntos mais difíceis requer tempo e trocar várias vezes entre os dois modos de pensar para estabelecer conexões duradouras; esses dois modos de pensamento fundamentalmente diferentes são complementares em nosso esforço para aprender e entender novos conhecimentos:

 

Como preparar a mente para o aprendizado?

A forma de trabalhar articulada dos dois modos de pensar focado e difuso explicam boas práticas de aprendizado.

1. Primeiramente olhar numa visão panorâmica (visão de helicóptero) o assunto, a sequência de capítulos, seções, títulos, imagens, resumos nos finais e até as perguntas; tentar entender a ideia geral, concentrando pouca atenção;

2. Dar uma pausa e deixar o modo difuso preparar a sua mente e fará que o seu cérebro inicie o processo de conscientização e preparo para o aprendizado; criará ganchos mentais para pendurar seus pensamentos e entender os novos conceitos e blocos de informação.

3. Depois, voltar ao início e focar a sua atenção para cada componente do bloco de conhecimento.

 

Como evitar bloqueios mentais?

 

O modo focado pode ser um inimigo em muitas situações e nos “prender num conceito”, não evoluir e impedir que você veja a questão de outra forma; quando entramos nesse estado, devemos “comutar” para o estado difuso para sair do labirinto”

 

Técnica Pomodoro para evitar a procrastinação

 

Tirar uma soneca para acessar o modo difuso de pensar

 

Thomas Edison famoso por sua criatividade, aproveitava o modo difuso e usava a seguinte técnica: relaxava para tirar uma soneca, sentado com um rolamento de metal na mão; ao dormir o rolamento caia da sua mão numa frigideira ou chapa de metal que ele deixava no chão e o acordava com o barulho; ao acordar, ele aproveitava o estado difuso do despertar da soneca e anotava os fragmentos de pensamento que vinham na sua mente no modo difuso.

 

Dormir é uma boa forma de fazer seu cérebro pensar livremente sobre um problema que você quer resolver ou trabalhar de forma criativa; usa o modo difuso de pensar e atingir um nível de compreensão mais elevado.

 

O sono talvez seja o fator mais eficaz e importante para fazer o modo difuso enfrentar um problema difícil, de forma descontraída.

O modo difuso funciona como uma parada para restabelecer conexões e energias.

 

Dormir pensando no assunto dá ao cérebro tempo para resolver a tensão entre os modos focado e difuso que ocorre quando você está aprendendo novos conceitos e técnicas.

 

Construção de Blocos de Informação

O que é um Bloco?

São unidades de informação que tem significado como elemento unificador; são abstrações simplificadoras – siglas, ideias ou conceitos que isolam mentalmente um elemento ou uma propriedade de um todo, para considerar individualmente; do latim “abstracione”, que significa “separação”.

Para que serve o Bloco?

Agrupar as informações em blocos  ajuda o seu cérebro funcionar mais eficientemente; depois de um bloco criado para uma ideia ou conceito, você não precisa se lembrar de todos os detalhes subjacentes, já que a ideia principal, o bloco, é suficiente; permite aumentar a capacidade de concentração (focar a atenção).

Quais são os tipos de Bloco?

Blocos de Conceitos e Blocos de Procedimentos são lados da mesma moeda, trabalham de forma articulada e complementar.

Bloco de Conceito. Entender o contexto dos problemas; ganhar visão de helicóptero, visão de cima para baixo (top down); saber quando usar e não usar o aprendizado, ir além do como; identificar onde o bloco se encaixa; identificar erros; transferir conhecimento para resolver novos problemas;

Bloco de Procedimento. Resolver muitos problemas; aprender como um determinado procedimento funciona; visão de bloco; visão de baixo para cima (botom up); repetir procedimento; construir, fixar e fortalecer blocos na memória de longo prazo; construir trilhas para acessar os bloco quando necessário.

Como os blocos mentais são construídos?

Exemplo de Mapa Conceitual sobre Construção de Blocos. Um PROBLEMA de uma forma geral atrai a ATENÇÃO; a ATENÇÃO CONCENTRADA pode ou se fixar no problema, gerar bloqueio e não solucionar o problema ou pode gerar COMPREENSÃO da solução do problema; a compreensão não é suficiente para enraizar blocos de informação na sua memória de longo prazo e dar autonomia para que você possa usá-los em outras oportunidades – não foram estabelecidas conexões neurais suficientes; você só conseguirá fazer isso, ou seja, ir além do compreender e realmente APRENDER, se houver REPETIÇÃO ESPAÇADA da solução do problema; quanto  maior for a quantidade de repetições, maior será a ATENÇÃO CONCENTRADA, maior será a quantidade de CONEXÕES NEURAIS, maior será o enraizamento dos blocos, mais rápido, significativo e duradouro será o seu aprendizado.

A formulação de blocos é facilitada quando conhecemos a formulação do problema e o passo a passo da solução; problemas resolvidos facilitam entender, compreender, repetir, aprender, comunicar e ensinar um bloco de conhecimento.

Usar ferramentas para formar e fixar blocos de conhecimento não se trata de usar uma abordagem mecânica ou decorar uma receita de bolo; ao contrário, deve funcionar como um guia para ajudar a fixar caminhos e criar novos caminhos.

Ferramentas facilitam focar a atenção no problema, entender e compreender o problema e sua solução, repetir a solução, dar autonomia e desenvolver novos caminhos.

 

Quais são os 3 passos para a construção de blocos?

De uma forma geral são necessários no mínimo 3 passos para você formar um bloco

1º Passo – Concentrar a Atenção

Concentrar a sua atenção no bloco de informações que você deseja agrupar e afastar qualquer tipo de distração ou interrupção; o foco é formar novos padrões neurais e conectar com os padrões já existentes e espalhados em muitas áreas do cérebro.

2º Passo – Entender e Compreender

Entender a ideia básica do que você está tentando agrupar, seja ela o que for; sintetizar a essência – o que é importante; comutar tarefas e os pensamentos focado e difuso; a compreensão é como uma cola, que ajuda a manter os “traços de memória” subjacentes juntos e criar também traços de memória amplos e abrangentes, que se conectam a muitos outros traços de memória;

(No entanto, a compreensão não é suficiente para criar um bloco que você possa trazer a mente mais tarde; ainda falta conhecimentos mais sólidos ou enraizados)

3º passo – Repetir para Aprender

Após entender e compreender a solução do problema o próximo passo é repetir para enraizar e criar mais conexões; entender o contexto para saber quando aplicar o bloco; ir além do problema inicial; explicar como um novo bloco “se encaixa” no quadro global; a prática de ferramentas ajuda a ampliar a rede de neurônios, não só para enraizar um bloco como também possa ser acessado por vários caminhos diferentes.

… Observe que cada passo exige mais atenção, esforço, tempo e custo.

… Selecionar e priorizar o que aprender significa gestão, economia e desempenho

 

Quais são exemplos de etapas para construir e enraizar blocos?

Veja principais etapas para construir uma biblioteca com blocos sólidos e enraizados:

  1. Resolver um problema chave até o fim. Tenha a solução do problema, mas tente resolver sozinho sem consultar; consulte só em ultimo caso; siga todos os passos da solução.
  2. Repetir a solução do problema. Com atenção nos procedimentos chaves; a repetição é importante para o enraizamento.
  3. Fazer uma pausa. Fazer alguma coisa diferente; qualquer coisa, para dar tempo do seu modo difuso internalizar o problema.
  4. Antes de dormir trabalhe o problema mais uma vez (3ª repetição).
  5. Dormir. Deixar que o “pensamento difuso” trabalhe o problema durante o sono e encontre conceitos, caminhos,  atalhos, conectados ao problema e a solução.
  6. Fazer outra repetição de forma deliberada no dia seguinte. Tão logo possível, trabalhe o problema outra vez; você deverá resolver o problema mais rapidamente; a compreensão deverá ser mais profunda; nesse passo você pode dedicar menos esforço para à computação de cada passo; foque nas partes do problema que você considera mais difíceis – isso é chamado de prática deliberada; uma alternativa ou complemento é tentar resolver um problema semelhante. 
  7. Acrescentar um novo problema/bloco. Repita o procedimento do primeiro bloco; a solução para esse problema será o segundo bloco da sua biblioteca de blocos; repetir os passos de 1 a 5 para esse novo problema; quando estiver acabado esse problema, vá para outro; você observará que mesmo com poucos blocos a sua capacidade de resolver novos problemas aumentará significativamente. 
  8. Fazer repetições ativas. Rever mentalmente os passos de resolução dos problemas chave,  ao fazer alguma atividade física, esperando um ónibus ou uma reunião, ou qualquer situação que sobre um” tempinho” para isso.

Como resultado desse método repetitivo, você estará construindo e reforçando uma teia cada vez mais interligada de neurônios.

  • Essa técnica é muito mais poderosa do que simplesmente reler um bloco, no entanto exige muito mais esforço e tempo do que uma simples leitura.
  • Se você tiver com pouco tempo (que é a normalidade) use esta técnica em alguns problemas chave, de forma deliberada para acelerar e fortalecer a sua aprendizagem e suas habilidades para resolver problemas.
  • Não se sinta desmotivado pela quantidade de coisa que você precisa aprender; concentre-se no processo de formar bem um novo bloco.
  • Lance mão da “serendipidade” – o ato ou capacidade de descobrir coisas boas por acaso.

A construção de blocos para a resolução de problemas baseada na prática de recordação é uma das formas mais poderosas de aprendizado; e a medida que você pratica as coisas ficam mais fáceis e rápidas.

Quais os benefícios de uma biblioteca de blocos de conhecimento?

Quanto maior for a sua biblioteca de blocos de conceitos e soluções, você pode chegar mais facilmente à uma solução percebendo os sussurros do seu modo difuso de pensar:

  • Mais fácil será para você incluir um novo conceito, ou bloco ou resolver um problema, consultando as diferentes técnicas de solução.
  • O seu cérebro estará treinado para reconhecer e “resolver automaticamente” (inconsciente, espontaneamente e imediatamente) não apenas um problema específico, mas diferentes classes de problemas no entorno da sua memória.
  • Você será mais eficiente para a formação de novos blocos de conhecimento; o segundo bloco será mais fácil que o primeiro, o terceiro bloco mais que o segundo e assim por diante.

 

Há duas maneiras de resolver problemas; a primeira é via o pensamento focado – sequencial passo a passo; a segunda é via o pensamento difuso – intuitivo e holístico, que associa vários pensamentos focados, apraentemente sem relação entre si.

