Internet – processamento e armazenamento distribuídos

Quais são os benefícios potenciais do uso da Internet para serviços de processamento e  armazenamento de dados?

O CERN, o lugar em que a própria Web nasceu, usa o Supercomputador Mundial de forma particularmente criativa.

Em 2007, o laboratório terminou a construção do maior instrumento cientifico da Terra, um acelerador de partículas. Quando a máquina estava sendo fabricada, os cientistas de computação do laboratório depararam com um dilema. Sabiam que o acelerador de partículas produziria uma quantidade imensa de dados para análise – mais ou menos 15 petabytes por ano. A expectativa de vida do colisor é de 15 anos e, por conseguinte, ao longo dela é necessário armazenar e processar cerca de 225 petabytes, uma tarefa que exigiria mais ou menos 100 mil computadores.

Como instituição acadêmica financiada pelo governo, o CERN não se pode dar ao luxo de comprar e manter toda essa quantidade de máquinas e nem mesmo alugar a capacidade de processamento necessária a um fornecedor de serviços públicos. Mas, os cientistas perceberam que o Supercomputador Mundial lhes oferecia outra opção. Não havia a menor necessidade de pagar pelo uso de outros computadores. Podiam, em vez disso, pedir a outras instituições de pesquisa, e até a cidadãos, que doassem a capacidade ociosa de processamento e de armazenamento de seus próprios PCs e servidores.

O que o CERN tem em comum com outras companhias de serviços públicos é a centralização do controle. À medida que a capacidade do Supercomputador Mundial se expandir, continuará o movimento de substituir os sistemas privados como plataforma preferida de computação. As empresas conquistarão muito mais flexibilidade para montar serviços de computação destinados a realizar tarefas personalizadas de processamento de informações. Capazes de programar facilmente o Supercomputador Mundial à sua moda, não sofrerão mais as restrições dos limites de seus próprios centros de dados ou das determinações de um punhado de grandes vendedores de TI.

Graças à capacidade de modulação da informática, as companhias disporão de grande número de opções ao dar o salto para a era da computação como serviço público.
Terão condições de realizar algumas de suas tarefas de computação por meio de seus próprios centros de dados de departamentos de TI, ao mesmo tempo em que dependerão das companhias externas de serviços públicos para satisfazer outras necessidades. E continuarão em condições de aperfeiçoar constantemente as suas combinações à medida que a capacidade das empresas de serviços públicos aumentar.

Um dos maiores desafios para o departamento de TI das grandes empresas será tomar a decisão certa sobre o que preservar e o que descartar.

Até logo!

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