Os problemas mais difíceis, ou aqueles que você não está familiarizado, são mais facilmente resolvidos pelo modo difuso; mas devem ser cuidadosamente verificadas usando o modo difuso, já que nem sempre a intuição está correta.

O entendimento de uma forma geral não é suficiente para criar blocos, é necessário praticar; quando você se dedica a entender um determinado assunto, são criadas conexões entre traços de memória, ainda fracas; quando você pratica e vê o bloco em mais contextos ele fica mais forte na sua mente; quanto mais você pratica você “enraíza” o bloco, torna-lo sólido e inserido na memória de longo prazo.

Diante disso é importante na fase inicial do aprendizado, reforçar o padrão de aprendizado para que ele não desapareça da sua memória de longo prazo; a repetição espaçada é um método recomendado para fazer isso.

Outra coisa, você pode fixar um conceito errado ou usar um procedimento incorreto de resolução de problema mesmo chegando a resposta certa; por isso a conferência no modo focado é tão importante

 

O desafio de repetir e praticar é que isso pode ser enfadonho. No entanto não é possível aprender sem repetição.

 

Ambas as abordagens de formação de bloco de cima para baixo (contexto, ideia geral) e de baixo para cima (repetição de procedimento) são vitais para você se tornar um especialista.

O entendimento de uma forma geral não é suficiente para criar blocos, é necessário praticar; quando você se dedica a entender um determinado assunto, são criadas conexões entre traços de memória, ainda fracas; quando você pratica e vê o bloco em mais contextos ele fica mais forte na sua mente; quanto mais você pratica você “enraíza” o bloco, torna-lo sólido e inserido na memória de longo prazo.

Diante disso é importante na fase inicial do aprendizado, reforçar o padrão de aprendizado para que ele não desapareça da sua memória de longo prazo; a repetição espaçada é um método recomendado para fazer isso.

Outra coisa, você pode fixar um conceito errado ou usar um procedimento incorreto de resolução de problema mesmo chegando a resposta certa; por isso a conferência no modo focado é tão importante

 

O desafio de repetir e praticar é que isso pode ser enfadonho. No entanto não é possível aprender sem repetição.

 

Ambas as abordagens de formação de bloco de cima para baixo (contexto, ideia geral) e de baixo para cima (repetição de procedimento) são vitais para você se tornar um especialista.

 

 

  • Formar bloco significa integrar um conceito a um padrão neural de pensamento conectado.
  • Blocos aumentam a capacidade da memória de trabalho (curto prazo) disponível.
  • Biblioteca de blocos ajudam a aumentar a intuição na solução de problemas.
  • Quando formar blocos é muito importante se concentrar deliberadamente nos conceitos e aspectos mais difíceis da resolução dos problemas.
  • Lembrar da lei da serendipidade, os resultados começam a acontecer sem você esperar.

 

Palavras chaves

 

 

 

Passos para construir e enraizar um bloco

 

Veja as principais etapas para a construção de uma biblioteca com blocos sólidos e enraizados:

 

  1. Resolver um problema chave até o fim. Tenha a solução do problema, mas tente resolver sozinho sem consultar; consulte só em ultimo caso; siga todos os passos da solução.

 

  1. Repetir a solução do problema. Com atenção nos procedimentos chaves; a repetição é importante para o enraizamento.

 

  1. Fazer uma pausa. Fazer alguma coisa diferente; qualquer coisa, para dar tempo do seu modo difuso internalizar o problema.

 

  1. Antes de dormir trabalhe o problema mais uma vez (3ª repetição).

 

  1. Fazer outra repetição de forma deliberada No dia seguinte, tão logo possível trabalhe o problema outra vez; você deverá resolver o problema mais rapidamente; a compreensão deverá ser mais profunda; nesse passo você pode dedicar menos esforço para à computação de cada passo; foque nas partes do problema que você considera mais difíceis – isso é chamado de prática deliberada; uma alternativa ou complemento é tentar resolver um problema semelhante.

 

  1. Acrescentar um novo problema. Repita o procedimento do primeiro bloco; a solução para esse problema será o segundo bloco da sua biblioteca de blocos; repetir os passos de 1 a 5 para esse novo problema; quando estiver acabado esse problema, vá para outro; você observará que mesmo com poucos blocos a sua capacidade de resolver novos problemas aumentará.

 

  1. Fazer repetições ativas. Rever mentalmente os passos dos problemas – chave ao fazer alguma atividade física, esperando um ónibus ou uma reunião, ou qualquer situação que sobre um” tempinho” para isso.

 

Como resultado desse método repetitivo, você estará construindo e reforçando uma teia cada vez mais interligada de neurônios.

 

  • Essa técnica é muito mais poderosa do que simplesmente reler um bloco.
  • Se você estiver com pouco tempo (que é a normalidade) use esta técnica em alguns problemas chave, de forma deliberada para acelerar e fortalecer a sua aprendizagem e suas habilidades para resolver problemas.
  • Não se sinta desmotivado pela quantidade de coisa que você precisa aprender; concentre-se em formar bem um novo bloco.
  • Lance mão da serendipidade” – o ato ou capacidade de descobrir coisas boas por acaso.

 

A construção de blocos para a resolução de problemas baseada na prática de recordação é uma das formas mais poderosas de aprendizado; e a medida que você pratica as coisas ficam mais fáceis e rápidas.

 

 

Observações

 

  • Assimilar novos conhecimentos leva tempo.
  • Terão momentos que você achará que não evoluiu na sua compreensão.
  • Isso é natural; é devido ao reexame do cérebro sobre o material.
  • No final desses períodos você perceberá os avanços e que o esforço vale à pena.
  • A organização do estudo é também muito importante; organize seus problemas e soluções para poder encontrar e rever rapidamente.
  • Escrever a solução à mão é uma boa prática para guardar na memória o que você escreveu.
  • Crie um repositório de blocos com uma lista de blocos, com a formulação de problemas e suas soluções.
  • Esse blocos podem ser construídos de várias formas, usando diferentes ferramentas cognitivas, blocos de conceitos, blocos de procedimentos, palavras chave, mnemonicos, solução de problemas, fórmulas, contação de histórias, mapas mentais, mapas conceituais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quais são as ferramentas para construção de Blocos

Veja uma lista de ferramentas utilizadas para a formação de “blocos mentais”:

  • Solução Passo a Passo
  • Palavras chaves – VALOR, BENEFÍCIO, CUSTO, RISCO
  • Formulação de Perguntas
  • Contar história
  • Fórmulas
  • Mapas Mentais e Conceituais

Para facilitar o entendimento e comparação dessas ferramentas de construção de blocos, imagine o seguinte bloco: “JUSTIFICAR O VALOR DA SUA SOLUÇÃO”, ou seja como justificar o valor da sua solução?

Solução passo a passo

  1. Formular problemas e apresentar solução passo a passo é uma forma clássica de formação de blocos e aprendizado.
  2. Acelera o seu entendimento e compreensão; identifica conceitos e procedimentos que devem ser repetidos.
  3. Facilita repetir a solução até conseguir fazer sozinho e aprender.
  4. Ajuda a comunicar o aprendizado.
  5. Ajuda a ensinar o aprendizado.

Exemplo de Solução passo a passo:

  1. Investigar os BENEFÍCIOS ESPERADOS (B).
  2. Identificar todos os CUSTOS da solução [(planejamento, implantação, uso, descarte).
  3. Identificar os RISCOS atrelados aos benefícios e custos.
  4. Racionalizar o VALOR via a FÓRMULA  Valor = Benefícios / (Custos x Riscos).
  5. Apresentar RESULTADOS via indicadores financeiros – ROI, pay back, valor presente líquido, custo de oportunidade.
  6. Garantir que os passos anteriores fatos e dados e declarações do potencial comprador

 

Saiba mais sobre Justificar Valor da sua solução

 

A “formulação de problema e solução passo a  passo” é uma excelente ferramenta para formar blocos (conceituais e de procedimentos) ; funcionam como gatilhos mentais; criam trilhas mentais; ajudam a determinar a relação entre problemas secundários e a raiz de um problema; trilhas neurais criadas pela repetição de perguntas contribuem para formar blocos de aprendizado.

 

Por exemplo: Qual o VALOR da solução?

Bloco de Aprendizado com formulação de perguntas:

  1. Você identificou a situação, problema, implicação e criou uma imagem de solução forte e compartilhada com ele?
  2. Depois disso, você apresentou a sua solução como sob medida para ele?
  3. Qual a PERCEPÇÃO de BENEFÍCIO que ele teve?
  4. Qual a percepção de AUMENTO DE RECEITA nas suas operações?
  5. Qual a percepção de REDUÇÃO DE CUSTOS nas suas operações?
  6. Quais os possíveis RISCOS percebidos nessas avaliações, que forma percebidos?
  7. Qual o CUSTO da sua solução?
  8. Qual o valor da solução na perspectiva do potencial comprador, considerando a fórmula de valor: VALOR = BENEFÍCIOS/ (CUSTOS x RISCOS)
  1. Contar histórias. Da mesma forma que as perguntas, é uma ferramenta para facilitar educar e aprender, usa roteiro, imagens, imaginação; vivencia ou quase experimenta alguma coisa; “empacota e concatena” vários conceitos, personas, situações, problemas, implicações e soluções, numa narrativa “conveniente”, que atraia e mantenha a atenção do comprador ou do interlocutor, sobre um determinado tema, como aprender, comprar, vender, superar obstáculos, ser mais eficiente, ser mais feliz, e assim por diante; uma boa história faz a pessoa se levantar da cadeira e se interessar pela compra!

Por exemplo: Qual o valor da Solução?

História de sucesso: “ … Um cliente numa SITUAÇÃO, parecida com a sua tinha PROBLEMAS, investigamos juntos as CAUSAS E EFEITOS e com a nossa ajuda ele vislumbrou a sua  IMAGEM DE SOLUÇÃO; na sequência costuramos  uma SOLUÇÃO SOB MEDIDA para a sua empresa que atendia completamente a sua imagem de solução; os RESULTADOS foram expressos com ganhos nos seguintes indicadores: ROI, payback, valor presente e custo de oportunidade,

  1. Palavras chave. São unidades conceituais formadoras de blocos conceituais de aprendizado; utilizadas para indexar, ordenar, servir como unidade de busca para as pesquisas na Internet; todas as outras ferramentas, como perguntas, histórias, mapas, formulas são representados ou definidos por palavras chave. Por exemplo; o conceito valor pode ser conceituado como “ponderação” entre “benefícios”, “custos” e “riscos”.
  2. Fórmulas. São também ótimas ferramentas para formar blocos de aprendizado; são lógicas, analíticas e memoráveis. Por exemplo, podemos racionalizar o Valor como: Valor = Benefício/ (Custos x Riscos); como pode ser observado, uma fórmulas acrescenta mais informações do que as palavras chaves (ou variáveis) , explicitam a relação de compromisso (tradeoffs) entre elas, agregam mais significado, permite fazer inferências e fazer reflexões mais profundas.
  3. Mapas Mentais e Conceituais. Tanto o mapa mental, quanto o mapa conceitual, são ferramentas que “ turbinam” o aprendizado pelo fato de definirem claramente todos os conceitos e relacionamentos do bloco de aprendizado, exigem a sua atenção e ação direta para traduzir o problema ou assunto na linguagem gráfica dos mapas – é necessário você primeiro entender para fazer o mapa; você torna-se um agente mais ativo no processo de aprendizado; depois, avaliando o mapa nas suas várias perspectivas, permitirá você vislumbrar novas relações e conceitos; O formato gráfico e organizado dos mapas, é muito mais eficiente para o cérebro registrar, relembrar, entender, compreender, aprender, comunicar e ensinar, do que o método tradicional ou textual; geram mais autonomia para aprender e multiplicar o aprendizado.

Memória de Trabalho e de Longo Prazo

A memória humana é capaz de realizar grande variedade de operações, identificar e classificar sons, sinais, cheiros, gostos e sensações. Também permite reter e manipular informações que adquirimos durante nossa vida.

Podemos “simplificadamente” explicar o funcionamento do sistema de memória do ser humano como sendo composto de memória de trabalho (ou curto prazo) e memória de longo prazo.

  • A memória de trabalho é sempre utilizada quando precisamos compreender alguma coisa, conectar conceitosresolver um problema; uma analogia pode ser feita com a memória principal do computador.
  • A memória de longo prazo possui uma enorme capacidade de armazenamento para registro de tudo que nos acontece, experiências, equações, aprendizadotudo; uma analogia pode ser feita com a memória secundária do computador.
  • Essas duas memórias são conectadas e trabalham de forma articulada; no nosso processo de aprendizado é necessário transferir informações da memória de longo prazo para a memória de trabalho e vice versa.
  • Considerando que a memória de trabalho é pequena, não trata mais do que 4 itens de memória, é necessário “criar ganchos mentais” para acessar informações e resolver problemas.
  • Não basta ler as soluções, você precisa se apropriar da solução; costurar os conceitos da solução na sua mente; formar trilhas para acessar os blocos.
  • Exemplos de ganchos são: palavras chaves, fórmulas, perguntas, imagens, símbolo, gestos, que permitem liberar a memória de curto prazo para processar outras informações.
  • Todo um bloco, e ele pode ser grande, pode ser representado por apenas uma posição na  memória de curto prazo; isso gera economia (controle, visão do todo, organização).

Como reter as informações e aprendizado na memória de longo prazo?

Pesquisas demonstram que precisamos revisitar várias vezes as informações transferidas da memória de trabalho para a memória de longo prazo para que possamos recuperá-las depois.

  • Por exemplo, nas primeiras 48 horas (2 dias), uma pessoa normal esquece cerca de 70% do conteúdo estudado e armazenado na memória de longo prazo; depois, o esquecimento ocorre de forma mais lenta e gradativa, chegando a 80% ou mais em um período de 30 dias.
  • No entanto, se revisitarmos o conteúdo estudado, por exemplo na forma de teste ou via anotações não lineares (por exemplo, mapas mentais e mapas conceituais) em períodos específicos e cada vez mais espaçados de tempo, é possível interromper a curva de esquecimento.
  • Para transferirmos informações da memória de curto prazo para a memória de longo prazo e recuperá-las quando necessário, é necessário tempo e prática; uma forma de fazer isso é usar a técnica de “repetição espaçada” – repetir o que você deseja reter (palavra, problemaconceito, etc) de forma espaçada, por alguns dias.

Porque a repetição é uma boa prática para gravar o aprendizado na memória de longo prazo?

A “Repetição Espaçada” constrói estruturas neurais mais fortes ao repeti-las ao longo de vários dias. Prolongar a prática de repetir o que você deseja reter por alguns dias faz a diferença.

Experiências demonstram que a prática de repetição espaçada por alguns dias é muito mais efetiva do que se você repetir várias vezes durante um único dia – você pode constatar isso quando deixamos para estudar apenas na véspera das provas e poucos dias depois já esquecemos tudo.

Gerenciamento do Tempo de Aprendizado

Como gerenciar o seu tempo de aprendizado?

A “Técnica Pomodoro” ensina você a trabalhar com o tempo, em vez de lutar contra ele – é um sistema de gerenciamento de tempo:

  • Usa um “timer” para dividir o trabalho em intervalos, tradicionalmente de 25 minutos de duração, separados por intervalos curtos (por exemplo de 5 minutos).
  • Cada intervalo é conhecido como um pomodoro  (tomate em italiano). Ver figura.

A técnica Pomodoro pode ser dividida em 6 etapas:

  1. Decida a tarefa a ser executada – algo que merece toda a sua atenção.
  2. Defina o temporizador pomodoro por  25 minutos sem interrupção.
  3. Trabalhe na tarefa. Se perceber wqque precisa fazer outra coisa, anote numa numa folha de papel.
  4. Interrompa o trabalho quando o temporizador tocar e anote a realização da tarefa.
  5. Faça um intervalo de 3 a 5 minutos nos 3 primeiros blocos de tarefas – respire, medite, pegue uma xícara de café, faça uma curta caminhada ou faça outra coisa relaxante (ou seja, não relacionada ao trabalho). Seu cérebro vai agradecer mais tarde.
  6. Depois de quatro pomodoros, faça uma pausa mais longa (15 a 30 minutos) – Depois de completar quatro pomodoros, você pode fazer uma pausa mais longa. 20 minutos é bom. Ou 30. Seu cérebro usará esse tempo para assimilar novas informações e descansar antes da próxima rodada de Pomodoros.

Quais os benefícios da técnica Pomodoro?

  • Descobrir quanto esforço uma atividade requer – sua folha de tarefas do Pomodoro é uma visão geral do tempo que você gastou em várias tarefas.
  • Reduza as interrupções – você aprenderá a lidar com a inevitável interrupção enquanto permanece concentrado na tarefa.
  • Estimar o esforço para atividades – uma vez que você tenha aprendido a técnica, você poderá prever com precisão quantos Pomodoros serão necessários para realizar as próximas tarefas.
  • Torne o Pomodoro mais eficaz – uma vez que os contornos do Pomodoro são definidos, o que você faz dentro deles pode ser ajustado para maximizar a eficiência; uma maneira de tornar um Pomodoro mais eficaz é usar os primeiros minutos para revisar o que você fez antes. 
  • Configurar um horário estabelece um limite, motivando você a concluir uma tarefa dentro do período de tempo definido. Ele também delineia seu tempo de trabalho a partir do seu tempo livre;
  • Definir seus próprios objetivos – a ferramenta pode ser usada para você avaliar o tempo gasto nas suas várias atividades e ajustá-los para alcançar seus objetivos.

Sono – o grande aliado do aprendizado

Por que o sono é um grande aliado do aprendizado?

  • Quando estamos acordados criamos produtos tóxicos no nosso cérebro, que funcionam como veneno.
  • O cérebro se livra desse tipo de veneno através do sono, que lava as toxinas.
  • O sono que muitas vezes parece uma perda de tempo, é na realidade uma forma do cérebro se manter limpo e saudável.
  • A falta de um bom sono pode desencadear uma série de problemas e doenças, como dores de cabeça, depressão e assim por diante.

Dormir faz mais do que limpar toxinas no cérebro, é uma parte importante da nossa memória

  • Estudos apontam que durante o sono o cérebro arruma as ideias e conceitos do seu pensamento, descarta coisas não importantes e fortalece as áreas que você necessita ou quer lembrar.
  • Ajuda a resolver problemas difíceis e compreender o que você está tentando aprender.
  • Ativa o seu “eu consciente” e facilita o intercâmbio entre áreas cerebrais para encontrar soluções neurais para a tarefa de aprendizagem, enquanto você dorme.

Se você revisar o que quer aprender antes de uma sesta ou  dormir à noite, aumentará a probabilidade de você sonhar sobre o assunto.

  • Focar no problema antes de dormir. Provavelmente, a melhor maneira de utilizar o modo difuso é trabalhar um pouco sobre o material ou problema antes de ir dormir.
  • Programar o subconsciente para resolver  problema. Se programarmos o nosso subconsciente antes de dormir,  o cérebro irá processar a informação durante o sono e você poderá acordar com compreensão recém-descoberta sobre o assunto; para usar esse tempo de forma eficaz, faça uma pergunta específica para o seu cérebro se preparar enquanto você vai dormir a cada noite; ao fazer isso, você estará deliberadamente guiando seu cérebro para encontrar associações e conexões na direção desejada
  • Aproveitar o modo difuso ao acordar. Os períodos  de tempo quando estamos meio adormecidos e meio acordados são onde o pensamento focalizado está em pausa e o pensamento difuso domina; quando você acordar, passe os primeiros cinco minutos anotando; capture todos os primeiros pensamentos, ideias que chegam até você; foi assim que inventores ou pessoas de feitos famosos conseguiram seus objetivos.

 –

Palavras chaves – aprender a aprender, aprender ativamente, funcionamento do cérebro, estratégia de aprendizado, pensamento focado, pensamento difuso, especialista, resolução de problemas, reter conhecimento, memória de curto prazo, memória de trabalho, memória de longo prazo, repetição espaçada, mapa mental, mapa conceitual, relembrar, técnica Pomodoro, gerenciamento de tempo de aprendizado, processo de aprendizado, revisar, dormir, acordar

Teste seu Conhecimento sobre Respiração

  1. O que é Aprender?
  2. O que é Aprender a Aprender?
  3. Por que Aprender a Aprender?
  4. Qual a principal razão dos problemas de aprendizado?
  5. Como funciona os modos de pensar focado e difuso?
  6. Como acessar o modo difuso e realizar grandes coisas?
  7. Como usar o seu conhecimento e expertise para aprender coisas novas?
  8. Como se tornar um especialista e usar esse conhecimento para aprender a aprender e aumentar a eficiência do aprendizado?
  9. Como as memórias de curto e longo prazo se articulam?
  10. Como usar a técnica de “Repetição Espaçada” para reter o aprendizado na memória de longo prazo e aprender?
  11. Porque a repetição é uma boa prática para gravar o aprendizado na memória de longo prazo?
  12. Como expandir o conhecimento e aprender mais rápido com “Mapas Mentais”?
  13. Por que os mapas mentais  geram mais eficiência no processo de aprendizado?
  14. Qual a importância de ler e relembrar o que foi lido?
  15. Como gerenciar o seu tempo de aprendizado e evitar a procrastinação?
  16. Quais são as etapas da técnica Pomodoro para administrar o aprendizado?
  17. Quais os benefícios de aplicar a técnica Pomodoro?
  18. Por que o sono é um grande aliado do aprendizado?
  19. Como sonhar com um assunto e resolver problemas durante o sono?
  20. Resuma as boas práticas para aprender a aprender descritas.

Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


Como se tornar um especialista?

Especialista é um indivíduo que possui habilidades ou conhecimentos especiais ou excepcionais em determinada prática, atividade ou profissão.

Para sermos um especialista, precisamos saber resolver problemas de forma rápida e criativa; isso é possível devido à grande quantidade de informações e conexões entre essas informações; pessoas normais, ou não especialistas, têm menos informações e principalmente menos conexões neurais.

Pesquisas mostram que a principal característica de um especialista não é inteligência nem talento natural e sim muitas horas de trabalho e “prática deliberada”; Estima-se 10 mil horas de trabalho para habilidades complexas como tocar um violino magnificamente, ser um mestre de xadrez e assim por diante; mas, nem todas habilidades precisam de tantas horas e podem ser adquiridas bem mais rapidamente com métodos e ferramentas.

Quando você é uma especialista, o exercício da prática continuada, gera muitas informações interconectadas na sua  memória de longo prazo.

  • Transferir conhecimentos de um contexto para outro contexto.
  • Separar o essencial do marginal para resolver entender e resolver problemas de forma mais rápida.
  • Capacidade de abstração – processo de pensamento que usa a estratégia de simplificação.

Como ilustrado na figura, um especialista tem muito mais informações e conexões, e principalmente as conexões permitem identificar vários caminhos e aprender de forma mais eficiente e diferente de um amador (ou novato) devido a estrutura mental mais robusta; um novato ou amador não tem a mesma habilidade de um especialista devido a estrutura cerebral.

Como se tornar um especialista?

A resposta é adquirir horas de prática de forma deliberada; ou seja praticar com consciênciaplanejar, executar, avaliar e ajustar  continuamente o que fazemos e aprendemos, para melhorar aquilo que está se praticando; definir um objetivo de aprendizado, não se satisfazer com o atingimento de um nível mediano de conhecimento das coisas e ampliar os seus limites de forma deliberada.

Como se tornar mais inteligente?

Para ser mais inteligente; ter mais cultura e criatividade, você precisa saber o porque, quando, como, quanto estudar; não estudar como muitos para passar nas provas; direcionar a sua energia na direção certa; estudar melhor e não em maior quantidade; se diferenciar.

Quando estudar?

A aula do dia deve ser estudada no mesmo dia; o melhor momento é imediatamente após a aula; em pequenas doses.

As pessoas mais inteligentes são as que têm mais sucesso?
Resposta: Não necessariamente; a principal causa está no melhor uso do cérebro.
É eficiente estudar antes de dormir?
Resposta: Sim! Dessa forma “avisamos” ao cérebro que aquele assunto foi alvo de atenção, é importante e não deve ser apagado pelo cérebro durante o sono.
Se você assistir uma aula pela manhã, qual o momento de estudá-la?
Resposta: À tarde (e não no outro dia); se assistir a aula à tarde deverá estudá-la à noite e se assistir à noite, deverá estudá-la antes de dormir. De uma forma geral sempre estudar a aula no mesmo dia de que a assistiu.
Qual o benefício de estudar no mesmo dia em que assistiu uma aula?
Resposta: Ela ficará gravada na sua mente de longo prazo! No entanto, é necessário relembrar o aprendizado ao longo do tempo.
O que deve ser feito em termos de frequência de estudo?
Resposta: Estudar pouco, mas todo dia!
Existe um dia no qual nunca você deve estudar?
Resposta: Sim! Na véspera de uma prova.

Quanto estudar?

Devemos estudar pouco e sempre!

Quanto é esse pouco?
Resposta: você é que deve descobrir, ao longo do tempo, avaliando os resultados.
Como escolher o que estudar?
Resposta: ter cuidado com as armadilhas criadas por você mesmo, já que nós temos a tendência de deixar de lado justamente aquilo que temos mais dificuldades; tomar cuidado para não focar sempre no que já sabemos e procrastinar aquilo que temos deficiência.
Quais as células no cérebro responsáveis por reter o conhecimento?
Resposta: os neurônios via conexões com outros neurônios chamadas de sinapses; quando os neurônios são utilizados intensamente, podem se esgotar em 30 a 40 minutos; para que possam continuar desempenhando o seu papel e necessário tempo para recompor.
Quando podemos saber quando os nossos neurônios estão esgotados?
Resposta: por exemplo quando lemos um texto e não conseguimos concentrar a atenção e desviamos para um pensamento em paralelo e continuamos lendo e esquecemos o que acabamos de ler.
Quanto tempo devemos descansar para recompor os neurônios?
Resposta: Estudar por um período de 30 minutos e dar um intervalo de 10 minutos (ver técnica pomodoro); mas não utilize durante esse intervalo nenhum equipamento com tela, tipo TV, videogame, computador ou smartphone.
Podemos estudar e descansar em períodos de tempo diferentes?
Resposta: sim! mas não mais que 50 minutos e 20 minutos, respectivamente; não passe disso.
Na aula você aprende?
Resposta: Na aula você não aprende … na aula você entende; na verdade você aprende quando está sozinho! lembre do ditado chinês: “Quando você vir um homem com fome, não lhe dê um peixe … ensine-o a pescar.
Qual o período de tempo mais importante para o aprendizado?
Resposta: o que você passa estudando sozinho.

Como estudar?

Aprendendo a ser um autodidata; além de saber quando e quanto estudar, saber como estudar; o estudo deve ocorrer entre a aula e o sono noturno.

Como deve ser o local de estudo?
Resposta: você deve estar num lugar sossegado, confortável e que permita concentração.
Você pode estudar escutando música?
Resposta: pode, mas com ressalvas; o nosso cérebro usa “processamento paralelo”; várias partes do cérebro conseguem realizar tarefas diferentes ao mesmo tempo (por exemplo, dirigir, mascar chiclete, escutar um som e conversar ao mesmo tempo); cada uma das metades do cérebro do ser humano (hemisférios cerebrais) são especializadas para fazer atividades específicas; do lado direito temos os módulos cognitivos ; 1) linguístico e 2) lógico matemático, no lado esquerdo os módulos 3) musical e 4) espacial; nós para estudarmos as matérias escolares usamos mais os módulos 1, 2 e 4; se você estudar escutando música instrumental (num idioma que você não entenda), não apenas o módulo 3 não interferirá, como ajudará a abafar outros ruídos do meio ambiente que podem atrapalhar a sua concentração; mas se for num idioma que você entenda, haverá uma interferência da letra da música no seu módulo 1 e distrairá a sua atenção.
Como usar os sentidos para aprender?
Resposta: utilize todos os sentidos; se você ouve você esquece; se você vê, você entende, se você faz você aprende! Não adianta ler um livro de forma passiva e fazer marcações em alguns trechos mais interessantes; tente descobrir as questões mais importantes e escreva-os numa folha de papel; o ato de escrever ajuda na fixação; o papel pode ser jogado no lixo na sequência, já que o mais importante não é o que está gravado nele e sim na sua mente; o que importa é o ato de escrever e não o que está escrito.
Qual a matéria mais fácil de aprender?
Resposta: matemática; isso ilustra a diferença entre entender e aprender; matemática é mais difícil de se entender, mas é mais fácil de prender; uma vez entendida, se torna fácil de ser aprendida! Estudar matemática é fazer, fazer e fazer.
Qual a diferença entre entender e aprender?
Resposta: durante as aulas normalmente você ouve e vê e pouco faz; isso significa que durante as aulas, se muito, você entende; depois no estudo, você tem a chance de fazer (resolver problemas, elaborar um resumo de um texto, escrever e desenhar); é no momento do estudo que você aprende.
Qual o papel do bom professor?
Resposta: o bom professor dá aula para fazer o aluno a entender e gostar do que está sendo apresentado.
Qual o único professor capaz de fazer um aluno aprender?
Resposta: o próprio aluno.
O que significa ser um autodidata?
Resposta: ser professor de si mesmo; assistir as aulas para entender e estudar para aprender de verdade;  desenvolver a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas; direcionar o seu esforço particular para desenvolver caminhos, métodos, ferramentas cognitivas para a sua aprendizagem continuada; o autodidatismo é alvo de estudos acadêmicos, devido especialmente a expansão de sistemas educacionais on-line.

Como se tornar mais inteligente?

O que é inteligência?
Resposta: é a qualidade do nosso cérebro de descobrir regras (uma das definições); que não são necessariamente sequências numéricas; a inteligência são de vários tipos ou módulos cognitivos.
Quais são os módulos cognitivos que compõem a inteligência humana?
Resposta: Linguística para permitir a transmissão e recepção da palavra; Lógico-matemática – para permitir relações de causa e efeito; Musical – capacidade de produzir boa música, tocando, cantando ou escutando (talento se aprende, incluindo  musical); Espacial – capacidade de se orientar no espaço, ler uma planta, um mapa; Psicocinética – dominar o próprio corpo e seus movimentos; Interpessoal – capacidade de se relacionar com outras pessoas; Intrapessoal – conhecer a si próprio, para cada vez mais se desenvolver;
Quais os módulos cognitivos que você deve desenvolver?
Resposta: todas as facetas da sua inteligência, sem deixar nada de lado; por isso a capacidade de auto análise seja, talvez, a mais importante, pois desencadeia a melhoria das outras inteligências.
Qual o benefício da autoanálise?
Resposta: tomar consciência dos seus pontos fortes e fracos (autoconsciência); planejar ações para fortalecer os pontos fortes e reduzir ou eliminar os pontos fracos.
Qual a diferença entre conhecimento e inteligência?
Resposta: conhecimento é informação ou noção adquiridos pelo estudo ou pela experiência e inteligência é a capacidade de criar produtos ou serviços significativos em uma ou várias áreas do conhecimento; ou seja inteligência vale mais que conhecimento; o que vale não é a quantidade de conhecimento que temos, mas o que somos capazes de fazer com o pouco de conhecimento; não basta conquistar a sabedoria, mas é preciso saber usá-la; não adianta você ter conhecimento sem ter inteligência.
Qual a vantagem de você acreditar em você e na sua capacidade de ganhar inteligência?
Resposta: Acreditar que existem falhas mentais e que é possível eliminá-las; qualquer pessoa neurologicamente saudável é capaz de desenvolver qualquer tipo de habilidade;
Quais as principal limitações para ganhar mais inteligência?
Resposta: as limitações autoimpostas (exemplo: jamais conseguirei fazer isso … um burro sempre será um burro … os seus esforços não levarão a nada …); o seu cérebro é capaz de qualquer coisa, é só você querer; o seu raciocínio sempre poderá ser mais rápido, ágil e criativo.
Como evitar a burrice e ganhar mais inteligência?
Resposta: evitar coisas que além de não estimular a inteligência, a enfraquecem, tais como: 1) drogas, que além de de reduzirem a rapidez e lucidez de raciocínio, produzem danos permanentes e deficiências neurológicas irreversíveis; 2) televisão, que substitui a leitura, já que muito mais fácil ligar a TV do que abrir um livro e desenvolve analfabetos funcionais (aquele que consegue transformar letras em som, mas não em ideias); 3) internet, que embora abra um fenomenal leque de oportunidades  de pesquisa, cruzamento de informações e troca de conhecimento, permite que pessoas com o mínimo de inteligência e curiosidade a usem para fofocar, copiar trabalhos elaborados por outros, sem se dar ao trabalho de lê-los completamente ou agregar valor, além disso, a internet, em particular, as redes sociais podem viciar como drogas químicas;
Qual o papel da escola para a sua inteligência?
Resposta: para se tornar mais inteligente e não para obter um diploma; estudar para aprender; Como criar o hábito de estudar pouco, mas todo o dia; aprender a se organizar e aplicar métodos; lembrar que durante a aula você deve entender e que depois sozinho aprender;
Porque os desafios são muito importantes para ganhar inteligência?
Resposta: Porque o cérebro tal como o corpo, precisa praticar esporte; precisa fazer ginástica mental; palavras cruzadas, quebra cabeças, charadas, problemas de matemática, são exemplos de ferramentas para desenvolver “musculação mental”;
Porque a leitura é outro instrumento importante para ganhar inteligência?
Resposta: na realidade a leitura está inserida na classe de desafios; escolha uma boa leitura para você, aquela que lhe dê prazer; a leitura é uma boa forma de lazer; quando lemos um livro, criamos o nosso próprio filme e de forma muito mais criativa do que qualquer filme criado para obter bilheteria; ouvir rádio e ler livros exercita a imaginação;ao passo que a TV reduz a imaginação já que a imagem já vem pronta.
Porque a fala é também um excelente instrumento para ganhar a inteligência?
Resposta: Na realidade o homem pensa porque fala; é o ato de falar, ou a capacidade de concatenar símbolos para se comunicar que faz o ser humano concatenar o raciocínio.

Por que estudar?

  • Para ser mais inteligente.

Quando estudar?

  1. A aula do dia deve ser estudada no mesmo dia; o melhor momento é imediatamente após a aula em pequenas doses; o estudo deve ocorrer entre a aula e o sono noturno.
  2. É eficiente estudar antes de dormir para o subconsciente trabalhar por você..
  3. Sempre procurar estudar a aula no mesmo dia em que a assistiu, para facilitar gravar na sua mente de longo prazo.
  4. Em termos de frequência de estudo, você deve estudar pouco, em intervalo e todo dia.
  5. Nunca postergar o estudo para a véspera da prova.

Quanto estudar?

  1. Pouco e sempre; calibrar o quão pouco ao longo do tempo.
  2. Não focar sempre no que já sabe e procrastinar aquilo que não sabe ou tem dificuldade de estudar.
  3. Não sobrecarregar os neurônios com longos períodos de estudo sem intervalo (30 a 40 minutos).
  4. Parar o estudo quando perceber dificuldade de atenção e pensamentos paralelos.
  5. Atentar que na aula você entende e sozinho você aprende.

Como estudar?

  1. Aprender a ser autodidata, um professor de si mesmo; o único professor capaz de fazer um aluno aprender é o próprio aluno.
  2. Procurar lugares sossegados, confortáveis e que permitam a concentração.
  3. Utilizar todos os sentidos; se você ouve você esquece; se você vê, você entende, se você faz você aprende.
  4. Tentar descobrir as questões mais importantes que resumem o aprendizado.
  5. Escrever para gravar o aprendizado na sua mente.
  6. Durante as aulas se concentrar em entender.
  7. Durante os seus estudos, se concentrar em fazer (resolver problemas, resumir, escrever e desenhar) para aprender.
  8. O bom professor dá aula para fazer o aluno  entender e gostar do que está sendo apresentado.

Como aumentar a sua inteligência?

  1. Se conscientizar que a inteligência é a qualidade do nosso cérebro de descobrir regras.
  2. Usar todos os módulos cognitivos da sua inteligência – linguística, lógica matemática, musicalidade, raciocínio espacial; psicocinética, interpessoal, intrapessoal.
  3. Fazer auto-análise para desenvolver a autoconsciência das suas forças e fraquezas; planejar ações para aumentar as forças e eliminar as fraquezas.
  4. Entender que inteligência vale mais que conhecimento, já que significa “o que” podemos fazer com o conhecimento.
  5. Observar que qualquer pessoa tem falhas mentais passíveis de serem eliminadas e pode desenvolver qualquer tipo de habilidade.
  6. Se conscientizar de que o seu cérebro é capaz de qualquer coisa, é só você querer; o seu raciocínio sempre poderá ser mais rápido, ágil e criativo.
  7. Observar que as limitações auto impostas são os maiores inimigas do seu desenvolvimento.
  8. Evitar coisas que não estimulam a inteligência ou a enfraqueçam, como drogas, muita televisão, má alimentação, má respiração, etc.
  9. Estudar principalmente para aprender e não para obter certificados ou diplomas.
  10. Criar o hábito de estudar pouco, mas todo o dia.
  11. Aprender a se organizar e aplicar métodos para entender e depois aprender.
  12. Buscar desafios para exercitar o cérebro, fazer ginástica mental e resolver problemas.
  13. Praticar a leitura para desenvolver a imaginação e criatividade.
  14. Treinar a sua fala e ler em voz alta para aumentar a capacidade de se comunicar, raciocinar e escutar você mesmo.

Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


 

Conceitos, Definições e Palavras Chaves

O que é um Conceito?

Por exemplo, o conceito árvore pode ser representado (ou definido) de várias formas e linguagens.

Um Conceito descreve o que entendemos sobre uma realidade
  • É aquilo que a mente concebe ou entende.
  • É uma representação ou símbolo mental de alguma coisa e seu funcionamento, de forma universal.
  • É uma formulação de uma ideia por meio de definições, palavras chaves ou recursos visuais, como mapas mentais e mapas conceituais.
  • É uma unidade de conhecimento ou algo com significado
  • É um componente importante do processo de aprendizado

Qual a utilidade dos Conceitos?

De uma forma geral, conceitos constroem ideias na nossa mente,  que constroem atitudes, como acreditar, duvidar, querer saber, aceitar, etc., que constroem a compreensão dos pensamentos cotidianos e crenças, tal como explicitado na expressão:

CONCEITO > IDEIAS > ATITUDES > COMPREENSÃO > PENSAMENTO > CRENÇAS > SENTIMENTOS > COMUNICAÇÃO > DECISÃO > ...
  • Conceito é um pilar do processo de aquisição de conhecimento.
  • Os nossos pensamentos são distinguidos uns dos outros pelos conceitos.
  • As nossas proposições expressam conceitos.
  • A compreensão e interação com o mundo envolve conceitos e a compreensão deles.
  • Quando mudamos conceitos, mudamos ideias, atitudes, percepção, pensamento e crenças.
  • Usamos conceitos para para categorizar, memorizar , tomar decisão , aprender e inferir.
  • Os conceitos são armazenados na memória de longo prazo das pessoas e são fundamentais no marketing e vendas, funcionam como referências, unidades de sentimentos e emoções  para despertar atenção, curiosidade, interesse, desejo e ação – ACIDA.

Em marketing, “um conceito criativo é uma grande ideia”, está embutido numa marca ou proposta de valor de uma oferta, para captar o interesse do público, influenciar resposta emocional e os inspirar a agir (ACIDA). É um tema unificador que pode ser usado em todas as mensagens de um campanha de marketing, apelos à ação, canais de comunicação e públicos-alvo.

O que é uma Definição?

DEFINIÇÃO é um conjunto de PALAVRAS CHAVES que descrevem um CONCEITO.

As duas fórmulas abaixo, definem a relação entre conceito, definição e palavra chave:

CONCEITO = DEFINIÇÃO 1 + DEFINIÇÃO 2 + ... + DEFINIÇÃO N
DEFINIÇÃO = PALAVRA CHAVE 1 + PALAVRA CHAVE 2 + ... + PALAVRA CHAVE N.

Qual a utilidade das Definições?

  • Descrever o significado e limites de um conceito, ou alguma coisa.
  • Estabelecer precisão e perspectiva de um conceito.
  • Garantir que o leitor compreenda a essência dos conceitos.
  • Escolher conceitos ou palavras chaves de compreensão mais fácil daquilo (conceito ou palavra) que queremos definir.
  • Testar e garantir a consistência dos conceitos; por exemplo, se os conceitos usados numa definição carecerem eles mesmos de esclarecimento, a definição proposta não terá utilidade.

O que é uma palavra chave?

PALAVRAS CHAVES são palavras que resumem o conceito e servem de referência a pesquisas; um único conceito ou suas definições  pode conter várias palavras-chave.

Qual a utilidade do uso de palavras chaves?

  • São referências ou  “termos de indexação” para nomear ou grupar objetos dentro de uma mesma categoria.
  • Desempenham um papel importante no processo de otimização de mecanismo de pesquisa ( Search Engine Otimization) que afeta a visibilidade on-line de um site ou de uma página da Web nos resultados “não pagos” de pesquisas da Web.
  • São usadas por blogueiros, criadores de conteúdo on-line para classificar uma página da Web em um determinado tópico.
  • São usadas para publicidade de palavras-chave, uma forma de publicidade on-line, onde o comerciante paga (Google)
  • Clusterização de palavras-chave , uma prática de otimização de mecanismos de pesquisa.
  • Densidade de palavras-chave , com que frequência uma palavra-chave aparece na página da web

Exemplo de usos de Conceitos, Definições e Palavras Chaves

A seguir são apresentados alguns exemplos de como podemos facilitar o processo de conceituação e elaboração de estratégias (conjunto de ações) utilizando conceitos, definições e palavras chaves.


Exemplo: Conceituar CONFIANÇA.

Você está diante de uma situação que precisa  se sentir confiante e quer passar confiança no seu entorno. Qual a estratégia que você usaria?

Solução. Veja a seguir um exemplo de como definir conceitos via palavras chave:

  • Passo 1. Ver Lista de Habilidades Emocionais, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. À partir do passo 1, DEFINIR CONFIANÇA com 7 PALAVRAS CHAVES = ASSERTIVIDADE, AUTOESTIMA, CLAREZA, CRENÇA, DECISÃO, FIRMEZA, POSICIONAMENTO (por exemplo); como uma primeira aproximação.
  • Passo 3. À partir do passo 2, DEFINIR CONFIANÇA com 5 PALAVRAS CHAVES = ASSERTIVIDADE, AUTOESTIMA, CLAREZA, CRENÇA, DECISÃ;como uma segunda aproximação.
  • Passo 4. CONFIANÇA com 3 PALAVRAS CHAVES = CLAREZA, DECISÃO e AUTOESTIMA.
  • Passo 5. "Conceito de Confiança = "Confiança é um mixto de clareza, decisão e autoestima".

Observe que foi utilizada uma lista de definições de habilidades emocionais via palavras chaves (passo 1) especialmente elaborada para facilitar a conceituação dessas habilidades à partir de outras habilidade; após a  a aplicação de 3 filtros (7, 5 e 3) de seleção, chegamos a uma definição do conceito de confiança baseado em 3 palavras chave: clareza, decisão e autoestima (apoiada num contexto hipotico não definido aqui por questão de simplificação do exemplo).

Ou seja, num dado contexto você poderia aumentar a percepção de confiança com  atitudes e ações que demonstrem:

  • Clareza – entendimento, compreensão, percepção, perfeição, transparência.
  • Decisão – deliberação, resolução, parecer, juízo, definição, escolha, confiança, firmeza.
  • Auto estima – amor-próprio, brio, altivez, dignidade, honradez e orgulho.

Fica claro que não existe uma única definição de confiança e uma única estratégia de sentir e passar a percepção de confiança.

O objetivo aqui é demonstrar um método para “definir conceitos via palavras chaves”.


Outros exemplos …

Exemplo 2. Conceito GERÊNCIA.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. GERÊNCIA com 7 PALAVRAS CHAVES = ADMINISTRAÇÃO, AUTONOMIA, CONSOLIDAÇÃO, CONTROLE, EFICÁCIA, INTEGRAÇÃO, PLANEJAMENTO
  • Passo 3. GERÊNCIA com 5 PALAVRAS CHAVES = ADMINISTRAÇÃO, AUTONOMIA, CONSOLIDAÇÃO, CONTROLE, EFICÁCIA,
  • Passo 4. GERÊNCIA com 5 PALAVRAS CHAVES = ADMINISTRAÇÃO, CONTROLE, EFICÁCIA.
  • Passo 5. "Conceito de Gerência = "Gerência é um mixto de administração, controle e eficácia".

Conceito ECONOMIA.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves.
  • Passo 2. ECONOMIA com 7 PALAVRAS CHAVES = BENEFÍCIO, CUSTO, INVESTIMENTO, LUCRO, PREÇO, PRODUTIVIDADE, VALOR
  • Passo 3. ECONOMIA com 5 PALAVRAS CHAVES = VALOR, BENEFÍCIO, CUSTO, RISCO, PREÇO.
  • Passo 4. GERÊNCIA com 5 PALAVRAS CHAVES = VALOR, BENEFÍCIO, CUSTO.
  • Passo 5. "Conceito de Economia = "Economia é um mixto de valor, benefício e custo".

Conceito ATENDIMENTO.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. ATENDIMENTO com 7 PALAVRAS CHAVES = AUTOMAÇÃO, CANAIS, COMUNICAÇÃO, CONTRATAÇÃO, CONVENIÊNCIA, INTELIGÊNCIA, RAPIDEZ
  • Passo 3. ATENDIMENTO com 5 PALAVRAS CHAVES = AUTOMAÇÃO, CANAIS, COMUNICAÇÃO, CONTRATAÇÃO, CONVENIÊNCIA, INTELIGÊNCIA, RAPIDEZ
  • Passo 4. ATENDIMENTO com 5 PALAVRAS CHAVES = AUTOMAÇÃO, CANAIS, COMUNICAÇÃO.
  • Passo 5. "Conceito de Atendimento = "Atendimento é um mixto de automação, canais e comunicação".

Conceito DESEMPENHO.

  • Passo 1. Ver Lista de Atributos de Valor, representados por palavras chaves;
  • Passo 2. DESEMPENHO com 7 PALAVRAS CHAVES = QUALIDADE, CAPACIDADE, VELOCIDADE, USABILIDADE, DISPONIBILIDADE, RECUPERAÇÃO, RESILIÊNCIA
  • Passo 3. DESEMPENHO com 5 PALAVRAS CHAVES = QUALIDADE, CAPACIDADE, VELOCIDADE, USABILIDADE, DISPONIBILIDADE.
  • Passo 4. DESEMPENHO com 3 PALAVRAS CHAVES = QUALIDADE, USABILIDADE, DISPONIBILIDADE.
  • Passo 5. "Conceito de Desempenho = "Desempenho é um mixto de qualidade, usabilidade e didponibilidade".

Conceitos, Definições e Palavras chaves são ferramentas mentais, que  ajudam a aumentar o nosso conhecimento e inteligência; elaborar estratégias e propostas de valor.


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


Saiba mais. Conceitos de MarketingProposta de ValorPercepção do Consumidor, Atributos de Valor, Habilidades Emocionais.


 

Perguntas

 Quais são os benefícios das perguntas?

A pergunta é componente principal de várias atividades humanas: aprendizado, análiseinvestigação, persuasão, controle da discussão, negociação, planejamento, definição de objetivos, dentre outras coisas.

Clique na figura. Perguntas e suas múltiplas utilidades

Benefício das perguntas

  • Desenvolver a auto consciência, auto controle, motivação, empatia e sociabilidade.
  • Desenvolver a inteligência: conhecer, compreender, aprender, resolver novos problemas, conflitos e novas situações.
  • Ajudar a planejar, desenvolver objetivos  e estratégias.
  • Investigar; coletar informações e pontos de vistas.
  • Ajudar a observar e influenciar comportamentos.
  • Ativar necessidades latentes.
  • Ajudar a diagnosticar.
  • Alinhar percepções e controlar um contato.
  • Gerar trabalho para quem as responde e tempo para quem as formula.
  • Chamar atenção de um problema.
  • Fazer uma pessoa pensar e chegar às suas próprias conclusões.
  • Tornar um problema e uma solução mais significativos, via perguntas de implicação.
  • Desenvolver imagens de solução, via perguntas de solução.
  • Tornar mais receptivas as soluções que apresentamos.
  • Persuadir (convencer) as pessoas. Perguntas são mais eficazes que argumentos.
  • Facilitar o autocontrole, quando feitas para refletir antes tomar uma ação.
  • Uma das coisas mais extraordinárias da pergunta é que ela NÃO envolve a transferência direta de informação.
  • Mostrar que a posição que um cliente está assumindo tem problemas ou desvantagens (perguntas de implicação)
  • Mudar percepções; enfraquecer o entusiasmo em relação a certas posições ou valores.
  • Evitar impasses, becos sem saída; usar perguntas para quebrar esse tipo de bloqueio é uma das estratégias mais antigas e mais úteis de negociação.
  • As perguntas são uma alternativa à discórdia. Como a negociação sempre contém uma possibilidade de conflito, o potencial de discórdia normalmente está presente. Um dos métodos mais eficazes é fazer perguntas como uma alternativa à discórdia direta. Por que? O negociador é forçado a defender a declaração, dando ao outro negociador tempo para pensar e formular estratégias e a oportunidade de expor pontos fracos nos motivos apresentados. “Como sua proposta funcionaria na prática?” Ao fazer perguntas em vez de discordar, será mais fácil a outra parte admitir as dificuldades sem ser desacreditada.

A “Pergunta” é uma ferramenta cognitiva simples, fundamental e poderosa para desenvolver a inteligência competitivaÉ uma das melhores formas de desafiar positivamente a si mesmo.


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


Saiba mais. Perguntas de Situação, Problema, Implicação e SoluçãoMaiêutica.


 

Check list (CL)

O que é um check list e qual a sua utilidade?

Check List ou Lista de Verificação

É uma ferramenta de controle, composta por um conjunto de condutas, nomes, itens ou tarefas que devem ser lembrados e/ou seguidos. É um resumo de questionário ou roteiro pedagógico, que contém várias atividades e comportamentos sujeitas à observação sistemática.

Existem vários formatos. Listas de verificação geralmente são utilizadas, com caixas de seleção no lado esquerdo da página. 


Objetivos do Chek list

  • Ser uma ferramenta simples. Poder ser elaborado por qualquer pessoa a um custo “quase que zero”.
  • Atestar que todas as etapas ou itens de uma lista (escopo) foram cumpridas, de acordo com o programado.
  • Evitar a falibilidade da memória e da atenção humana.
  • Auxiliar a execução das tarefas certas da maneira certa.
  • Evitar suprimir passos e ordem de execução de um procedimento.
  • Evitar erros e retrabalhos e aumentar a eficiência na execução de atividades.

Passos para fazer um Check list

  1. Definir  objetivo, escopo e importância da ferramenta.
  2. Definir os momentos e frequência de utilização.
  3. Definir quem irá utilizar e demonstrar como será utilizada, a sua importância e o conhecimento, habilidade e atitude para o uso.
  4. Definir os itens a serem verificados para constatar se um serviço, produto, processo ou atividade foi plenamente cumprido de acordo com as especificações.
  5. Testar a lista antes de utilizar com algumas pessoas que irão utilizar para validar e/ou fazer alguma melhoria. Normalmente, durante o teste sempre surgem dúvidas e sugestões de melhoria.

As listas de verificação não devem ser usadas como substitutas do bom senso. A memorização de listas de verificação ajuda nos contatos de negócio e na resolução de problemas. A dependência excessiva de listas de verificação pode prejudicar o desempenho ao lidar com uma situação de tempo crítico, por exemplo, uma emergência ou um contato de venda que exija alta velocidade. Listas de verificação são muitas vezes erroneamente menosprezadas, mas elas estão no núcleo dos fundamentos da gestão de processos.


Saiba mais sobre Check List.  Inteligência CompetitivaFazer contatos, Planejar contatos, Objetivos SMARTPlanejar CompromissosExecução do Contato, Abertura do Contato, Rapport, Investigação SPISEfeito sob medida, Fechamento da Venda.


Aprendizado e FerramentasAprendizado ConstrutivistaAprender a AprenderFerramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMétodo SocráticoCheck list Check list – 5W1HMapas MentaisMapas ConceituaisMapas Conceituais e FerramentasMapa Conceitual vs Mapa MentalFerramentas da Inteligência Competitiva.


 

Check list – 5W2H

O 5W2H é um check list para obter a história completa sobre um assunto

São questões cujas respostas são consideradas básicas na coleta de informações, resolução de problemas, execução de uma atividade, ou o uso de uma ferramenta – identifica as ações e responsabilidades de execução de alguma coisa, através de uma série de perguntas para orientar as diferentes ações que devem ser aplicadas.

5W

  • Quem  faz? (Who) … os responsáveis por realizar as ações.
  • O que faz?  (What) … quais as ações serão realizadas no processo para que a meta seja atingida.
  • Onde faz? (Where) … em quais departamentos da empresa ou em quais áreas da vida profissional deve ser empregadas as ações para que as metas sejam alcançadas.
  • Quando  faz? (When) … qual o cronograma e prazos para cada atividade.
  • Porque faz? (Why) … quais as metas e razões para serem cumpridas uma a uma;

2H

  • Como faz? (How) … como cada ação do processo será colocada em prática por seus responsáveis;
  • Quanto custa? (How much)… quais são os custos de cada ação.

 

Cada pergunta do 5W2H deve ter uma resposta com fatos e dados; não é um achismo; são questões controladas (nem abertas, nem fechadas), que não podem ser respondida com um simples “sim” ou “não”.

 

O 5W2H é um mapeamento de atividades.

É um check list de perguntas de controle que segmenta uma ação em 7 perspectivas diferentes: o que é, quem, quando, onde, porque, como e custo.

É extremamente útil uma vez que elimina por completo qualquer dúvida que possa surgir sobre um processo ou sua atividade.-

Prove uma visão conceitual e procedural.

A ferramenta 5W2H formula perguntas para desenvolver blocos conceituais que permitem:

  • Ter visão de escopo e de helicóptero (top down).
  • Saber quando usar e não usar a ferramenta.
  • Saber onde o bloco de conhecimento (ação, ferramenta, resolução de problema, etc) se encaixa.
  • Identificar erros na execução.
  • Transferir conhecimentos sobre a ação, conceitos e processos.

As perguntas 5H2H formula perguntas para desenvolver blocos de procedimentos.

  • Repetir procedimento e resolver muitos problemas.
  • Visão de bloco – aprender como uma ação deve ser feita ou funciona.
  • Visão de baixo para cima (botom up).
  • Construir, fixar e fortalecer blocos (conceituais e procedurais) na memória de longo prazo.
  • Enraizar conceitos e construir trilhas para acessar os blocos quando necessário.

Em um meio ágil e competitivo como é o ambiente empresarial, a ausência de dúvidas agiliza e muito as atividades a serem desenvolvidas; contribui com a eficiência (rapidez) e desempenho (atingir as metas).

 

Palavras chaves: 5W2H, ferramenta, chek list, ações, perguntas de controle, fixar blocos, bloco conceitual, bloco procedural,  planejar, mapear, executar, checar, ajustar.

 

Teste seu conhecimento sobre a ferramenta 5W2H

  1. O que é a ferramenta 5W2H?
  2. Qual a relação entre a ferramenta 5W2H e a ferramenta check list?
  3. Onde a ferramenta 5w2h é usada?
  4. Por que a ferramenta 5W2H é usada?
  5. Quem usa a ferramenta 5w2H?
  6. Quando a ferramenta 5W2H é usada?
  7. Como a ferramenta 5W2H é utilizada?
  8. Quanto custa a ferramenta 5W2H?
  9. Como o 5W2H ajuda a planejar ações?
  10. Como o 5W2H ajuda a execução de ações?
  11. Como o  5W2H ajuda a monitorar desvios?
  12. Como o 5W2H ajuda a fazer ajustes?
  13. Qual a relação entre 5W2H  e PDCA?
  14. Qual a relação entre a ferramenta 5W2H e a formulação de objetivos SMART?
  15. Quais as perguntas 5W2H que contribuem para a formação de blocos de conhecimento?
  16. Quais as perguntas 5W2H que contribuem para a formação de blocos de procedimentos?
  17. Faça um mapa mental da ferramenta 5w2h.

Aprendizado ConstrutivistaAprender a AprenderFerramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMétodo SocráticoCheck list Check list – 5W1HMapas MentaisMapas ConceituaisMapas Conceituais e FerramentasMapa Conceitual vs Mapa MentalFerramentas da Inteligência Competitiva.


 

Mapa Mental

 O que é um mapa mental e para que serve?

Um mapa mental é um diagrama que simula a estrutura lógica do nosso modo de pensar; assemelha-se a um neurônio. É usado para organizar visualmente as informações; é um método eficiente para melhorar a memorização e aprendizagem; é voltado para a gestão de informações e conhecimento; pode ser desenhados à mão ou no computador.

A figura abaixo ilustra exemplos de aplicações de um mapa para planejar, organizar, criar, inovar, comunicar, resolver aprender, e assim por diante.

Figura. Aplicações de Mapas Mentais

O mapa mental é hierárquico e mostra relações entre peças do todo; mapeia informações usando ramificações e mapas radiais; representa a percepção do ponto de vista de uma pessoa ou uma empresa sobre alguma coisa; é informal;  São conjuntos de palavras estruturadas pelo contexto mental da pessoa com mnemônicos visuais e, através do uso de cores, ícones e links visuais; é criado em torno de um conceito, desenhado no centro, ao qual são adicionadas relações com imagens, palavras e partes de palavras; deve ser feito como uma rápida descrição de um tema, cobrindo todas as características principais.

Como o mapa mental deve ser feito?

A figura abaixo ilustra um mapa mental para descrever as principais diretrizes para desenvolver mapas mentais.

Figura. Diretrizes para criação de mapas mentais

Tony Buzan, um grande promotor da ferramenta, sugere as diretrizes listadas abaixo, que são representadas na figura:

  • Inicie no centro com uma imagem do assunto.
  • Use imagens ou símbolos em todo o mapa mental.
  • Selecione as palavras-chave e as escreva usando letras minúsculas ou maiúsculas.
  • Coloque cada palavra e/ou imagem e em sua própria linha.
  • Conecte as linhas a partir da imagem central.
  • Use linhas centrais mais grossas e afine-as à medida que irradiam para fora do centro.
  • Use várias cores em todo o mapa mental, para a estimulação visual e também para codificar ou agrupar.
  • Desenvolva seu próprio estilo pessoal de mapeamento da mente.
  • Use ênfases e mostre associações no seu mapa mental.
  • Mantenha o mapa mental claro, usando hierarquia radial, ordem numérica ou contornos para agrupar ramos.

Você não necessariamente precisa usar todas as recomendações; essa é uma lista não exaustiva; não existe um mapa mental certo ou errado; não necessariamente você precisa usar imagens, mas elas ajudam (imagens valem mais do que mil palavras); os exemplos apresentados aqui podem ser ampliados com a criação de novas ramificações, no primeiro, segundo, terceiro e demais níveis, de acordo com o grau de detalhamento que  você necessite; neste particular, tomar o cuidado para não tornar o mapa muito complexo e para que isso seja evitado, uma boa prática é desdobrar um ramo mais complexo num outro mapa.

Quais os benefícios dos Mapas Mentais para o aprendizado?

O mapa mental reduz, simplifica e seleciona as informações que serão mais relevantes no que está sendo estudado; cria anotações; ajuda o cérebro a fazer novas associações mais rapidamente; melhora as conexões entre os conceitos-chave e torna a criatividade mais fluente. Veja a figura abaixo.

Figura. Benefícios de Mapas Mentais

As razões que fazem o mapa mental uma ferramenta efetiva de aprendizado, são muitas. Veja alguns destaques:

  • Precisa que entendamos o assunto antes para poder fazê-lo; testa o entendimento no processo; identifica lacunas a serem preenchidas no aprendizado;
  • São muito mais eficientes que as anotações típicas e lineares que estamos acostumados a fazer; o padrão linear expressa cada idéia em linhas e regras gramaticais (sujeito, verbo, predicado, …); as palavras chave ficam escondidas no meio de outras informações de menor informações semânticas (que geram significado) e isso atrapalha o cérebro fazer associações de conceitos;
  • As anotações lineares cansam, nos fazem entrar no modo zumbi (sonhar acordado), nos distraem; exigem muito esforço para pouco resultado; usam muitas palavras; é um método  baseado em transcrição e sintetização, que é mais fácil, não necessita de compreensão, que o torna ineficiente em termos de armazenagem, retenção e recuperação do conhecimento;
  • Os mapa mentais seguem uma forma mais natural do cérebro organizar e processar ideias; proveem uma noção espacial melhor, imagens, cores e visão do todo e hierarquia; dão mais prazer; exigem concentração para conversão de uma mídia totalmente diferente do mapa mental;
  • Os mapas mentais exigem mais concentração e atenção; usam palavras chave; necessitam de maior potencial criativo do nosso cérebro – ensinar primeiro para nós mesmos; isso facilita repasse do conhecimento, mesmo que seja para nós mesmos; as anotações são produzidas com outro tipo de mentalidade;

Mapas Mentais e Mapa Conceituais: qual a diferença?

Os mapas mentais diferem dos mapas conceituais em que os mapas mentais se concentram em apenas uma palavra ou idéia, enquanto mapas conceituais conectam várias palavras ou idéias. Além disso, os mapas conceituais geralmente têm rótulos de texto em suas linhas / braços de conexão. Os mapas mentais baseiam-se em hierarquias radiais e estruturas de árvores que denotam relações com um conceito central de governo, enquanto mapas conceituais são baseados em conexões entre conceitos em padrões mais diversos. No entanto, qualquer um pode fazer parte de um sistema maior de base de conhecimento pessoal .

Palavras chave associadas aos mapas mentais: diagrama, estrutura, lógica, modo de pensar, organização visual, método, ferramenta, memorização, simplificação,  conceitos, idéias, palavras, imagens, descrição, características, informações, conhecimento, aprendizagem, planejamento, criatividade, inovação, comunicação, resolução de problemas,  relevância,  associações, velocidade, fluência.


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


 

Mapa Conceitual

O que é um mapa conceitual e para que serve?

Um mapa conceitual  é um diagrama que ilustra relações sugeridas entre conceitos. É uma ferramenta gráfica usada para organizar e estruturar o conhecimento , ou uma maneira de desenvolver o pensamento lógico e habilidades, revelar conexões e ajudar a ver como as ideias e conceitos individuais formam um todo maior.

Conceitos e Proposições

Um mapa conceitual tem como objetivo representar relacionamentos significativos entre conceitos em forma de proposições; proposições são dois ou mais conceitos conectados por palavras numa unidade semântica (unidade com significado)

Na sua forma mais simples, um mapa conceitual tem dois conceitos conectados com uma palavra (normalmente um verbo) para formar uma proposição; por exemplo, “a flor é branca” pode representar um mapa conceitual simples formando uma proposição válida sobre os conceitos “flor ” e “branca”.

A grande maioria dos significados dos conceitos adquiridos pelo ser humano são via proposições nas quais os significados dos conceitos estão embutidos. A regularidade dos rótulos de conceitos fornece significado adicional, através das proposições. Por exemplo, “flor é cheirosa”, “flor é bela”, “flor é órgão de reprodução da planta”, “flor tem cor”, “flor tem nome”, “flor tem forma”, “a rosa é uma flor”, levam a aumentar o significado e precisão do que é uma flor.

Mapa conceitual é uma ferramenta parar identificar escopo, foco, road map e sumário de aprendizado

Os mapas conceituais trabalham para deixar claro para estudantes, professores, aprendizes e empresas, um pequeno número de ideias que eles devem focar para uma atividade específica de aprendizado; também fornece um tipo de “road map” dos caminhos que podemos tomar para conectar significados de conceitos  em proposições; após uma tarefa de aprendizado ter sido completada; mapas conceituais fornecem  um sumário esquemático do que foi aprendido.

Mapa conceitual e teoria do aprendizado significativo

O mapa conceitual, foi originalmente baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, quando uma nova informação adquire significado através de uma ancoragem em aspectos relevantes da estrutura cognitiva preexistente do indivíduo; há uma interação entre o novo conhecimento e o já existente e ambos se modificam. À medida que o conhecimento prévio serve de base para a atribuição de significados à nova informação, ele também se modifica. O processo é dinâmico; o conhecimento vai sendo construído.

Mapa conceitual e hierarquia entre conceitos

Devido ao fato do aprendizado significativo proceder mais facilmente quando novos conceitos ou significados de conceitos mais específicos são submetidos sob um conceito maior, o mapa conceitual deve ser hierárquico; isto é, os conceitos mais gerais ou mais inclusivos devem ser posicionados no topo do mapa e os conceitos mais específicos ou menos inclusivos devem ser posicionados abaixo deles; exemplos ou eventos podem ser incluídos de acordo com o contexto.

Figura. Mapa conceitual para a água. Mostra conceitos e proposições da água; alguns exemplos específicos (linhas pontilhadas, sem seta) podem ser incluídos para facilitar o aprendizado e contextualizar o mapeamento.

Mapa conceitual e configurações

Não necessariamente, mesmos conceitos terão mesmas proposições e configurações; diferentes segmentos e pessoas podem ter configurações de mapas conceituais diferentes, para diferentes perspectivas, mas os significados deverão ser consistentes entre si, ou seja não existir conflitos entre conceitos. Os dois mapas conceituais da água a seguir ilustram essa característica necessária.

Figura. Mapas conceituais para a água com configurações diferentes – ilustrar a flexibilidade dos mapas conceituais para retratar diferentes perspectivas.

Mapeamento de conceitos pode ser uma atividade de desenvolvimento da criatividade 

Mapeamento conceitual é uma técnica para externalizar conceitos e proposições. Indubitavelmente, nós podemos desenvolver novas relacionamentos de conceitos no processo de desenvolver mapas conceituais, especialmente se nós procurarmos ativamente relacionamentos proposicionais entre conceitos que não foram previamente reconhecidos como relacionados: estudantes e professores na construção de mapas conceituais frequentemente apontam que reconhecem novos relacionamentos e, portanto, novos significados (ou que conscientemente percebiam antes do mapeamento).

20 Benefícios e Aplicações dos Mapas Conceituais 

Veja na sequência as várias áreas e aplicações em que o mapa conceitual pode facilitar a nossa vida:

  1. Fornecer formas visuais eficientes para entender, produzir e representar o conhecimento.
  2. Resumir conceitos chave, seus relacionamentos e hierarquias.
  3. Preservar e reter o conhecimento institucional.
  4. Transformar conhecimento tácito (prático) em conhecimento organizacional.
  5. Mapear o conhecimento de equipes.
  6. Modelar o conhecimento de forma colaborativa.
  7. Facilitar a criação de visão e compreensão compartilhada.
  8. Transferir conhecimentos especializados.
  9. Comunicar ideias e argumentos complexos.
  10. Detalhar a estrutura inteira de uma ideia para a análise de outra pessoa.
  11. Desenhar cenários conceituais para a informação e aprendizagem subsequentes.
  12. Aumentar a metacognição (aprender a aprender e pensar sobre o conhecimento).
  13. Desenvolver habilidades de raciocínio de alto nível, incluindo habilidades analíticas.
  14. Recuperar e processar informações.
  15. Ajudar as pessoas a externar conhecimentos e mostrar sua compreensão.
  16. Explícitar o conhecimento e relacionamentos entre conceitos e aprimorar a compreensão.
  17. Atender a diferentes estilos de aprendizagem.
  18. Ajudar a organizar conhecimentos.
  19. Cooperar e aumentar a interação social, a comunicação e o trabalho em equipe colaborativo.
  20. Poder ser usado ​​em diferentes áreas de conteúdo e com pessoas com diferentes conhecimentos e habilidades.

Outras formas de representação de significados. Mapas conceituais (conceitos e proposições) são uma forma de representação de significados e existem muitas outras; por exemplo, fluxogramas geralmente são utilizados para representar sequência de atividades; organogramas são usados para representar hierarquias de unidades administrativas e/ou funções; diagramas circulares e árvores de decisão são outros exemplos. No entanto, nenhuma dessas formas de mapeamento mencionadas são baseadas na teoria do aprendizado e teoria do conhecimento, que buscam a melhoria do processo educacional. O uso sistemático de mapas conceituais, melhora o processo educacional e de pesquisa.

Mapa Conceitual vs Mapa Mental. O mapa conceitual difere do mapa mental que se concentra numa palavra ou ideia. Os mapas mentais são baseados em hierarquias radiais e estruturas de árvores que denotam relacionamentos com um conceito central, enquanto que os mapas conceituais são baseados em grafos, com conexões não hierárquicas. Entretanto, qualquer um pode compor uma base de conhecimento pessoal.


Saiba mais. Aprender a AprenderComo se tornar mais inteligente?Ferramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMapa MentalMapa Conceitual.


 

Mapas Conceituais e Ferramentas

Quais são os principais fundamentos, benefícios e ferramentas para fazer mapas conceituais?

Aqui está um infográfico que resume alguns conceitos chave dos mapas conceituais e ferramentas de software para fazê-los.

De uma forma geral as ferramentas são muito parecidas. Todas visam facilitar a criação, armazenamento, recuperação, compartilhamento, colaboração de mapas conceituais.

  • Bubbl.usNenhum download de software é necessário e os mapas criados podem ser salvos como uma imagem. Ele também suporta diferentes recursos de compartilhamento e colaboração.
  • Popplet. Oferece vários recursos, incluindo: notas de gravação em diferentes formatos com texto, imagens e desenhos; ligar notas umas às outras; exportar para PDF ou JPEG;
  • MindMupPermite criar mapas mentais ilimitados gratuitamente e armazená-los na nuvem;
  • CreatelyOferece modelos de mapas conceituais pré-concebidos, suporta trabalhos em grupo, integrados a ferramentas de terceiros, incluindo Chrome Store e Google Apps.
  • Coggle. É uma ferramenta online para criar e compartilhar mapas mentais; Funciona online no seu navegador: não há nada para baixar ou instalar.
  •  MindMeister. Ferramenta online de mapeamento mental que permite capturar, desenvolver e compartilhar idéias visualmente.
  • Lucidchart Você pode usar o Lucidchart para projetar mapas conceituais, fluxogramas e diferentes tipos de diagramas; suporta recursos colaborativos e funciona em vários dispositivos.
  • Mindomo. Você pode criar mapas mentais,  conceituais, contornos e muito mais; permite transformar os mapas em apresentações slide-a-slide; pode incorporar vídeos, clipes de áudio e links; permite pesquisar e adicionar imagens da Web diretamente.
  • Spiderscribe . Ferramenta online de mapeamento mental e brainstorming; permite conectar notas, arquivos, eventos de calendário,  colaborar e compartilhar mapas online.

Aprendizado e FerramentasAprendizado ConstrutivistaAprender a AprenderFerramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMétodo SocráticoCheck list Check list – 5W1HMapas MentaisMapas ConceituaisMapas Conceituais e FerramentasMapa Conceitual vs Mapa MentalFerramentas da Inteligência Competitiva.


 

Mapa Conceitual vs Mapa Mental

Quais as diferenças entre mapa conceitual e mapa mental?

Veja uma comparação detalhada entre eles usando um mapa mental.

  • Os mapas mentais são mais adequados para traçar as próprias ideias ou um mapa “O que eu sei sobre …”, em vez de organizar o conhecimento com o objetivo de reter informações.
  • Os mapas mentais são mais flexíveis que os mapas mentais, já que não estão limitados na estrutura radial e hierarquia.
  • A idéia do mapa mental organizar conceitos de forma radial é muito útil para brainstorm e atividades similares.
  • Para resolver problemas, analisar fatores chave em um mercado ou sistema de decisão os mapas conceituais são mais efetivos.
  • Os mapas mentais são excelentes para traduzir idéias, por exemplo de documentos, artigos, apresentação, cursos de treinamento.

Aprendizado e FerramentasAprendizado ConstrutivistaAprender a AprenderFerramentas CognitivasConceitos, Definições e Palavras ChavesPerguntasMétodo SocráticoCheck list Check list – 5W1HMapas MentaisMapas ConceituaisMapas Conceituais e FerramentasMapa Conceitual vs Mapa MentalFerramentas da Inteligência Competitiva.